Orquídeas - Dicas Gerais:Índice Geral por Assuntos
Introdução:
O que é e como se classificam as Orquídeas
Habitat Natural:
Plantio:
Temperatura:
Água e Umidade:
Luminosidade:
Ventilação:
Adubação:
Pragas e Doenças:
Quando e Como Plantar e Replantar:
Cultivo em Apartamentos:
Quando e Como Molhar:
Bibliografia:
As orquídeas pertencem a uma família de plantas chamada orchidaceae, é subdividida em mais de 500 gêneros e cada gênero possui de uma a centenas espécies. O número total de espécies oscila em torno de 35.000 espalhadas pelo mundo inteiro. O gênero Isabelia, por exemplo, possui uma única espécie. O gênero Cattleya possui cerca de 70 espécies. E o gênero Bulbophylum tem mais de mil espécies.
As orquídeas mais populares são dos gêneros (C) Cattleya, (L) Laelia (lê-se Lélia), (Onc) Oncidium (uma das espécies é conhecida como Chuva de ouro), (Milt) Miltônia, (Den) Dendrobium, (V) Vanda, (Phap) Phalaenopsis (lê-se Falenópsis) e (Paph) Paphiopedilum (conhecida como sapatinho).
Os atuais métodos empregados na multiplicação das orquídeas em laboratórios, produzem em grande escala, plantas de boa qualidade. O Brasil possui uma variedade riquíssima em espécies nativas de orquídeas. As mais comuns são as Cattleyas e as Laelias sendo, inclusive, a Laelia purpurata, considerada a flor nacional do Brasil.
Nossas condições climáticas permitem o cultivo relativamente fácil dessas plantas e, em grande parte do território nacional, não há necessidade de ambientes climatizados para cultivá-las. Devemos apenas nos preocuparmos inicialmente com a escolha certa das plantas à cultivar, sendo plemamente possível desfrutar de suas lindas florações, mesmo em nossos apartamentos, varandas, terraços etc.
Para que o êxito no cultivo de orquídeas ocorra, alguns fatores relevantes devem sempre ser atendidos e controlados. São eles: luz, temperatura, umidade, calor ventilação, adubação e desinfecção de pragas (tudo aquilo que seja nocivo à planta, como pulgões, ácaros, fungos, vírus, cochinilhas e etc). Além disso, não menos importante, é local onde as plantas ficarão, além de forma correta de serem plantadas e replantadas.O que é e como se classificam as Orquídeas
O que é uma orquídea?
A pergunta acima pode parecer trivial para o orquidófilo mas, na verdade, não o é. Acontece que normalmente pensamos, quando falamos em orquídeas, naquelas belas e grandes flores que cultivamos ou que vemos nas exposições. Mas há muitas outras plantas que são orquídeas.
Tecnicamente, uma orquídea é qualquer planta pertencente a família botânica Orchidaceae. E o que caracteriza esta família botânica? Basicamente, um conjunto de características bem definidas: primeiro, e mais importante, as partes reprodutoras das plantas são fundidas num único órgão, chamado coluna (ginostêmio). Assim, tanto o pólen quanto o estima (a área da flor que recebe o pólen quando a flor é polinizada) estão no mesmo órgão. Isto acontece apenas nas orquídeas. Outra característica importante é a presença de seis peças: três mais externas (as sépalas) e três mais internas (as pétalas). A pétala central é modificada para atrair o polinizador (é chamada de labelo). Estas peças podem estar modificadas ou fundidas. Além disto, o labelo pode estar numa posição inferior ou superior. Com estas características, podemos facilmente identificar uma espécie de orquídea. Atualmente, conhecem-se cerca de 20.000 espécies (fora os híbridos). Incluem desde as conhecidas Cattleya, Laelia, Sophronitis, Dendrobium, Cymbidium, etc, até plantas com nomes ainda mais exóticos e virtualmente desconhecidas, como Aa, Wulschlaegella, Rizanthella, Stenia, etc, passando pelas Vanilla, de onde se extrai a baunilha (são consideradas as únicas orquídeas com outro interesse comercial que não o fato de serem plantas ornamentais). Incluem, ainda, desde plantas minusculas, como a Barbodria miersii, que, florida, não passa de 2 ou 3 cm de altura, até plantas como os Grammathophyllum, que parecem palmeiras com milhares de flores simultâneas. Para quem gosta não apenas de beleza, mas também de exotismo, não coisa melhor do que explorar o mundo que é esta bela família botânica.Dilema Laelia-Sophronitis
Vou tentar esclarecer algumas dúvidas sem complicar. Mas não é fácil porque a sistemática de plantas é um universo e, dentro deste universo, as orquídeas são um mundo.
