Tô avisando: sai daqui enquanto é tempo!!!

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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
 
PIXELS

Política não traz mudança. O que traz mudança é o caminhão da transportadora.

Bom mesmo é o carnaval de Brasília, que dura o ano inteiro.

A corrupção anda tão generalizada no país que, em alguns restaurantes, os garçons já não recebem mais gorjeta: recebem propina.

Não soube aproveitar as oportunidades que lhe foram dadas. Por isso é que hoje está assim: esquecido e honesto.

Caminhar faz bem à saúde dos fabricantes de tênis.

Tem gente que não para de cuidar da vida dos outros. Os médicos, por exemplo.

O universo das palavras é mesmo fascinante: o proctologista põe a mão na massa e o oculista é quem leva a fama.

Por mais interessante que seja a minha vida, a sua é sempre mais.
Se a minha vida não tiver graça alguma, a sua é muito mais interessante ainda.

De certo modo, o computador foi uma maneira que os homens inventaram para ligar a caneta na tomada.

Em algumas ocasiões, é fundamental ganhar tempo perdendo a hora.

A pressa, dizem, é inimiga da perfeição. Por essas & outras é que esse mundo é tão veloz.

Quem acredita que São Paulo não pode parar não conhece a cidade num dia de chuva.

Se a gente se comportasse em casa da mesma maneira que se comporta na rua, a vida certamente seria um pouco melhor.
Se a gente se comportasse na rua da mesma maneira que se comporta em casa, ninguém mais voltava vivo pra casa.


Segundo alguns dicionários, Mulherengo é o sujeito que "aprecia" mulheres. O gênero feminino, Homenrenga, não existe. Mas os dicionários registram Piranha, que é uma maneira um tanto machista de dizer a mesma coisa.





Terça-feira, Fevereiro 24, 2004


Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004


 
TRAGÉDIA POUCA É BOBAGEM



Não pude deixar de reparar: assim, de uma hora para outra, meus cabelos começaram a cair. E não foi só: manchas escuras e outras coloridas cobriram minha pele, dos pés à cabeça.
Não ficou por aí: minha sogra, dona de uma saúde admirável (não por mim), morreu sem mais nem menos. Claro que eu não lamentei, se foi uma perda para alguém não foi pra mim, mas o fato é digno ao menos de registro. E mais: o carro do vizinho sofreu perda total num acidente - que, por acidente, envolveu o meu carro, que também se perdeu totalmente.
E tragédia pouca é bobagem: minha conta bancária estourou, ultrapassei todos os limites do cartão de crédito, torci o pé deitado em minha própria cama e sem fazer movimento algum, perdi a lente de contato predileta. Assim, sem mais nem menos.
Minha mulher, aquela vaca, fugiu com o leiteiro. Os meus amigos agora fogem de mim como o diabo da cruz. E recebi no escritório a notícia de que os meus serviços são necessários por apenas mais um mês. Nooosa!
Mas se você aí pensa que tudo acontece por aqui e ao meu redor, engano seu. Um avião desapareceu nos céus da Malásia, um furacão trocou a China de lugar no mapa-múndi, dois garotos caribenhos foram pelos ares ao pisar numa mina terrestre de procedência americana. E não quero, me recuso a falar da cantora argentina que perdeu a peruca e a dentadura em plena apresentação no Teatro Nacional da Bulgária para um público de aproximadamente 10.000 pessoas. Não vou falar disso, sinto muito.
A uma altura dessas você já deve estar pensando: "A coisa tá preta, e tantos fatos desagradáveis acontecendo assim ao mesmo tempo desafiam todo e qualquer sentido". Ou ainda: "Isso tudo não tem explicação".
Mas eu, queridos, sei como explicar. Poderia, é claro, falar que a quadratura de Marte com Saturno é a responsável. Que todo esse desarranjo pessoal e mundial é decorrência da má utilização das verbas americanas destinadas ao progresso de Timbuktu. Afirmar que a porca torceu o rabo. Que isso e que aquilo. Mas não.
Eu sei. Quer dizer, fiquei sabendo. Depois de consultar os búzios, o índice Dow Jones, os técnicos do Copom e o Pai Severino de Baskerville: a origem de tantas e tamanhas catástrofes, tragédias que me afetaram de maneira singular e afetarão com pluralidade todo o mundo civilizado ocidental é uma só: Brasília.
Sim, leitor. A culpa disso tudo e de muito mais que está por vir é do PT. A culpa é do Dirceu.




