// Gastroplastia //

 

 

CIRURGIA DA OBESIDADE SEVERA (MÓRBIDA)

 

A obesidade é atualmente a doença crônica mais comum nos países desenvolvidos. Constitui um grave problema de saúde pública, considerando que 30% da população tem excesso de peso e 1,5 milhões de americanos e mais de meio milhão de brasileiros são obesos severos. Está associada com as mais graves e mórbidas situações clínicas, incluindo diabetes, hipertensão arterial, doença coronariana, dislipidemias, apnéia do sono, hipoventilação, osteoartrites, cálculos biliares, esofagite de refluxo, incontinência urinária, infertilidade, depressão e várias formas de câncer (mama, cólon e útero).

Os pacientes com maior risco de morbidade e mortalidade, que apresentam implicações significativas na sua expectativa de vida têm sido classificados como obesos severos (termo mais ameno que obesos mórbidos). São definidos como àqueles que têm índice de massa corporal (IMC) maior a 40Kg/m2 ou excesso de peso superior a 45Kg.

 

 

Este fatos desencadearam um verdadeiro mutirão para tratamento e pesquisas deste estado mórbido em todo o mundo. O tratamento clínico baseado em dietas, atividades físicas, mudança comportamental e medicamentos têm se mostrado ineficaz, com falha em torno de 95% em 5 anos.
Só a cirurgia pode proporcionar, após 45 anos de pesquisas, um controle eficaz e duradouro do peso corporal.

A disseminação do uso de grampeadores cirúrgicos proporcionou que diversos moldes de gastroplastia pudessem ser desenvolvidos. É consenso atual que a combinação de uma gastroplastia redutora com derivação gastrojejunal associada a restrição a passagem alimentar por anel de silastic ou anastomose de 11 a 13mm é o procedimento de escolha para o tratamento da obesidade severa (American Society of Bariatric Surgery, 1998).

Há dois anos temos desenvolvido um programa para cirurgia bariátrica no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, tomando como exemplo a experiência do Hospital das Clínicas da UFPE, através da técnica desenvolvida pelo Dr. Capella (Capella, 1991), difundida no Brasil pelo Dr. Artur Garrido, com resultados gratificantes. Uma equipe multidisciplinar com cirurgiões, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais foi montada para adequar o programa aos padrões exigidos internacionalmente.

 

 

(Transcrito - Dr. Pedro Cavalcanti de Albuquerque) <

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