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Trechos do Editorial do Primeiro Número:
Por Paulo Eduardo Lacerda Rodrigues
Metamorfose significa transformação, mudança de forma
ou estrutura física ou moral, geralmente profunda.
A revista apresentada não poderia ter um nome mais
condizente com sua proposta. Metamorfosear, mudar. Criar, recriar,
inovar, ir além.
Mas mudar o que? Esse “mudar” toma sentido íntimo,
pois a intenção não é mudar estruturas já conhecidas, não é romper
com algo. Mas sim mudanças nossas (dos alunos) em relação a esse
mundo, que chamamos “das Letras”.
Qual a nossa postura perante o mundo das Letras?
Somos apenas alunos, ou vamos além dessa “ordem natural”: graduação
– mestrado – doutorado – docência? Todas essas questões permeiam a
vida de cada um de nós, alunos de graduação.
E é para isso que essa revista agora existe. É para
mostrar que nós vamos muito além dessa postura. (...)
Metamorfosear, essa é a proposta. Mas a metamorfose
não é o início e nem o fim, é o meio, é o amadurecimento. O início é
o que será mudado, ou readaptado ao novo meio, o fim é o ser já
mudado e perfeito. A metamorfose é o mediadora, é o feito
transformando-se, o casulo onde as idéias vão crescendo e tomando
forma. Enquanto todo esse processo não termina, vê-lo pode causar
repulsa, medo. Mas o termo mais justo para novidades é “estranho”.
(...)
Enfim, essa revista é sua e está aberta à publicação
de qualquer tipo de trabalho. Participe.
(...)
Mas logo aviso: uma revista é para ser, antes de
qualquer coisa, deliciosa.
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