Quando se dá um nome a uma planta, a gente procura refletir sobre o que existe na natureza, ou seja, espécies que são mais parecidas entre si provavelmente são parentes, e por isto, ganham o mesmo nome genérico (isto é, o nome do gênero igual indica que duas plantas são irmãs).
No caso de Laelia e Cattleya, a principal diferença entre os dois gêneros é o número de políneas: as Laelia (assim como Sophronitis, Brassavola e outras do grupo) têm oito políneas iguais. As Cattleyas têm sempre quatro políneas (exceto Cattleya dormaniana, que tem quatro políneas grandes e quatro pequenas). Políneas são aquelas massas de pólen que a gente usa para fecundar as plantas quando quer fazer as sementes.
Quanto a mudança de Laelia para Sophronitis, é preciso contar uma pequena história: lá pelos idos de 1820 a 1860 é que foram descritas as espécies que servem de base para os dois gêneros. Partindo daquele princípio, os cientistas da época botavam as plantas mais parecidas entre si dentro dos mesmos grupos. Assim, a primeira espécie do gênero Laelia era uma espécie mexicana (Laelia grandiflora). Quando surgiu a L. purpurata, eles puseram ela junto dentro de Laelia porque, embora parecesse com uma Cattleya, ela tinha oito políneas como primeiro gênero. Depois surgiram as outras, tanto mexicanas como brasileiras, que são bem diferentes, sim, mas ficaram tudo no mesmo lugar. Também na mesma época, foi descrita a Sophronitis cernua, que era bem diferente das Laelia que havia descritas no Brasil à época.
A partir de uns dez anos para cá, muitas mudanças ocorreram na forma de classificar as plantas. Hoje, quase tudo é baseado em exames de DNA, parecidos com aqueles que a gente vê em programas, a toda hora na televisão. Desta forma, você tem certeza absoluta de quem é quem: não dá para duvidar do resultado de um exame de DNA. E é por isto que se fez a mudança: ao analisar as espécies de Laelia brasileiras, comparando com todos os outros grupos de plantas aparentadas, os pesquisadores chegaram a conclusão de que as nossas Laelia eram filhas "adotivas" de Laelia, e eram irmãs de Sophronitis. Assim, quase todas viraram Sophronitis.
Tem duas que continuam Laelia: L. crispilabia e L. cardinii, ambas de Minas Gerais, e que não são irmãs das outras plantas brasileiras.
Espero ter simplificado, dentro do possível, algo que é muito complicado. É claro que muita gente não vai gostardesta mudança, mas como trata-se apenas de um nome, é só se acostumar. Você não vai gostar menos de uma purpurata apenas porque ela não é uma Laelia purpurata e sim uma Sophronitis purpurata, não é?De acordo com o lugar de origem, as orquídeas são classificadas como Epífitas, Terrestres ou Rupículas.
EPÍFITAS são a maior parte das orquídeas. Vivem grudadas em troncos de árvores, mas não são parasitas, pois realizam a fotossíntese a partir de nutrientes absorvidos pelo ar e pela chuva. Portanto, ao contrário do que se pensa, não sugam a seiva da árvore.