 
DRAGÕES



Os dragões estavam enfurecidos: com suas patas poderosas destruíam móveis, cadeiras, os finos vasos nordestinos, deixavam marcas horroroooosas no tapete.
E a mulher lá, na dela, os olhos e a atenção fixos na tela da TV.
Toda essa tranqüilidade feminina acabou por enfurecer ainda mais os dragões, que se viram forçados a mudar de tática: ao invés de chamas de fogo, passaram a declamar Camões com o devido sotaque. E de nada adiantaria destruir a sala; um dueto lírico para vozes dragontinas em si bemol sustenido poderia muito bem resolver a parada. Ou ainda, quem sabe, uma reinterpretação da novela de TV em composição cubista. Quem sabe.
A mulher, no entanto, não queria nem saber. O circo pegando fogo, o mundo em convulsões histéricas, os dragões, desesperados, dançando frevo à sua volta e tudo o que ela queria era mais uma dose do brilho azulado que emanava da TV.
- Essaí não respeita mais os seres como nós - falou o dragão.
- Não acredita - continuou o outro.
- O que é que a gente faz agora? Canta, grita, fica lôca ou pede ajuda aos universitários?
A resposta veio em forma de um trovão:
- VOCÊS QUEREM CALAR A BOCA!?
Como não esperavam tal reação, os dragões, assustados, se puseram a falar mais ainda, freneticamente. No mesmo instante a mulher saltou da sua poltrona e empunhou o controle remoto como se ele fosse uma espada.
- Tomem isso, filosdaputa! - falou ela. E desligou os dois dragões.
Uma tranqüilidade de sonho envolveu a sala, a mulher suspirou com o orgulho do dever cumprido e a sua vidinha estreita voltou ao normal, sem sobressaltos e sem dragões de espécie alguma.






Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004
 
CAMINHOS



Do portão para fora, sim, tenho vários caminhos. Todos os caminhos. Estradas, pontes, e outros tantos nem tão convencionais assim. Se eu quiser ir a Paris, por exemplo, tem uma estrada muito simpática que começa bem ao pé do meu portão. A viagem é agradável, a paisagem vária. Incômodos apenas os submarinos que brotam do céu como lagartas enlouquecidas. Mas são poucos, felizmente, e acho que nem eles se levam a sério.
Pela estrada da esquerda é possível caminhar até Pindamonhangaba. A viagem é repleta de sobressaltos e esperanças, sustos e iluminações de toda espécie. Mas dura bem menos que 20 anos, o que reduz sensivelmente a aventura. Por outro lado, é em Pindamonhangaba que todas as mulheres de sonho e delírio se materializam. Uma jornada, portanto, que vale todos os percalços e centímetros trilhados.
A estrada da direita, curiosa, passa por diversos lugares imaginários: Brasília, por exemplo, com sua impressionante fauna composta por mulas-sem-cabeça, dragões independentes, vacas loucas e diversos outros animais fantásticos de maior ou menor escalão, é um caso que sempre causa vertigem. Às vezes nos parece próxima, três metros de distância, dois passos. Outras vezes parece inatingível; por mais que andemos, jamais chegamos lá. Nisso se parece e muito com o horizonte, do qual temos notícia desde sempre mas nunca lhe provamos o sabor. Pasárgada também se alcança pela estrada da direita. Lá, porém, não se encontra rastro nenhum de nenhum poeta, as prostitutas têm três olhos vesgos e os reis há muito cederam lugar para os bobos da corte que transformaram a economia em jogo de azar e mero fogo de artifício. Macondo, por fim, é uma cidade genial: só a atingimos depois de uma longa caminhada física e espiritual, mas nem assim ela se deixa apanhar: quando julgamos estar com os dois pés fincados em suas terras e finalmente amparados, o que se constata é que ainda não chegamos. Repete-se então a caminhada e a sensação de já estarmos lá, quando tudo acontece mais uma e mais uma e mais uma vez. Viajantes antigos e modernos afirmam sempre que chegar a Macondo é uma experiência perturbadora: pôr os pés lá implica em retornar infinitamente.
Muitos, portanto, são os caminhos que nascem a partir do meu portão. O mundo todo começa lá. Mas a mim ainda falta a coragem necessária para dar o primeiro passo.




 

E ficamos todos com essa cara mesmo...




