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..: Aves :..
» Características Gerais
As aves são vertebrados que descendem dos répteis e após passarem por um
período evolutivo complicado, atualmente possuem as seguintes características:
são vertebrados amniotas, alantoidianos e homeotérmicos;
são bípedes, pela transformação dos membros anteriores em asas,
o que lhes permite (na maioria das vezes) voar;
o corpo é coberto de penas que contribuem para o voo e para a
manutenção da temperatura corpórea;
os maxilares foram transformados em bicos e atualmente são
desprovidos de dentes;
existência de um só côndilo ocipital e escamas nas pernas e
nos pés (heranças deixadas pelos répteis);
adaptações que facilitam o vôo como os sacos aéreos nos pulmões,
que se enchem de ar e se comunicam com os óssos pneumáticos;
sistema digestivo completo (com pâncreas, fígado e vesícula
biliar) e circulação dupla e completa;
olhos bem desenvolvidos, com percepção de cores e em alguns
casos é composto por duas fovea centralis, o que lhes confere maior
campo de visão. Além das pálpebras, há a membrana nictiante que
corre cobrindo o olho no sentido horizontal;
os sexos são separados com certo dimorfismo sexual.
» Como evoluíram as aves
Desde o Século XIX, a anatomia comparada pôs em evidência numerosas
afinidades estruturais entre os répteis (Dinossauros) e as aves. Achados
importantes para a Paleontologia conseguiram explicar esta evolução:
Archaeopteryx: possuíram o tamanho de um
pombo, esqueleto e dentes semelhantes aos Dinossauros, penas e asas
como as aves. Eram animais bípedes com uma coluna vertebral alongada
terminando em uma longa cauda. Os membros anteriores, são bem
desenvolvidos, tem mãos com dedos alongados providos de garras.
Além disso, possuem uma soldadura da clavículas da cintura escapular.
Foram encontrados espécimes nos calcários de Solhofen (150 m.a);
Deinonychus: possuiram mais ou menos 4
metros de comprimento, todas as características dos tetrápodos e
era muito parecido com o Archaeopteryx, mas sem sinal de de penas e
asas. Seus fósseis datam de 100 milhões de anos atrás;
Mononychus: descoberto recentemente no
Deserto de Gobi (Mongólia). Tinha o tamanho de um peru, mandíbula
dotada de afiados dentes (indicando ser um potente predador) e uma
longa cauda. Com essas características se pareceria muito com os
tetrápodes, mas possuia muitas feições que o assemelhavam as aves
modernas, como o esterno em quilha, onde se prende a musculatura do
vôo. Os ossos do carpo no Mononychus são fundidos, o que significa
uma adaptação para o vôo, sugerindo para este gênero, que eles devem
ter evoluído de animais voadores, como os avestruzes e as emas modernas.
Assim fica difícil distinguir se Mononychus era uma ave primitiva ou
um Dinossauro e na falta de uma real distinção, ele talvez fosse ambas
as coisas.
Para explicar a origem do vôo das aves, cientistas propuseram inúmeras
hipóteses, mas todas levam a duas grandes categorias: a evolução das
árvores para o chão e a evolução do chão para as árvores.
Esta hipótese admite que a colonização do meio arboríola teria sido
feita em primeiro lugar pelos antepassados reptilianos bípedes das aves.
No decorrer das etapas sucessivas (salto, vôo em pára-quedas e vôo
planado), as penas tem-se-iam desenvolvido como órgãos aerodinâmicos.
» Paleoecologia
No Cretáceo Superior já conhecem-se algumas aves, como os
Ichthyornis e os Hesperornis, ainda com maxilas nos dentes.
No princípio do Terciário certas áreas abandonadas devido à extinção
dos Dinossauros são temporariamente ocupadas por aves não voadoras de
grande porte que não parecem ter sobrevivido durante muito tempo
(exceto na América do Sul) em virtude da concorrência dos mamíferos,
que começam a dominar todos os habitats. Apareceram então grandes grupos
de aves voadoras modernas, carenadas, que tem uma diferenciação do
externo e a quilha que favoreceria o vôo.
Atualmente as aves agrupam 10.000 espécies vivas.
» Bibliografia
Ver bibliografia sugerida em
Macrofósseis.
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