TERRESTRES são as que vivem como plantas comuns na terra.
RUPÍCULAS são as que vivem sobre rochas.
Seja qual for a classificação da orquídea que se deseja cultivar, devemos procurar reproduzir e controlar ao máximo as condições naturais da espécie, para que elas se desenvolvam e nos brindem com sua linda, e geralemnte anual, floração.A maior parte das orquídeas pode ser plantada em vasos de barro ou plástico, cujo tamanho deve ser o menor possível.
Vaso grande pode reter demais a umidade, causando apodrecimento das raízes. Vaso muito pequeno, condição que ocorre quando a planta atinge o tamanho máximo para determinado vaso (geralmente isso ocorre em 4 anos), ocasionará uma não alimentação correta, e as consequências aparecerão de diversas formas.REGRAS PARA O PLANTIO:
1. No fundo do vaso deverá haver uma camada, de 1 a 3 cm de altura, que poderá ser feita com pedras ou cacos de barro (tijolo, telha ou outro vaso que tenha quebrado). A finalidade disso é permitir a rápida drenagem do excesso de água.
2. O resto do vaso deverá ser completado com fibras de xaxim. Jamais use o pó de xaxim, pois as raízes necessitam de arejamento, caso contrário aprodecerão. Se houver pó, lave o xaxim para separar as fibras do pó. Jamais use o "pó de xaxim" vendido no comércio.
3. O diâmetro correto do vaso, que vai depender do tamanho na planta, deverá ser "calculado" da forma que, com a traseira da planta encostada na parede do vaso, exista ainda uns 4 dedos de espaço até o outro lado onde crescerão novos brotos. Geralmente a planta cresce 1 dedo por ano e deverá ser replamntada assim que ocupar o espaço deixado no plantio ou replantio. Comprima bem as fibras do xaxim para firmar a planta. Em alguns casos poderá ser necessário o uso de uma estaca para melhor sustentação vertical, que poderá ser feita com uma vareta de bambú.
OBSERVAÇÕES:
1. Algumas orquídeas, como por exemplo as Cattleya walkeriana, C. schilleriana, C. aclandiae, a maioria dos Oncidiuns, Leptotes e Capanemias, dificilmente se adaptam muito bem dentro de vasos. Nesse caso, o ideal é plantar em tronco de árvore, casca de peroba ou palito de xaxim, onde poderão encontrar melhor suas condições naturais de vida.
2. Orquídeas monopodiais, como Vandas, Rhynchostylís, Ascocentrum devem ser colocadas em um vaso SEM NENHUM SUBSTRATO e exigem um cuidado especial todos os dias. Deve-se molhar não só as raízes mas também as folhas com água adubada bem diluída. Por exemplo, se a bula de um adubo líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de água, ao invés de um litro, dilua em 20 litros ou mais de água e borrife, a cada duas ou três horas, principalmente em dias quentes e secos. Você pode perder a paciência, mas não a planta. Como são plantas que exigem alta umidade relativa, pode-se, por ex., usar um recipiente bem largo, como uma tina furada ou peneira, encher de pedra britada e colocar o vaso sobre as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela rega, assegurem a umidade necessária. A água que incidiu sobre as pedras que estão no fundo do vaso estará evaporando, dando a umidade necessária para a planta toda. Não se esqueça de que tanto o
recipiente como o vaso devem ter furos suficientes para a rápida drenagem do excesso de água.A maior parte das orquídeas se adapta bem com temperaturas entre 15 e 25º C. Entretanto, há aquelas que suportam temperaturas mais baixas, como Cymbidium, Odontoglossum, Miltônias colombianas, todas nativas de regiões elevadas.
