Buenos Aires (Argentina)

Guia Turístico e Dicas

Por Anselmo Silveira

 

 

Esta página é um guia-relato da minha viagem de 12 dias à capital portenha (em maio de 2006). Todas as informações expostas aqui vieram não só da minha experiência pessoal como turista em Buenos Aires, mas também de vários sites, revistas e jornais. Informações que fui colhendo aos poucos, ao longo de quase dois meses.

 

Fiz toda essa pesquisa porque não encontrei nas livrarias um guia de Buenos Aires que me satisfizesse. Agora, divido com vocês essas informações, na esperança de que elas ajudem futuros visitantes brasileiros da capital portenha.

 

Além das fotos ilustrativas desse site e das informações contidas aqui, há outras fotos no meu álbum virtual e outras informações e curiosidades nos posts do meu blog sobre Buenos Aires.

 

Todas as informações desse site estão também em arquivo texto, para você imprimir, cortar, encadernar e levar na sua viagem. Para pegar o guia em versão .PDF, clique aqui. Para pegar em versão para Microsoft Word, clique aqui.

 

Qualquer dúvida, basta me mandar um e-mail.

 

Viajar para Buenos Aires é muito mais fácil do que você imagina. Além de muitas coisas por lá serem bem mais baratas que aqui, e de a cidade de Buenos Aires ser lindíssima, a moeda argentina anda mais fraca que o nosso Real. O bilhete de metrô custa R$ 0,55; a passagem de ônibus, R$ 0,62; a bandeirada, única, do táxi começa com R$ 1,55, e você roda e roda e paga menos de R$ 10. Para quem quer ir de pacote, pesquise e terá surpresas. Para quem quer montar seu pacote, voar para Buenos Aires, dependendo da época, pode sair mais barato mais barato que a ponte aérea Rio-São Paulo. E uma diária em um bom hotel pode sair por R$ 200 o casal. Para gastar lá, em passeios, compras e comilança, R$ 100 por dia por pessoa são mais que suficientes.

 

 

BUENOS AIRES

 

A maioria da população argentina é descendente de espanhóis e de italianos. Metade dos habitantes do país está concentrada em sua capital e na Província de Buenos Aires. O que faz da capital portenha uma megalópole com cerca de 12 milhões de habitantes.

 

Charmosa, plana e bem organizada, a arquitetura da capital argentina, que está repleta de suntuosos palácios franceses em estilo art-nouveau e art-deco, e modernos edifícios, lembra Paris e Madrid, onde o antigo e o moderno se misturam. É, assim, o reflexo de muitas cidades: um pouco de Sevilha e Madrid na Avenida de Maio, uma mistura de Londres e de Paris no bairro da Recoleta. Na parte central da cidade estão localizados os bairros mais típicos, como San Telmo, La Boca, Recoleta e Palermo, museus, livrarias, parques, bares, restaurantes e suas famosas confeitarias.

 

Buenos Aires, conhecida popularmente como “La Reina del Plata”, está localizada na margem ocidental do Rio da Prata, junto à embocadura do Riachuelo. O rio faz parte da alma do portenho e os processos de revitalização da região portuária (Puerto Madero sobretudo) são prova disso. Boa parte dessas margens é ocupada por grandes parques, que convidam para longos e agradáveis passeios. O Rio da Prata é considerado o mais largo do mundo, chegando a medir 90 km entre ambas margens.

 

 

A capital argentina é uma cidade fascinante. Ela tem a sedução do tango, bairros encantadores e centros comerciais muito atraentes. A melhor maneira de conhecer Buenos Aires é caminhar por suas ruas. A cidade é segura – embora se deva evitar o centro à noite – e exibe placas para todos os lados, o que torna a vida do turista bem mais fácil. A organização das ruas é linear, imitando, segundo alguns, o jeito retangular nova iorquino. Os quarteirões portenhos têm uma forma prática e simples: todos têm cem metros e cem números, facilitando um passeio pela cidade. Neste sentido, encontrar alguma loja ou monumento em Buenos Aires é relativamente fácil, pois basta ter a idéia do quarteirão em que se situa para rapidamente você encontrar o que procura. Porém, as dimensões da cidade obrigam o viajante a selecionar um roteiro. Sem a ajuda de um bom guia ou de conselhos úteis, o ambiente pode parecer disperso. Uma boa saída são as visitas guiadas gratuitas promovidas pela Secretaria de turismo de Buenos Aires. Informe-se sobre elas nos centros de informações turísticas espalhados pela cidade (nos Aeroportos Ezeiza e Jorge Newbery, na rua Florida, em Puerto Madero, na Recoleta, no Retiro e em San Telmo; tel. 4313-0187).

 

Além de ser uma cidade arborizada e de ruas largas, Buenos Aires também pode ser considerada uma cidade visualmente limpa. Não há tanto lixo pelo chão nem tantas pixações nas paredes. Quando elas existem, é por algum motivo político. Ouvi dizer que as pessoas vestem-se com elegância européia. Mas só verifiquei isso na Recoleta, bairro nobre da cidade – uma espécie de Leblon, de Jardins argentino. No resto da cidade as pessoas vestem-se normalmente, como no Rio de Janeiro ou em São Paulo. A vida noturna portenha é bem animada. As danceterias, que começam a encher à 1h da manhã e estão lotadas às 3h da madrugada, fecham às 7 horas. E os bares e café parecem praticamente fechados antes das 22h.

