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Karl Heinrich Marx
(1818-1883)
Música: Imagine, de John Lennon
A história do século XX é um legado de Marx. Vários ícones e monstros da era moderna se apresentam como seus herdeiros. Mas, se ele os reconheceria como tais, já é outra história. Mesmo durante a sua vida, as momices de pretensos discípulos costumava levá-lo ao desespero. Ao tomar conhecimento de que um novo partido francês se dizia marxista, ele respondeu que, neste caso, "Eu, pelo menos, não sou marxista". Não obstante, menos de cem anos depois de sua morte, metade da população mundial era dominada por governos que professavam ter no marxismo seu credo norteador. As idéias de Marx transformaram o estudo da economia, da história, da geografia, da sociologia, da filosofia e da literatura. Desde Jesus Cristo, nenhum pobretão obscuro havia inspirado tanta devoção global - ou sido tão calamitosamente mal interpretado.
NEOCAPITALISMO OU NEOFEUDALISMO?
Vivemos numa época muito curiosa e até intrigante. Algo está a nos deixar perplexos: À medida que se desenvolve o neo-capitalismo, a pobreza e a miséria aumenta. Isto se dá não somente nos países pobres, mas também nos, do primeiro mundo.
As causas são bastante conhecidas desde os estudos de Marx. Há porém fatores mais recentes que vem ainda mais piorar o quadro: a explosão populacional, a automação, a informática, o "enxugamento" dos programas de racionalização do trabalho, estão "jogar" milhões de seres humanos para a rua aumentando estupidamente o número de excluídos do processo sócio-econômico.
Com isto estamos voltando progressivamente à uma situação bastante parecida com a da época feudal, na qual tinha os senhores feudais com a sua corte e súditos que viviam numa situação financeira ótima ou razoável conforme o caso, e de outro lado a maioria do povo que padecia na miséria. O resultado era uma situação permanente de assaltos, violência, roubos, o que obrigava a classe dominante a se trancar dentro de castelos, cercados por um sistema de defesa constituído por um cinturão de água, e colossais muros. Para entrar, a famosa ponte levadiça.
Parece que estamos voltando para uma situação bastante parecida. Enquanto aumenta a pobreza e a miséria, através sobretudo do desemprego, aumentam os assaltos e, paralelamente as medidas de proteção; a única diferença com a época medieval, é que os sistemas de defesas foram modernizados. Em vez das altas paredes, temos as grades metálicas pontiagudas; no lugar da ponte elevadiça, temos o portão eletrônico; as torres de observação, foram substituídas por câmaras de televisão e os vigias que davam o alarme são agora representados por sistemas eletrônicos de alarme.
A história se repete, mas com diferenças referente à época. Os meios primitivos da era medieval foram substituídos por processos etnológicos sofisticados. Mas a situação e a sintomatologia são assustadoramente parecidos. Não será um dos sinais de alarme de que precisamos mudar de sistema econômico?
Pierre Weil
  Ora, hoje a exploração unilateral das grandes multinacionais tem um braço armado na maior potência mundial dos dias de hoje, e uma ideologia mecanicista e intelectualista que constroi artificialmente toda uma visão de mundo adequada à exploração natural e humana leveda às últimas conseqüências. Como "neoliberalismo" e "globalização" são duas palavras fabricadas para maquiar a velha exploração, usura e roubo, vejamos o que sobre isso nos diz o jornalista Sebastião Nery:
Agiotas globalizados
Eles são satânicos. Alugam, compram, corrompem a imprensa, economistas, analistas, assessores e consultores, inventam e impõem palavras novas para tentar disfarçar velhos crimes deles contra a humanidade. Colonialismo virou imperialismo, depois mundialização e afinal globalização. Desde a Bíblia, agiotagem era usura. Virou banca, investimento financeiro, agora é rentismo. Está todos os dias nos colunistas venais. Rentista é o agiota com a fatiota de patriota para enganar a patota idiota.