Outras já não toleram o frio. É o caso das orquídeas nativas dos pântanos da Amazônia, como C. áurea, C. eldorado, C. violácea, Diacrium, Galeandra, Acaccalls. Assim, devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar em que vão ser cultivadas. Caso contrário, o fracasso é certo. A variação de temperatura é adequada para milhares de espécies, embora algumas se adaptem melhor em localidades altas que no litoral e vice versa.
A temperatura de cultivo ideal vai depender de cada planta. Portanto, deve-se procurar cultivar plantas que melhor se desenvolvem em nossas condições ambientais. Quando adquirimos uma planta devemos nos informar primeiro sobre as condições ideais para o seu cultivo. Estas informações, que geralmente não estão nos livros, podem ser levantadas junto ao vendedor, ou junto a outros cultivadores em associações orquidófilas. No Brasil não há necessidade de aquecimento artificial porém as plantas devem ser protegidas do vento frio, principalmente no inverno. Por outro lado, o calor muito forte pode ser compensado com regas mais freqüentes ou água pulverizada no ambiente e sobre as folhas.A umidade relativa. do ar (quantidade de vapor d'água existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente. Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente. Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.
OBSERVAÇÃO: Nunca molhe as plantas quando as folhas estiverem quentes pela incidência da luz solar. Molhe pela manhã ou no fim da tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de 10 minutos para que as folhas esfriem. Somente, então, borrife as folhas, pois umedecê-las é extremamente benéfico. Mas não encharque o vaso, pois as raízes podem apodrecer.As orquídeas devem ser protegidas contra a incidência direta dos raios solares que as queimam.
O ideal é manter as plantas sob um ripado, uma folhagem de árvores ou uma tela plástica tipo SOMBRITE de 50%. Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão precisando de mais luz, e como resultado disso, no caso de Cattleyas e gêneros afins, os bulbos ficam alongados e caídos com sérios prejuízos para a floração. Caso estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz e isso poderá ocasionar uma séria desidratação e consequentemente atrofiamento. Existem orquídeas que exigem mais sombra: é o caso das microorquídeas, Paphiopedilum, Miltônias colombianas. Há outras que exigem sol direto, como a Vanda teres e Renanthera coccinea que, se estiverem sob uma tela, poderão crescer vigorosamente, mas dificilmente darão flor. Há outras que também exigem sol direto como a C. warscewiczü, C. persivaliana, C. lueddemanniana, Cyrtopodium pela simples razão de ser esse o modo como vivem nativamente.A boa ventilação é um fator muito importante para o êxito da cultura de orquídeas. Procurar sempre um lugar bem arejado e ventilado para a colocação das plantas. Nas regiões de frio intenso, as plantas devem ser protegidas das correntes frias durante o inverno. Nas regiões de clima quente ou ameno o arejamento deverá ser permanente. O aparecimento de fungos e pragas está diretamente ligado à quantidade do arejamento dispensado ao ambiente de cultivo.
As orquídeas precisam ser alimentadas. Os adubos podem ser de origem orgânica ou inorgânica Os orgânicos são produtos de origem vegetal ou animal que, em sua lenta decomposição, liberam os elementos indispensáveis para o crescimento de um vegetal vivo. Os inorgânicos são. formulações de produtos químicos que liberam prontamente os elementos necessários. Além da maior velocidade para disponibilizar os nutrientes; os adubos inorgânicos também têm uma formulação conhecida, ou seja, podem ser formulados para atender as necessidades específicas de determinada planta. Isto não ocorre com os orgânicos, porque a qualidade e quantidade dos nutrientes dependem da origem do material orgânico empregado. Além disso, o material orgânico pode servir de veículo para doenças e pragas.
