| TÉCNICA DA PAISAGEM PARTE 2 |
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| A cor do verde na natureza Os verdes puros são muito vibrantes e precisam ser queimados, isto é, precisamos misturar cores que baixem sua vibração. O verde-esmeralda, misturado com terra de sena queimada, fica muito bonito. Se misturarmos roxo ao verde-esmeralda, obteremos uma cor escura. Se o misturarmos com azul da prússia e terra de sena queimada, obteremos uma tonalidade quase preta. O verde pode ser clareado com amarelo, e manterá a vibração da cor. Se misturarmos branco ao verde, teremos uma vibração abafada. Nota: Para obter um roxo misture: azul+carmim+ branco (pouco) ou azul+vermelho+branco |
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| Montanhas e colinas MISTURAS 1- azul ultramar+branco+verde esmeralda 2- azul cobalto+amarelo ocre+branco 3- azul cobalto+amarelo cromo médio+branco+violeta 4- verde permanente+verde esmeralda+bruno wandick 5- azul cobalto+vermelho+branco 6- terra verde+branco+verde esmeralda 7- terra verde+branco+bruno wandick Claro, as misturas deverão ser ajustadas ao gosto do pintor, uns gostam de montanhas mais claras, outros não. Então, resolvemos esse probleminha adicionando mais um pouco de branco ou não. Costumo usar para montanhas ao longe , uma mistura básica : azul cobalto+carmim+sombra queimada+ branco . Sempre clareando ou não e colocando luz no topo, de acordo com a tonalidade do céu --A pincelada para montanhas, será sempre na diagonal e deixando fluir. |
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| Estradas e caminhos MISTURAS 1- branco+amarelo de cromo escuro+vermelho cromo 2- branco+terra de sena natural+terra de sena queimada+azul cobalto 3- branco+terra de sena queimada+bruno wandick 4- branco+violeta de cobalto+vermelhão frances+carmim 5- branco+amarelo ocre+vermelho veneza+azul ultramar 6- branco+azul cobalto+vermelho Serve para estas misturas, o mesmo conselho dado acima, no que diz respeito ao tom. A pincelada para estradas ou caminhos, deve ser ao longo destes e não de lado à lado. faça sulcos indicando passagem de rodas. --as misturas que contêm azul, são mais indicadas para as partes em sombra. |
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| CÉU E NÚVENS O céu é muito importante na pintura de paisagens. Sua tonalidade, sua cor e sua luz afetam todas as partes do terreno retratado. O céu pode ocupar dois terços da tela e ser o assunto principal, ou pode ser reduzido a uma pequena faixa na parte superior da tela. Mas mesmo neste caso, a paisagem irá refletir o caráter do céu. O céu varia de acordo com o horário do dia. Ele pode ser claro ou coberto de núvens. Quando relacionado com um primeiro plano muito colorido, o céu dará a impressão de palidêz; inversamente, se houver muita luz do sol incidindo sobre o solo, o céu terá cores mais ricas e mais densas. |
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| A aparência do céu raramente é estática.`e justamente a inconstância do céu e a luz que vem dele que causa a mudança rápida e radical de todos os elementos de uma paisagem. O céu não é como uma cortina que tem a mesma tonalidade de alto à baixo. As gradações variam da tonalidade mais escura no topo para as mais claras perto do horizonte. Se o céu apresentar uma cor azul profundo na parte superior, êste mesmo azul se torna mais claro na linha do horizonte. O azul pode transformar-se num verde ou num tom de púrpura no crepúsculo: poderemos pintar o céu com tonalidades vermelhas, alaranjadas e amarelas. As núvens são basicamente gasosas e sem peso, elas refletem a luz e frequentemente dão a impressão de terem formatos definidos e de serem bastante sólidas. E como todas as formas sólidas, elas possuem áreas claras e escuras bem definidas. As núvens devem ser grandes e fofas no primeiro plano; em direção ao horizonte elas serão mais alongadas, finas e mais unidas, para darem sensação de profundidade ao céu. DICA: pinte as núvens sobrepondo camadas frescas de diversos tons e sobre o céu ainda molhado. |
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| TIPOS DE NÚVENS: Cúmulos-- formações grandes, encapeladas e brancas no alto e mais escuras na base. As partes sombrias serão malvas. Cirros: são núvens finas e arrastadasem todas as direções por ventos altos Estrato-cúmulos: são núvens longas que aparecem em fileira quase paralelas no céu. |
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