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Rio de Janeiro |
SALVADOR: EXCESSO DE LINHAS FAZ EMPRESA BTU SE ENROLAR NAS BANDEIRAS
A empresa de Salvador, Bahia Transportes Urbanos Ltda., mais conhecida como BTU, alcançou um excedente de número de linhas em seus 13 anos de existência, iniciados em 1991. Das quatro empresas que surgiram depois da quebra da Viação Beira Mar S. A. (Vibemsa), a BTU foi a que mais alcançou um maior número de linhas, depois que a Ondina, a anterior no ranking, se dividiu, gerando a Transportes Central. A BTU, do modesto rol de linhas das áreas de Pituba, Boca do Rio, Stiep e Federação, passou a ter uma área de atuação confusa em 2003, quando passou a operar em Tancredo Neves e Cabula VI. Naquele ano, sua área de atuação passou a ser praticamente toda a Salvador, o que é um grande equívoco, pois a capital baiana é uma cidade muito grande para qualquer empresa operar em praticamente todos os bairros. Com esse número grande de linhas e com a falta de fiscalização da Prefeitura de Salvador, a BTU costuma tropeçar na apresentação, nas "bandeiras" (rolos onde estão escritas as linhas e seus números a serem apresentados na frente do ônibus), dos respectivos números das linhas. Em setembro, a BTU abusou na freqüência desses casos. E esse erro se dá em duas formas: 1. O intenso rodízio entre os chamados "veículos reservas" (ônibus velhos que estão destinados a saírem da frota) nas linhas da BTU faz com que, de uma frota de 10 desses carros, pelo menos dois circulem com a bandeira do número da linha em branco ou com o código errado. Por exemplo, um ônibus da linha 1052 (Estação Mussurunga / Barra 2) aparecer com o número 1106 na bandeira, ao invés do número 1052, correspondente à linha. O código 1106 equivale a outra linha, que liga São Gonçalo do Retiro à Pituba. 2. O eventual rodízio de carros semi-novos nas linhas, que faz com que alguns circulem com o código de linha errado na bandeira. Recentemente, um ônibus que circula normalmente na linha 0803 Pituba / Campo Grande R1 circulou na linha 0902 Boca do Rio / Lapa com a bandeira do número da linha em branco. O que será que faz com que a BTU mantenha essa irregularidade, mesmo com tantas queixas dos passageiros? Por acaso, um dos funcionários responsáveis é analfabeto? Ou será que a quantidade de linhas dessa empresa mastodôntica ("mastodonte" é aquela empresa de ônibus que conta com número excessivo de linhas) confunde seus funcionários ou torna a bandeira tão grossa que para ser girada dá trabalho, e por isso poucos se atrevem a mudar adequadamente o número da linha? Em todo caso, a BTU acaba promovendo uma má imagem, e muitas empresas que erraram na exibição dos números de linhas, em Salvador e outras cidades do país, já perderam a credibilidade entre os passageiros. |