Lendas do Folclore Brasileiro

Histórico e Descrição
No dia 22 de Agosto comemora-se o Dia do Folclore. Esta data foi instituída no Brasil em 1965. A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que em 22 de agosto de 1846 publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".
Quem já não se assustou com as histórias de Lobisomem, da Cuca, da Mula sem-cabeça, do Curupira, e do Saci-Pererê-garoto negro com gorro vermelho , cachimbo na boca e de uma perna só, que passa toda a sua existência fazendo travessuras, faz parte do folclore brasileiro. assim como as festas do Bumba-Meu-Boi , o Carnaval, o Boto, a Iara, o Negrinho do pastoreiro, o Caipora, o Boitatá, E quem nunca ficou com medo do Bicho-Papão, que não deixa o menino dormir sossegado.

As brincadeiras de roda, trazidas pelos primeiros colonizadores que divertem as crianças até os dias de hoje. Se você perdeu algo já ouviu falar em dar três pulinhos e rezar para São Louguinho. As simpatias e crenças fazem parte da nossa cultura popular, Jogar seu dente que caiu no telhado para ganhar um presente, e muito usado para alegrar as crianças.
Em todas as partes do mundo, cada povo tem formas próprias de manifestar suas crenças e costumes: isso é o Folclore

Principais personagens
Nome da Personagem Descrição
Curupira Mito conhecido da vários índios sul-americanos. Na Venezuela, o chamam de Máguare. Na Colômbia, Selvage. Os Incas peruanos o denominavam Chudiachaque. A cabeça também varia em alguns lugares ele é careca em outros tem cabeleira vermelha.Mas todos os descrevem como anão com os pés às avessas, calcanhar para frente, dedos para trás. Seu rastro engana os caçadores inescrupulosos, fazendo com que eles se percam na floresta. É o protetor da floresta e dos animais.
Saci-Pererê Negrinho de uma perna só, fuma cachimbo e cobre a cabeça com um gorro vermelho. É inofensivo , se diverte assustando gado no pasto, dando nó em rabo de cavalo e criando pequenas dificuldades domésticas.
Boitatá Gênio protetor dos campos, aparece sob forma de uma enorme serpente de fogo, que mata quem destrói as florestas. O Padre José de Anchieta, em 1560 é o primeiro a mencionar o Boitatá como personagem de mito indígena brasileiro, esse é o nome dado pelos índios ao fenômeno do fogo-fátuo.
Lobisomen Homem aparentemente comum, vive e trabalha como os demais da comunidade. Nas noites de lua cheia se transforma em um lobo, ou em um homem com cabeça de lobo e mata quem cruza o seu caminho. Antes do dia clarear readquire forma humana.
Caipora Segundo a mitologia tupi, um personagem das florestas com a propriedade de atrapalhar os negócios de quem o vê. Quando um projeto sai errado, se diz que seu autor viu o Caipora ou Caapora, Em algumas regiões, é um indiozinho de pele escura, em outras uma indiazinha feroz. É descrito também como criança de uma perna só e cabeça enorme.
Cuca Influenciada pela bruxa de origem européia, é uma velha feia que ameaça crianças desobedientes, em especial as que não querem dormir à noite.
Iara Tem as mesmas características das sereias; mulher da cintura para cima, peixe de cintura para baixo, canto irresistível aos ouvidos dos homens, que atrai para as profundezas das águas, onde habita.
Mula-Sem-Cabeça Personagem monstruosa em que se transforma a mulher que tem relações sexuais com padres ou compadres. Acredita-se que a metamorfose se dá nas noites de sexta-feira quando o galope da mula-sem-cabeça assombra as pessoas da comunidade.
Negrinho do Pastoreio Na tradição gaúcha, uma espécie de anjo bom, ao qual se recorre para achar objetos perdidos ou conseguir graças. É o negrinho escravo que o dono da estância pune injustamente, açoitando-o e depois amarrando-o sobre um formigueiro, Mas seu corpo aparece intacto no dia seguinte, como se não tivesse sofrido nenhuma picada, e sua alma passa a vaguear pelos pampas.
O Boto Mito Amazônico. É o pai das crianças de paternidade ignorada. Descrito como rapaz bonito, bem vestido, boêmio e ótimo dançarino. Nos bailes encanta as moças, leva-as para igarapés afluentes do Amazonas e as engravida. Antes da madrugada, mergulha no rio e se transforma em boto. chamado também de Boto Tucuxi.
Anhangá É um gênio andante, espírito arredio ou vagabundo, destinado a proteger os animais das matas. Ele aparece sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo. Quando um caçador persegue um animal que está amamentando, corre o risco de ser atacado pelo Anhangá
Cairara Na tribo dos Bororós havia um pajé muito sábio. Ele vivia triste por ser gordo e por isso todos o chamavam de cairara. Certo dia, ele descobriu uma erva que os macacos comiam e os conservavam sempre esbeltos e ágeis. Resolveu tomar um chá feito da erva, para ver se ficava esbelto como os macacos.
Durante sete dias ingeriu a porção. Ficou esbelto, os cabelos finos se alongaram, as pernas encolheram. Ficou assustado quando viu que até um rabo começou a aparcer. Parou de beber a droga, mas a transformação continuou.
Hoje o cairara é uma espécie de macaco fino, inteligente e engenhoso que vive nas matas da Amazônia
Bicho Papão Diz-se ser uma espécie de home-bicho que amedronta as criança pois pode aparecer para comê-la se a criança não se alimentar direito ou não obedecer aos pais. História mitológica muito usada pelos pais para dominar as crianças.
Chupa-Cabras Mitologia do sudeste brasileiro principalmente. Um animal parecido com um lobo mata animais domésticos principalmente galinhas, cães, cabras e ovelhas sugando seu sangue através de um foro que faz no pescoço da vítima. Muito difundido no interior do Estado de São Paulo, o Chupa-cabras têm sido objeto de atenção inclusive da imprensa ultimamente.
Principais Links
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