PASSEIOS

 

 

Apesar de o metrô (o primeiro da América do Sul, inaugurado em 1913), os ônibus e os táxis serem muito baratos, uma das melhores maneiras de conhecer Buenos Aires é a pé. Comece, depois de ler as dicas, pela Plaza de Mayo. Foi nesta praça que Buenos Aires foi fundada, em 1580, pelo espanhol Juan de Garay. Em 1810, com a revolução, converteu-se no cenário de todos os grandes acontecimentos políticos do país. No meio da praça está a Pirâmide de Maio, construída em homenagem à formação do primeiro governo nacional, em 25 de maio daquele ano. Desde então, a Praça de Maio é cenário da vida política da Nação.

 

Nessa praça há uma curiosidade que não encontrei em nenhum guia. Em frente à Pirâmide de Maio há uma discreta placa, que passa despercebida aos olhares desatentos, e que diz o seguinte: “Debaixo desta placa encontra-se a mensagem aos jovens do ano 2000 que o Presidente Peron enterrou em 12/08/1948, para ser desenterrada em 12/08/2006.” O que diz esta misteriosa mensagem? Achei que descobriria em agosto de 2006.

 

Entretanto, para minha surpresa, a Mariana Louzada, uma leitora do meu guia, descobriu que a tal mensagem havia sido violada nos anos 50 e que foi até publicada em um livro do próprio Peron. Parece que os peronistas fazem uma cerimônia por lá de tempos em tempos e relêem a mensagem. Para ler seu conteúdo, basta clicar aqui.

 

 

 

É nessa praça, também, que todas as quintas-feiras se reúnem as Mães de Maio num protesto silencioso contra o desaparecimento de seus filhos. Aqui estão concentradas muitas das construções importantes de Buenos Aires: O Cabildo, a Catedral Metropolitana e a Casa Rosada. Esta, um belíssimo palácio cor-de-rosa, que data de finais do século XIX, é a sede do governo argentino desde a revolução. Se a bandeira argentina tiver um galhardete anexado, é sinal de que o Presidente está presente. A Casa Rosada tem esse nome – e essa cor – devido a uma decisão do ex-presidente Domingo F. Sarmiento (cujo mandato durou de 1868 a 1874). Ele quis simbolizar a união de todos os setores políticos e esse rosa era a cor que distinguia alguns dirigentes federais, considerados seus opositores. A união propriamente dita não deu grandes frutos, mas a cor entrou para a história.

 

 

Na mesma Praça de Maio encontram-se ainda a Catedral Metropolitana, que é também um monumento histórico nacional. No seu interior vale a pena admirar o altar barroco de finais do século XVIII e o Cristo talhado numa peça de algarrobo. Além disso, é nesta catedral que está o mausoléu com os restos mortais do General José de San Martín (que foi o libertador argentino que sonhou com a criação dos Estados Unidos da América do Sul). O padrão arquitetônico adotado é o de uma igreja sem torres e com 12 colunas representando os apóstolos. Qualquer semelhança com a catedral parisiense não deve ser mera coincidência. O Cabildo também está nesta praça. Ele foi o epicentro da Revolução de Maio de 1810, data da independência argentina. Foi também a sede do primeiro governo colonial, em 1751. Hoje é um museu histórico, e o prédio mais antigo da capital. A duas quadras dali está um dos monumentos históricos mais antigos e importantes da cidade: “La Manzana de las Luces”, conjunto arquitetônico da época colonial, onde também funciona uma feirinha interessante. Fica na Esquina das ruas Peru com Alsina (tel. 4331-9534).

 

Subindo a praça, chega-se à Avenida de Maio, a mais antiga de Buenos Aires. Ela abriga belos edifícios dos mais variados estilos, mas o destino obrigatório nesta avenida é o número 829, onde fica o Café Tortoni, o mais antigo do país, que oferece música de tango e jazz à noite. O velho Tortoni foi fundado em 1858, ocupando o andar térreo de um edifício que é propriedade do Touring Club Argentino. Entre as suas paredes cobertas de madeira e junto às suas mesas de roble e mármore verde sentaram-se personagens ilustres como Alfonsina Storni, Carlos Gardel, Frederico Garcia Lorca, Jorge Luís Borges, Jacinto Benavente e Arturo Rubinstein entre outros; homens de letras, artistas e parlamentares transferiram suas personalidades para este tradicional café, inseparável da história da cidade. Literalmente ao lado encontra-se o Museu do Tango, igualmente imperdível.

 

 

Uma curiosidade: Buenos Aires tem mais livrarias do que o Brasil inteiro! Uma das melhores e mais tradicionais é a “El Ateneo”, que funciona num antigo teatro, um prédio belíssimo. Ela fica na rua Florida, 340. Vale MUITO a pena conferir.

 

Outra atração interessantíssima de Buenos Aires que descobri por acaso, pois não a encontrei em nenhum guia, é o parque temático Tierra Santa, o primeiro parque temático religioso do mundo. É uma réplica, em tamanho natural, dos ambientes onde Jesus nasceu e viveu. Uma verdadeira aula de história sobre a vida e a obra de Jesus Cristo. Robôs e bonecos em tamanho natural encenam as principais passagens da Bíblia, num espetáculo único. Há também shows de música e dança da época e muito mais. Vale a pena conferir, independente da religião a que você pertença. O parque fica na Av Rafael Obligado, 5790 (Costanera Norte),; tel. 4784-9551. Confira o site e veja as minhas fotos do parque.

 

Além do centro, a cidade de Buenos Aires está dividida em mais 46 bairros. Os mais importantes estão listados abaixo. Clique para conhecê-los com mais detalhes:

 

Centro                          Retiro                                    La Boca                       

Palermo                        Puerto Madero                      Recoleta                        

San Telmo                    Tigre e Zona Norte               Las Cañitas e La Imprenta

 

Outros links:

 

                   Dicas e informações úteis              Comidas, restaurantes e cafés        Compras

Noite portenha                                Tango                                              Cultura

Buenos Aires em 3 dias                 Meu álbum de fotos

 

 

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
1