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JORNAL DA TARDE - 29/05/2002
No Japão, bolas dão lucro de US$ 30 mi
Bastou o Japão ser confirmado como uma das sedes do Mundial 2002 para
que o artigo mais desejado pelos atacantes das 32 seleções que
participarão da competição caísse no gosto dos japoneses:
a bola.
Nem camisas, nem chuteiras.
A procura por bolas animou o mercado esportivo japonês a tal ponto que, até o final do ano passado, as importações haviam crescido 43%. Os importadores não têm do que reclamar: os lucros chegaram a 3,6 bilhões de ienes (US$ 30 milhões).
O principal fornecedor de bolas do Japão é a China (39%), seguida da Tailândia e do Vietnã, divulgaram os órgãos competentes do porto de Nagoya, responsável pela entrada de 61% de toda a produção comprada no exterior.
O porto de Tóquio ocupa o segundo lugar no desembarque da mercadoria, com 12,5% do total importado.
A febre para comprar uma bola ou qualquer outro artigo esportivo relacionado ao Mundial só é comparável com o crescimento de vendas que se observou em 1993, quando foi criada a J-League (a liga japonesa de futebol profissional).