Mãe Santuário de amor que exprime tanto.
De gesto , de falas e carinhos;
Insone andar por vezes sobre espinhos.
Na alma curtindo algum secreto pranto.
Mãe ! detentora de um trabalho santo
No mar da vida sempre em borborinhos;
Fanal que alenta e inspira nos caminhos.
Desta existência que a enobrece tanto !
Algo sublime , então , a mente aninha:
Todo esse acervo de amor que nela mora
Desde que é moça até morrer velhinha;
Que , ninguém mesmo se comova , embora,
E lhe ame o filho que sua alma espinha
Ela por ele se dá porque o adora !
( Manoel Felix Cardoso ).