Portanto, o adubo orgânico não deve ser empregado sem uma constante observação dos seus efeitos colaterais. Há muitos adubos inorgânicos formulados especificamente para orquídeas. Deve-se dar preferência para aqueles que são foliares, ou seja, absorvidos principalmente pelas folhas das plantas. Os adubos radiculares, que são primordialmente absorvidos pelas raízes, devem ser aplicados no substrato. Os foliares são mais efetivos e fáceis de aplicar com pulverizadores. As fórmulas são identificadas por 3 números em seqüência que traduzem a formulação dos 3 elementos básicos: Nitrogênio, Fósforo e Potássio (N-P-K). Além destes, um adubo completo contém também microelementos, tais como magnésio, ferro, zinco, boro; manganês, cobre e molibdênio, que são essenciais no metabolismo dos vegetais. A proporção relativa entre os elementos maiores (N-P-K) traduz as. necessidades da planta nas várias fases do seu crescimento. Assim, uma fórmula rica em Nitrogênio (30-10-10, por exemplo) é mais adequada para as plantas novas ou para estimular a brotação das adultas. Uma formulação rica em fósforo (10-30-20) fortalece e estimulação à floração, devendo ser aplicada nos quatro meses que a antecedem. O potássio está associado ao sistema de defesa da planta e na formação de inflorescência. Seguir as dosagens e recomendações impressas nas embalagens dos adubos. Adubar preferencialmente na freqüência de 15 em 15 dias.
Regue os vasos abundantemente com água pura a cada dois meses de modo a eliminar restos de sais não assimilados e concentrados no substrato. Estes sais, em excessos, podem provocar a queima das raízes.
Quando o adubo for líquido, dilua um mililitro (é igual a um centímetro cúbico) em um litro d'água. Uma seringa de injeção é um medidor prático. Quando for sólido, mas solúvel em água, dilua uma colher de chá em um litro de água numa freqüência de uma vez por semana. Essas soluções podem atuar como adubo foliar, mas nunca aplique durante o dia, pois os estômatos (minúsculas válvulas) estão fechados. Faça-o de manhã, antes do sol nascer, ou no fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (o número de estômatos é maior na parte de baixo das folhas).
Concentração de adubo menor do que a indicada acima ou pelo fabricante nunca é prejudicial. Se diluir o adubo citado acima (um mililitro ou um grama) em 20 litros de água (ou mais) e com ela borrifar diariamente as plantas, você pode obter excelentes resultados. Corresponde a um tratamento homeopático.
Dosagem maior que a indicada funciona como veneno e pode até matar a planta. Se o adubo for sólido, insolúvel na água, como o adubo da AOSF deve ser pulverizado diretamente no vaso, numa média de uma a duas colheres de chá, dependendo do tamanho do vaso, uma vez por mês. Cuidado para não jogar diretamente sobre as raízes expostas.Plantas bem cultivadas, isto é, com bom arejamento, boa iluminação, num local de alta umidade relativa e bem alimentadas, dificilmente estão sujeitas a pragas e doenças.
Falta de arejamento e de iluminação podem ocasionar o aparecimento de pulgões e cochonilhas (parece pó branco) que podem ser eliminados por catação manual ou com o uso de uma escova de dentes molhada com caldo de fumo. Planta encharcada pelo excesso de água ou submetida a chuvas prolongadas pode ser atacada por fungos e/ou bactérias, causando manchas nas folhas e/ou apodrecimento de brotos novos. No comércio existem muitos tipos de fungicidas e inseticidas, mas o manuseio requer cuidados especiais, pois são tóxicos para o ser humano e para outros seres vivos. Deixamos aqui a velha receita caseira do caldo de fumo que não é nocivo e é fácil de preparar. Ferva 100 g de fumo de rolo picado em um litro e meio de água, acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó, coe e borrife sobre as plantas infectadas.Quando e Como Plantar e Replantar
O plantio deve ser feito quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontas verdes, não importando a época, inverno ou verão. Quando for dividir a planta, a muda deve ter no mínimo três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as, pois ficam mais maleáveis. Sempre flambeie com uma chama (de um isqueiro, por ex.) o instrumento que vai usar para dividir a planta, para ter certeza de que a lâmina não está contaminada por vírus. No caso de orquídeas monopodiais, como Vanda, Renanthera, Rynchostylis e outras, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes, para, então, separar da planta mãe.
