Gravuras

       Alda Inacio - 20/11/2002

Quando a solidão bate a minha porta
no instante em que tu não estás
Abro a janela da alma
         e busco nas gravuras do tempo
                   teu vulto para me acalentar

Ali estás presa na janela
E meu ser rejuvenesce na presença tua
Olho teu rosto
          toco teus cabelos
               E deslizo meus dedos
                      No teu corpo de papel

A porta vai se abrir
As gravuras o vento espalhará
E o som do teu riso alegre
         Encherá de vida a amante inquieta
            que espera no vazio da tua ausência
                   o tempo da certeza


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