Domingo, Fevereiro 15, 2004


Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004


 
PEGA ELA PRA VOCÊ



Ela é encantadora, sim, não dá pra negar. Mas é chata demais da conta. Muito. E não se toca, vive tentando me agradar:
- Quer um café, um chá, uma cerveja?
Eu recuso, como sempre. Mas ela não se dá por vencida:
- Um abraço, um beijo, uma transadinha?
Recuso. Vocês podem pensar o que quiserem, mas não tô a fim. Vocês não conhecem a mocréia.
- Quer cigarro?
Antes de mais nada, vê se pára de me encher o saco, porra!. Se toca, meu! Será que você nunca vai se colocar no seu lugar? Vai ver se eu tô lá na esquina, toma teu rumo e me deixa em paz! Me esquece. Parece até doença, caramba!,eu quis dizer. Desperdício. Melhor mesmo ser curto e grosso:
- Cai fora.
Mas ela é do tipo cadela sem-vergonha: toma uma bica na bunda, se afasta um pouco mas volta em seguida abanando o rabo. Um grude que voute! Não se valoriza nem um pouco.
Muita gente me diz que eu não tenho respeito por ela (não tenho mesmo, já tive mas perdi, essa é a verdade), que eu sou duro e amargo, que não mereço tamanha demonstração de amor. Pra começo de conversa, não acho isso demonstração de amor. É zuretice, caso de psiquiatria, de camisa-de-força. Pra esses aí eu digo sempre:
- Pega ela pra você, então. Cê num güenta uma semana...

***


Ontem, depois de muito me torrar a paciência, ela mesma, enfim, mudou o discurso.
- Cê num gosta mais de mim.
- É isso aí - respondi, bem no meu estilo.
- Nunca gostou.
- Nunca gostei - mentira, mas eu preciso manter a minha fama de mau.
- Acho que vou me matar.
- Não se mata não. - falei. - Não que eu me importe com isso, mas os teus amigos vão achar que fui eu e vão me encher o saco. E não tenho grana pra pagar o teu caixão.
- Você é um filho da puta!
- Acertou na mosca.
Ela deu uma saída, voltou, olhou bem na minha cara e, para minha surpresa, falou:
- Cê é um babaca, cara. Cê não sabe o que quer.
Nada disso, minha linda. Eu sei muito bem o que eu NÃO quero, pensei em falar. Mas desisti. Não adiantaria nada.




Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
 
FÉ DEMAIS





Nenhuma contra-indicação, por exemplo, em rezar para Nossa Senhora Brastemp da Purificação. No mínimo, conseguiremos lavar toda a roupa suja, o que, nas atuais circunstâncias, já é um bom negócio. Em outros casos mais extremos, como contusões do espírito, torções da alma, capotamentos religiosos de modo geral, São Gelol é sempre muito indicado. Tem um cheiro um tanto fedido, é fato, mas costuma atender às orações com presteza e discrição (se é que um santo fedido pode ser discreto, mas ainda assim).
É evidente também que a velocidade, nos dias atuais, requer muita fé em Deus e pé na tábua. Santa Mercedes Benz faz muito bem o serviço. Mas não atende de graça e ainda requer oração em alemão, o que não é para qualquer um. Santa Honda e Santa Nissan costumam levar as preces aos céus em 127 km/s., mas exigem dos rezantes fluência no idioma japonês e uma habilidade filadaputa com os pauzinhos espirituais. E dólares, muitos dólares. Sem chance. Essa coisa de intermediários gringos e moeda estrangeira dificulta e muito a nossa comunicação com Deus.
Por essas & outras é que São OMO costuma matar a cobra e mostrar o pau, talvez porque lava mais branco. As orações são precedidas de um ritual, senão nada dá certo: é preciso água, muita água, amaciante bem fofo e umas tantas bolhas coloridas, porque, caso contrário, as coisas continuam pretas como sempre. É possível também potencializar as orações a São OMO juntado a elas outras tantas a Nossa Senhora Brastemp da Purificação, já citada acima como convém aos interesses do patrocinador. Dessa fusão religiosa sai-se, no mínimo, de alma centrifugada e bem sequinha. E mais branca, como não poderia deixar de ser e prega o slogan.
Para quem quer e/ou precisa usar e abusar do casamento, São C&A é o santo mais indicado. Basta descolar um cartão em qualquer ponto de fé mandar bala. Uma ave-maria, um credo-em-cruz e um top em malha com detalhes florais em 5 vezes sem juros costumam resolver qualquer parada. As orações feitas ao santo funcionam, na maioria das vezes. Só não serviu, pelo que sabemos, para a Gisele Bündchen, que continua solteira. Mas como ela é milionária e não acredita em santo nenhum, tanto faz. Atéias com muita grana tão pouco se lixando pro casamento mesmo.
De todos esses santos e santas, sãos e sãs, a Santa Coca-Cola é, talvez e com certeza, a mais original: os pedidos e orações são feitos não com palavras e lágrimas, rosários e contrições, mas sim com arrotos que variam de intensidade de acordo com a complexidade do caso. Assim: para conseguir capital de giro para pagar a conta do buteco do Zé, aquelas dez coxinhas com molho de pimenta e shoyu, bastam três arrotinhos breves e baixos. É batata! Para coisas mais complicadas, como grana para a prestação da máquina de lavar louça, o buraco já é mais embaixo: são necessários muitos e sofisticados arrotos longos e de volume altíssimo, com cheiro de alho, para que alcancemos a graça pretendida. Invariavelmente dá certo. Alguns religiosos mais radicais tentaram o mesmo com a Santa Pepsi, mas quebraram a cara. Conheço gente que fez até arranjo para arroto e orquestra de Aquarela do Brasil mas não teve jeito: todo mundo, aqui e no outro mundo, sabe que a Santa Coca é isso aí desde sempre, por mais que mudem as campanhas publicitárias e os humores do mercado.
No mais, ou menos, eis que enfim chegamos finalmente às considerações finais. A fé, como se diz por aí, remove montanhas. Mas esse conceito já era, de certa maneira. A fé, hoje, move e remove fortunas, não montanhas. Estão aí as igrejas universais que não me deixam mentir. Por essas e outras é que milhões de irmãos e irmãs não saem mais do interior dos templos sagrados. Desde que exista uma TV ligada dentro deles, é claro.




Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
 

Tenha fé, irmão (e vê se lava essa camiseta, pô!)




Terça-feira, Fevereiro 10, 2004


 
ZAP!


- Imagina só: ela queria que eu desse cinco!
- E voce deu?
- Dei o fora!





Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
 

Auuuuuuuu!!! (ou seria AAAAAAAAAiiiiii????)




Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004
 
SEMELHANÇA


- Sim, é isso mesmo: ele é um sem-vergonha. Não respeita ninguém, nada. Tipinho nojento. O que ele faz com as mulheres deixa qualquer um indignado. Também não cumpre as suas obrigações, um mau pagador. Caloteiro mesmo. Um porco que peida no elevador e põe a culpa no ascensorista. Fala mal de tudo e de todos, não preza o valor de uma amizade. Traidor. Dos grandes. Um cínico. Feito um cachorro traiçoeiro, que abana o rabo e depois te morde a mão. Um tipo cascavelento, venenoso. Da pior espécie. E ainda sai por aí se dizendo meu amigo, veja só.
- Nossa! E eu sempre achei ele tão parecido com você...
- Esse é o problema. Ele é mesmo parecido comigo. Muito.




 
DROPESES


GAROTO À VENDA

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) intimou: Nestlé vai vender Garoto.
A notícia teve repercussões interessantes: No Rio, o Secretário de Segurança declarou: "Mentira. Não estou à venda!". Nos EUA, Michael Jackson manifestou interesse. "Eu compro!", disse ele.

OLHO DA RUA FASHION WEEK

O estilista Marcelo Sommer, num surto de loucura criativa, colocou todas as suas modelos no olho da rua. Rua Augusta, é bom que se diga. Um desfile de parar o trânsito. Literalmente.

ESCRAVIDÃO

Kevin Bales, sociólogo americano, estima em 200 mil o número de escravos no Brasil. Se a gente colocar na história aqueles que são escravizados pelo cheque especial, agiotas, esposas autoritárias e et cetera, o número fica bem maior.

OLHA O TREM!

Os governadores do Distrito Federal e de Goiás anunciaram que vão criar um trem-bala para ligar Brasília a Anápolis e Goiânia. Rio e São Paulo têm um projeto parecido: é o trem-bala perdida.

QUANDO SERÁ

Há não muito tempo, a prefeitura de São Paulo foi parar nas mãos de Paulo Maluf, um árabe (ou turco, como dizem). Logo depois, veio Jânio Quadros, que tinha delírios ingleses; os ônibus de dois andares, que não colaram, são um bom exemplo. Tivemos então Celso Pitta, um carioca (mesmo?). E temos agora Marta Suplicy, francesa argentinada para a qual tudo na cidade tem uma vocação natural para Champs Elisèes.
As eleições municipais vêm aí. De novo. Será que dessa vez a prefeitura de São Paulo vai parar nas mãos de um paulistano?

FEDEU

O bicho pegou no Brasil na semana passada: a Bolsa caiu, o risco subiu, o mercado ficou lôca. É a tal da globalização: o FED sinaliza um aumento de juros nos EUA e a coisa FEDE por aqui...
(Aliáses, não foi só por aqui que a Bolsa caiu; o fenômeno foi verificado no mundo inteiro. E essa é a merda: a Bolsa cai em todo lugar, menos no meu quintal!
Aliáses 2 - E, se isso algum dia acontecer, a Bolsa cair no meu quintal, um ladrão chega antes e leva a dita cuja. Com certeza.)

TÃO LONGE, TÃO PERTO

O ministro Palocci declarou que o ciclo inflacionário está longe. OK, tá bom. Mas basta sair de casa e pegar um simples ônibus que o ciclo se aproxima. Rapidinho.






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