De um modo geral, cada espécie tem sua época de floração que é uma vez por ano. Convém marcar a época de floração de cada espécie, pois, se não florescer nessa época, é porque há algo errado com a planta. Por ex., em janeiro, temos a floração da C. granulosa, C. bicolor, C. guttata. Em abril, temos a C. violácea, C.luteola, L. perrinü, C. bowringiana. Em novembro temos C.warneri, L. purpurata, C.gaskeliana.
Existem orquídeas, como certas Vandas, que, bem tratadas chegam a florir duas a três vezes por ano. O mesmo ocorre com híbridos cujos pais têm épocas diferentes de floração.Todas as orquídeas podem ser cultivadas em apartamento, basta que se tenha espaço e iluminação suficientes. Já constatamos floração até de Vandas e Cymbidiuns em varanda de apartamento, no centro de São Paulo, entre centenas de outras variedades, florescendo bem. Mas, se você tem pouco espaço e quer ter várias plantas Prefira as de porte pequeno. E se quiser ter flores o ano inteiro, cultive plantas que floresçam em datas diferentes.
Iluminação é essencial. As plantas devem ficar numa varanda ou perto de uma janela, recebendo o sol da manhã e/ou da tarde. Uma planta não deve fazer sombra para a outra. Se a janela for de vidros lisos, transparentes, deve receber uma cortina tipo tela que quebre o excesso de luz, ou colocar uma tela de 50%, a fim de que o sol não incida diretamente sobre a planta e queime as folhas.Ouvimos com freqüência a pergunta: "Quantas vezes devo molhar? A resposta a esta pergunta é infinitamente relativa.
Se uma orquídea está plantada em xaxim, a rega pode ser semanal, mas, se estiver plantada em piaçaba ou em casca de madeira, a rega deve ser diária.
Quando se compra um vaso de orquídea, é· útil verificar qual o substrato (material em que está plantada, pois, dependendo dele, a secagem pode ser rápida ou lenta. Os substratos mais comuns são:1. Xaxim desfibrado com pó: secagem lenta.
2. Xaxim desfibrado sem pó: secagem moderada.
3. Musgo ou cubos de coxim: secagem lenta.
4. Carvão ou piaçaba: secagem rápida.
5. Casca de pinus: secagem moderada, quando sem pó, e lenta, se tiver pó.
6. Mistura de grãos de isopor, casca de pinus, carvão: secagem rápida.A melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos. Se você regar um vaso ressecado com um regador, pode ocorrer de a água encontrar um canal por onde escorra toda e o resto do substrato continue totalmente seco. Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir seu peso, segurando com as mãos ou através de um exame visual.
Não use a mesma água em que foi imergido um vaso para outro, pois, se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar.
Na impossibilidade de rega adequada, muitas pessoas deixam o vaso sobre um prato com água, para conservar a umidade.
Acostume-se a visitar suas plantas diariamente, examinando-as bem de perto. Aproveite para limpar as partes secas, pois, muitas vezes, são portadoras de esporos de fungos nocivos que se espalham com a mais leve brisa ou por respingos d'água. Depois de um tempo, você notará se estão saudáveis ou não. Ao procurar a solução para os problemas que elas apresentarem, você estará entrando em um outro mundo, onde conviverá com belas flores, fará novas amizades, se aliviará do stress da vida diária e terá um encanto a mais em seu apartamento.Folheto Vamos Cultivar Orquídeas ? - Denitrio Watanabe
Associação Orquidófila de São Paulo - (11) 493.3881Folheto Cultivo das Orquídeas
OrquidaRio - (21) 2233.2314Cezar Neubert Gonçalves.
Trabalha na UFRGS, onde faz doutorado com sistemática de orquídeas.