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micropaleontologia
..: MICROPALEONTOLOGIA
A Micropaleontologia é uma especialização dentro da Paleontologia Geral,
guardando estreitas relações com a ciências geológicas, especialmente com
a Estratigrafia e a Sedimentologia e por outro lado com a Biologia Geral.
A grande maioria dos microfósseis são marinhos, protozoários (organismos
unicelulares), oriundos de PLANTAS ou ANIMAIS. No entanto, outros são
multicelulares ou partes microscópicas de seres macroscópicos.
A reunião de grande variedade de organismos, tornou a micropaleontologia,
uma ciência fundamentalmente prática e de grande utilidade.
A grande quantidade de microfósseis, seu diminuto tamanho, a abundante
ocorrência em quase todas as idades, desde o Pré-Cambriano aos tempos
atuais, a ampla distribuição geográfica e batimétrica e a ótima
preservação, permitem que numa pequena amostra de sedimento, encontremos
informações suficientes para as mais minuciosas análises e precisas
interpretações.
O surgimento da micropaleontologia remonta ao século XVII, quando
aproximadamente em l660 Antonie Van Leeuwenhoeck inventou o microscópio.
Nesta data, iniciou-se o estudo dos microfósseis, marcando uma fase
meramente especulativa, muito importante, desenvolvendo estudos
sistemáticos, que constituíram a base para os estudos posteriores.
Mais tarde, no século XIX (l860-l870) introduziu-se o estudo descritivo
de vários grupos de microfósseis como:
- Foraminíferos- Reuss (Prussia) e a escola inglesa como Williamson,
Parker, Jones, Brady.
- Radiolários - Haeckel (l887)
- Ostracodas - Sars (l866)
- Diatomáceas - Schmidt (l875)
Os estudos descritivos ganharam impulso no fim do século XIX com a
expedição inglesa CHALLENGER (1873-l876), que coletou material praticamente
de todo o globo. Utilizando este material, H.B. Brady (l884), publicou uma
volumosa monografia sobre foraminíferos que é a referência básica, até
hoje, para estudos do Terciário Superior, e associações recentes.
As pesquisas micropaleontológicas, experimentaram grande avanço com o
advento das perfurações nos mares profundos no período pós II Guerra
Mundial (l950-l960) e o desenvolvi-mento de técnicas mais adequadas
para obtenção de amostras à pistão em locais do oceano até então não
atingidos.
Estas técnicas foram aprimoradas e utilizadas um pouco mais tarde pelo
Programa Joides (l965) e depois pelo Deep Sea Drilling Project (l968) o
qual prossegue até hoje. A possibilidade e a eficiência das pesquisas em
áreas de mares profundos, acumulou nos últimos anos enorme quantidade de
dados e informações MICROPALEONTOLÓGICAS e PALEOECOLÓGICAS.
Os principais grupos de microfósseis são:
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