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A História de Bartimeu
Por volta de 650 a.C., os medos e persas estavam começando a movimentar um grande exército. Eu já havia feito algumas viagens marítimas, como ao Egito, Gália (hoje França), Cartago, Pérgamo, Malta, Sardenha e até ultrapassado Cádiz. Nós, mercadorias marítimos, possuíamos grande prestígio e poderíamos ter várias esposas. Eu possuía 03 mulheres, as quais haviam me dado 04 filhos, a saber: Anibal, Andrubal, Bet-Hadad e Siza. Deveria ter 22 anos quando eu e a tripulação egressamos de Sidon com destino a Jope, em Israel, que ficava a noroeste de Jerusalém; as tribos de Samaria já haviam perdido sua identidade. Além disso, os israelitas eram um povo bem esquisito, pois acreditavam em um único DEUS.
Parecia uma viagem normal, comercializamos com os israelitas, estes que há 03 séculos atrás possuíam plena harmonia com Hirão, Rei de Tiro. Nós os ajudamos a construir "O Grande Templo", com as madeiras do Monte Líbano, que fazia fronteira entre Fenícia e Síria.
O fato que eu gostaria de destacar para o leitor é que quando íamos zarpando, alguns judeus pediram para ir conosco, pois nosso próximo destino seria Tânis, no Egito. Eles pagaram a passagem e embarcaram conosco, a saber, um judeu chamado Salúm e sua mulher Hulda, conhecida como profeta e alguns criados deles. Durante a viagem, a mulher de Salúm contava uma história de que seus antepassados eram escravos no Egito, mas o único DEUS que existe no mundo os escolheu e os entregou a terra de Canaã, onde eles estão hoje; e disse mais: "Quando o Santo dos Santos for aberto, Jerusalém será destruída!"

Não me contive e disse a ela que existem vários deuses e que o meior deles é Baal, e perguntei: Porque tu amaldiçoas Jerusalém, já que todos os judeus julgam-na como Cidade Santa?
Ela, com a calma de sempre, sem se importar que nós, os gentios da embarcação, apenas a achávamos "uma mulher", respondeu-me com um semblante apaziguador: "- Busque em seu consciente e no seu coração, filho. E verás que não há sentido no politeísmo; só há Um criador! Quanto a Jerusalém, quem poderá entender a vontade do SENHOR?
Deixamos os israelitas em Tânis, trocamos mercadorias e estávamos prontos para regressar a Sidon, quando a profetiza mulher de Salúm retornou a embarcação, veio a mim e disse:
"- Quem poderá entender a vontade do SENHOR?"
Estas palavras não saíram da minha cabeça. De alguma forma, eu estava realmente acreditando naquilo tudo e que este JEOVÁ JIRÉ provém. Na viagem de volta, por causa de fortes ventos, quebrou-se o mastro da embarcação e tivemos que atracar em Gaza, o que atrasou o regresso em 01 dia e meio. Após reiniciada a viagem, quando nos aproximávamos de Tiro, a cidade estava em estado de alerta; os assírios haviam invadido tribos fenícias e as saqueado.
Rapidamente, eu e outros da embarcação nos dirigimos a Ugarit, nossa cidade natal; ao chegarmos, ficamos desesperados... A cidade estava trucidada; nossas famílias, nossas mulheres, nossos filhos, nossos amigos, nosso povo, nossa gente; todos foram barbaramente violentados, massacrados, destruídos... Só haviam ruínas...
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