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Rio de Janeiro |
"FROTA REGULADORA" SÓ SERVE PARA DUAS COISAS:
SUCATEAR OS ÔNIBUS
E ENRIQUECER EMPRESÁRIOS
Um pretenso paliativo adotado
no sistema de ônibus de Salvador não passa de uma fraude usada para
iludir os passageiros. Trata-se da chamada "frota reguladora",
já pejorativamente chamada de "frota desregulada", que
consiste numa operação feita por um grupo de empresas em todas as
linhas de determinados terminais.
Esse sistema conta até com códigos-fantasmas,
como T-002, T-003, T-004 e R-009, que não possuem significado prático.
A suposta "frota reguladora" opera na Estação Pirajá, Estação
Mussurunga e na Lapa, além da Av. Dorival Caymmi (início da Estrada do
Coco, que liga Salvador ao litoral norte baiano) em Itapuã.
Sem critério de linhas nem de
horários, as "frotas reguladoras" representam um verdadeiro
plágio do serviço de ônibus piratas, só que operado por empresas
legalizadas. É um sistema desnecessário, porque comete os mesmos
transtornos relacionados ao sistema de pool como um todo, que é o de
uma determinada empresa de ônibus preferir a intervenção numa linha
de outra empresa do que servir nas suas próprias linhas (ver link
abaixo).
Um detalhe que existe é que
quando tem um carro da "frota reguladora" circulando em
determinada linha, a empresa dona desta coloca dois carros próprios
para perseguir o "regulador" e impedi-lo de que ele fique com
a maior parte da demanda num percurso da linha.
Não bastasse isso, as
"frotas reguladoras" são quase sempre compostas por veículos
velhos, reservados para venda (daí o nome "veículo reserva"
pichado nos carros que sairão das frotas de uma empresa) que, diante da
desorganização viciada que é o sistema de ônibus em Salvador, são
sucateados e maltratados, seja pelos passageiros, seja pelos rodoviários.
Na verdade, uma forta
verdadeiramente reguladora deveria ser correspondente à empresa que
atende uma linha de ônibus. Se outra empresa intervém na linha,
trata-se de uma grande politicagem que é feita apenas para enriquecer
as empresas de ônibus mais influentes e impedir que a própria empresa
concessionária da linha sirva-a adequadamente. Portanto, não se trata
de "solidariedade", "parceria" ou "concorrência"
qualquer operação em pool nos ônibus. O que existe mesmo é empresa
roubando empresa e o passageiro sendo usado e forçado a tolerar um
desserviço fantasiado de "utilidade pública". |