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fósseis
..: FÓSSEIS
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Calcário de Solnhofen (Alemanha)
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Os fósseis são os remanescentes ou as evidências de animais ou plantas
preservados naturalmente. Vão desde ossadas de enormes dinossauros até
minúsculas plantas ou animais que só podem ser vistos no microscópio.
Alguns nos fornecem dados importantes sobre o passado do planeta, outros
chamam a atenção apenas por sua beleza e a curiosidade que despertam na
imaginação do homem.
Durante a Idade Média foram considerados ludus naturae, ou seja,
brincadeiras que a natureza havia preparado para o homem. Fósseis são
coletados e conhecidos desde o século XII, quando iniciou-se a especulação
sobre a sua origem. No "The Natural History of Oxfordshire", publicado em
1677, os fósseis eram considerados o produto de alguma virtude plástica
extraordinária a latente na Terra, nos locais em que eram encontrados.
Estas curiosas rochas que lembravam folhas, ossos, conchas marinhas,
teriam se formado por uma força do interior do planeta, ou eram restos de
organismos animais e vegetais que um dia haviam existido? E se um dia
viveram, como estas conchas marinhas chegaram aonde são encontradas,
muito longe do mar ou no topo das montanhas? Só no início do século XIX
estas questões foram resolvidas e a mística que envolvia os fósseis foi
substituída pelo conhecimento científico.
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»»» Para saber mais!
O trabalho
"Fósseis - Mitos e Folclore"
(formato pdf, tamanho 71,1Kb),
de autoria do Prof. Dr. Antônio Carlos Sequeira
Fernandes, publicado no Anuário do Instituto de Geociências da UFRJ,
vol. 28-1/2005, nos mostra como os fósseis sempre foram importantes
para os seres humanos, desempenhando um papel muito interessante no
misticismo e no folclore de muitas culturas através dos tempos.
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Hoje, após a afirmação da Paleontologia como ciência, os fósseis são
mais estudados e compreendidos pelos pesquisadores. Sabe-se que todos os
organismos apresentam entre suas características, elementos que refletem
adaptações ao ambiente em que vivem. O mesmo ocorre com os fósseis e, o
seu achado nas rochas, permite ao paleontólogo ter uma "breve visão
remota" do ambiente em que viveram e quais as modificações por que
passou esse ambiente. Os fósseis são portanto, via de regra, excelentes
indicadores cronológicos, ambientais e faciológicos.
Há certos requisitos para que um organismo constitua-se em um fóssil:
Deve dar uma idéia da natureza (tamanho, forma, estrutura), de parte
ou de todo organismo.
Deve ter idade.
Deve ter se preservado em materiais da crosta por agentes e processos
naturais, conforme a tafonomia nos explica. Lembrando: Tafonomia é o
estudo sistemático da evolução de fósseis, desde a morte dos indivíduos
até a sua final incorporação e transformações dentro da rocha que os
contém.
O arquivo abaixo, pertencente ao site
http://fossil.uc.pt e
nos mostra, de maneira simplificada, como isso acontece com organismos de
partes duras. Para mais informações sobre o tema "Fósseis e Paleontologia",
consultem o site acima.
(Obrigada pela bela e instrutiva colaboração equipe de Portugal!)
Como se formam os fósseis.
» Tipos de Fósseis
De acordo com a natureza do organismo, o lugar em que vivia e os
processos de fossilização pelos quais passou, existem três tipos de
fósseis:
Fósseis Inalterados: Quando não houveram modificações na
natureza química e mineralógica dos constituintes da matéria orgânica.
No registro paleontológico, fósseis inalterados são encontrados
preferencialmente em determinados ambientes que permitiram um isolamento
muito rápido do organismo. Exemplos:
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a) No gelo, encontram-se enormes mamutes, que conservaram olhos,
peles e músculos.
(Nome: Mamute; Localidade: Black Hill Camp;
Fonte:
http://www.blackhill.com/page9/p9r1i1.html).
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b) No âmbar (resina vegetal fóssil), encontram-se insetos,
vegetais, etc..., preservados sem alterações.
(Nome: insetos em âmbar, Ordens Diptera, Homoptera,
Hymenoptera; Idade: Plioceno ao Pleistoceno; Localidade:
Andean
Uplift Region, Andes Mountains, Colombia;
Fonte: http://www.fossilmuseum.net/)
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c) No betume (derivado do petróleo formado em bacias,
pela vaporização das substâncias voláteis), encontram-se uma
grande quantidade de ossos de vertebrados (EUA) e até de
partes moles dos organismos (Alemanha).
