Sólon

---por Celina F. Lage

fr. 4 W

A nossa cidade nunca perecerá segundo a lei
de Zeus e a vontade dos bem-aventurados deuses imortais.
Pois esta tal, a protetora magnânima, a de pai robusto,
Palas Athena, mantem suas mãos sobre ela.
Os próprios cidadãos, arruinar a grande cidade com imprudências
querem, persuadidos pelas riquezas;
e é injusto o pensamento dos líderes do povo, aos quais é eminente,
por causa do grande excesso, muitas dores sofrer.
Não sabem conter a saciedade, nem ordenar
os prazeres presentes na paz do banquete
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se enriquecem, persuadidos por atos injustos
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nem os bens sagrados, nem os bens públicos
não poupando, roubam com avidez um aqui, outro ali.
Não conservam os alicerces veneráveis da Justiça,
que, em silêncio, conhece o presente e o passado,
e completamente vem estendendo-se no tempo.
Esta ferida inevitável já chega para toda a cidade
e rapidamente chegou contra a má escravidão.
Ela desperta a sedição civil e a guerra adormecida,
que de muitos destrói a amável juventude.
Por causa dos inimigos logo a multi-amada cidade
é arruinada pelas reuniões dos que são injustos com os amigos.
Estes males residem no povo: dentre os indigentes
muitos vão para uma terra estrangeira
vendidos e atados por vergonhosos elos
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assim o mal público vai para a casa de cada um
e os portões do pátio não mais o querem deter,
sobre a alta muralha pula e descobre totalmente,
mesmo se alguém fugindo estiver no meio do tálamo.
Estas coisas ensinar aos Athenienses o coração me ordena,
como muitos males à cidade a Disnomia oferece.
A Eunomia tudo bem ordenado e justo revela,
e muitas vezes põe grilhões nos injustos;
as rudezas alisa, faz cessar a saciedade, atenua os excessos,
resseca as flores nascidas da loucura,
corrige as justiças tortuosas e ameniza os atos
arrogantes; faz cessar os atos da dissenção,
faz cessar a ira da terrível discórdia e estão sobre a influência dela
todas as coisas dos homens ajustadas e prudentes.



fr. 14 W
Nenhum mortal é feliz. São sofredores
todos os mortais que avistam o sol.



fr. 17 W
É de todo oculto para os homens o pensar dos imortais.


fr.29 W
Muito ficcionalizam os aedos



---por Maria Olívia Q. Saraiva


fr. 5 W
E, ao povo, dei tanto reconhecimento quanto é necessário,
nem diminuindo nem aumentando a honra.
E os que tinham poder e pelos bens eram admiráveis,
também a eles atentei para não se apropriarem de nada indigno.
Postei-me lançando forte escudo em volta de ambos,
e não permiti a nenhum vencer um outro injustamente.


fr. 6 W
O povo, assim, bem seguiria junto aos líderes,
nem muito elevando-se, nem sendo oprimido.
Pois a saciedade gera o excesso quando segue muita riqueza
aos homens, para quantos não haja inteligência na medida certa.

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