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Rio de Janeiro |
RIO DE JANEIRO LINHA 691: POOL PROMETE SER PROVISÓRIO
O sistema de pool nos ônibus, na melhor das hipóteses, deve ser provisório, apenas em caso de crise financeira ou falência de empresas. Nunca deveria ser uma medida permanente, até porque não existe esse negócio de "torcidas" ou "direitos de escolha" específicos, ninguém que prefira o ônibus A vai deixar de passar o ônibus B que atende à mesma linha. O pessoal pega o que vier primeiro, pode ser até sucata. O sistema de pool, retrato da politicagem do sistema de ônibus brasileiro, expressão das medidas paliativas que transformam o sistema de ônibus num engodo para urbanista inglês ver, causa problemas porque é uma medida movida por pressões de grupos empresariais e pela fragilidade das administrações municipais. Em cidades com prefeitos de vontade firme e poder de decisão, o pool em ônibus não consegue vingar, porque existe espírito de negociação e disposição em reorganizar o serviço de linhas de ônibus, nem que seja preciso criar mais linhas. No município do Rio de Janeiro, a linha C-10 Fátima / Central se livrou do fardo do duplo serviço da Amigos Unidos e Transurb, ficando apenas com esta última. Mas ainda tem problemas com o pool desnecessário da linha 790 Campo Grande / Cascadura e de linhas especiais ligando Botafogo a Leblon, Shopping Rio Sul a Gávea e Vicente de Carvalho a Brás de Pina, algumas dessas linhas operadas por até quatro (!) empresas. Enquanto essas linhas não se resolvem - a 790 poderia se rachar em duas diferentes linhas, uma para a Oriental, outra para a Andorinha - , a linha 691 Méier / Alvorada se torna objeto daquilo que o pool poderia ser, se eventualmente adotado: uma medida provisória, com prazo determinado e fim previsto, sem apelar para desculpas baratas como "liberdade de escolha" (coisa que não existe) e "concorrência" (que, se existe, é desleal). A Viação Redentor, empresa que atende à região de Jacarepaguá há muitos anos, está interessada em assumir a 691 e a 691A (variante que passa pela Linha Amarela). A linha 691 surgiu devido à reivindicação de moradores do Méier que queriam uma linha para a Barra da Tijuca, pelo menos nos arredores da Alvorada e Barra Shopping. Seu itinerário é curioso: ao invés de seguir o Engenho de Dentro, indo para Cascadura e Jacarepaguá para ir à Barra, a linha segue a parte baixa do Lins (vizinha ao Engenho Novo), daí para Grajaú, depois subindo a Av. Menezes Cortes (antiga Estr. Grajaú-Jacarepaguá), passando pela Freguesia, Taquara e depois pela Cidade de Deus, indo depois pela Av. Ayrton Senna para a Barra. Na volta é o inverso, com as devidas variações de ruas por mão. A variação 691A - que circula com o número 691, sem qualquer letra diferencial - segue o percurso diferente. Desta vez a linha vai para o Engenho de Dentro, sim. Mas, em seguida, vai em direção à Linha Amarela, passando por Jacarepaguá e indo para a Barra. A 691 surgiu com a Verdun, depois passou para a Transurb e agora, na transição, tende em breve a ser da Redentor. A Redentor já havia operado a linha 690 Cidade de Deus / Méier, que na sua partilha passou para a Litoral Rio. A 690 tem uma variante 690A - que circula sem a letra diferencial - , ligando Méier a Alvorada via Av. D. Helder Câmara (antiga Suburbana), Cascadura, Campinho e Jacarepaguá. Espera-se que realmente o pool acabe no prazo previsto de cerca de seis meses. |