(Fósseis encontrados em LaBrea - Tar Pits (EUA)
Fonte: http://www.uwrf.edu/~W1025600/g2k3/html/LaBrea-dig.html)
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d) Nas cavernas (o ambiente seco e frio não permite
a existência de bactérias), preservaram-se grandes quantidades
de vertebrados, inclusive no Brasil. Recentemente, o grupo do
projeto "Encontro de Gigantes na Pré-História do Brasil Central"
(EGBC), coordenado por Leandro Salles, do Museu Nacional descobriu
fósseis de mastodontes (gigantescos "primos" dos elefantes), no
fundo da Caverna da Nascente do Rio Formoso, na Serra da Bodoquena,
Mato Grosso do Sul.
(Caverna brasileira
Fonte: http://www.pdic.com.br/pdic2005/)
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e) As turfeiras (ambientes redutores - portanto não
apresentam bactérias), permitem encontrar ótimas preservações,
até de estruturas celulares.
(Fóssil de um tronco de árvore, preservado por uma turfeira; Mayo
blanket bog (Photo: P.Foss)
Fonte: http://www.ipcc.ie/infobogwood.html)
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f) O calcáreo (sedimento químico) é excelente para
fossilizações. Nos famosos calcários de Solnhofen (Alemanha)
(imagem apresentada no topo da página),
podem ser encontrados impressões de medusas, insetos e a primeira
ave. No Brasil, concreções calcárias da Serra do Araripe,
preservam peixes inteiros em grandes quantidades, além de
insetos e outros grupos de animais.
(Fonte:
http://www.geocities.com/cariri_ce/).
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Também são considerados casos de fossilização inalterada,
aquelas partes duras dos organismos que, por sua natureza química
resistem aos processos de fossilização, como os compostos por calcita
e sílica.
Duas situações são consideradas como sendo de preservação
inalterada (Mendes, 1977):
- Permineralização: ocorre quando os espaços vazios naturais das
conchas, ossos e outras estruturas porosas ou os espaços vazios
deixados pelo desaparecimento das partes moles, são preenchidos
pelas substâncias químicas de águas de infiltração. A composição
química do organismo original não é afetada.
- Incrustação: ocorre quando o organismo, sem sofrer alterações
em seus constituintes originais, é envolvido por uma camada
(espessura variável) de outros minerais.
Fósseis Alterados: Se a matéria orgânica que compõe
o resto for parcial ou totalmente dissolvida, cedendo seu lugar
aos minerais constituintes dos elementos onde foi sepultado, teremos
o caso de fossilização alterada. Esta modificação na estrutura dos
organismos ocorre durante a diagênese, podendo ser de dois tipos:
| 2.1. |
Substituição ou petrificação: caracteriza-se pela
perda da composição química original que é acompanhada da simultânea
deposição de alguma outra substância mineral no espaço vazio.
A microestrutura pode ser conservada ou não.
Tipos de processos de substituição (de acordo com as substâncias
químicas envolvidas):
- Carbonatização ou calcificação: o agente fossilizador é
CACO3. Na forma de calcita ele é o mineral de maior difusão e
mobilidade nas rochas sedimentares.
- Silicificação: a sílica (sob determinadas condições
geoquímicas do meio), dá lugar a soluções coloidais que agem na
fossilização. Um tronco de árvore pode ser permineralizado por sílica,
ou seja, os espaços vazios (antes ocupados pela parte viva da célula
- citoplasma e núcleo) são preenchidos por ela. Sua forma mais
estável é a calcedônia.
- Piritização: em meios carentes de oxigênio,
pelo desprendimento do ácido sulfídrico, o sulfeto de ferro
tem condições de se formar ou como pirita ou como marcasita,
atuando como fossilizador.
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| 2.2. |
Carbonização ou destilação: ocorre dentro da água. É o
processo mais comum de fossilização para restos vegetais, artrópodes
de água doce e graptolitos. Os elementos voláteis da matéria
orgânica (O, N e H), escapam e volatizam-se durante os processos da
digânese, promovendo no resto orgânico um progressivo enriquecimento
em carbono e a formação de uma película carbonosa delgada.
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