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:Domingo, 19 de maio de 2002
O Estado de São Paulo - ADRIANA CHIARINI
Indústria do esporte movimenta R$ 25 bilhões e emprega 300 mil
Estudo da FGV revela que, de 96 a 2000, o segmento cresceu mais de 12%
ao ano
RIO - A indústria do esporte no País movimenta cerca de R$ 25 bilhões por ano, emprega 300 mil pessoas e tem crescido bem acima da média.
Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu à taxa média de 2,25% de 1996 a 2000, esse segmento registrou aumento médio anual de 12,34% no período. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e constam de estudo encomendado pela Confederação Brasileira de Vôlei.
Metade do montante movimentado pelo setor (R$ 12,5 bilhões) é relativa à indústria de artigos esportivos, como roupas, calçados e equipamentos. Dos 50% restantes, R$ 8,7 bilhões vêm de serviços diretamente ligados ao setor, como prática esportiva em clubes e academias, arrecadações em estádios e quadras, marcas e direitos autorais, marketing, comunicação esportiva (televisões, rádios etc). Os R$ 2,8 milhões restantes correspondem ao valor indireto gerado pelo esporte, como gastos com transporte, alimentação e hospedagem de atletas e manutenção de equipamentos e de infra-estrutura poliesportiva.
O segmento que mais se expande é a indústria de artigos esportivos. "A indústria de surf wear chega a crescer 33% ao ano", diz o professor Istvan Kasznar, que coordenou o trabalho. Em quatro anos de pesquisa, entre outros procedimentos, foram ouvidas cerca de 200 empresas do setor, como Ambev, Adidas, Flamengo e TV Globo.
"Além dos R$ 25 bilhões movimentados pelo setor, estimamos um valor de R$ 18 bilhões anuais relativo ao esporte nos colégios, universidades, etc.", observa o professor.
Segundo ele, nesses R$ 18 bilhões adicionais estão incluídos desde os investimentos das empresas em ginástica laboral, subsídios e convênios com clubes e academias de ginástica até a economia obtida por elas e pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) com a redução de dias não trabalhados por funcionários doentes.
Crescimento - Uma das características do setor é que ele cresce
mesmo em períodos de crise. "Quando a economia vai bem, as pessoas
têm mais dinheiro e gastam mais com esporte. Quando a economia vai mal,
os desempregados têm mais tempo livre para a prática do esporte",
diz o professor. Mesmo com o alto ritmo registrado nos últimos anos,
o setor ainda tem potencial para crescer de forma acelerada.
Apenas 1,1% da População Economicamente Ativa (PEA) do País pratica esporte pelo menos duas vezes por semana. Esse porcentual sobe para 1,5% em São Paulo e atinge 2,3% no Rio, o que comparado com outros países demosstra o potencial de crescimento do setor. Nos Estados Unidos, por exemplo, este porcentual atinge 18% só com o fisioculturismo", diz Kasznar. (AE)
JT 19/05/2002 - ECONOMIA
Indústria esportiva cresce acima do PIB
A indústria do esporte no País movimenta cerca de R$ 25 bilhões
por ano, emprega 300 mil pessoas e tem crescido bem acima da média. Enquanto
o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu à taxa média de
2,25% de 1996 a 2000, esse segmento registrou aumento médio anual de
12,34% no período. Os dados são da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) e constam de estudo pedido pela Confederação Brasileira
de Vôlei.
"Quando a economia vai bem, as pessoas têm mais dinheiro e gastam mais com esporte. Quando vai mal, os desempregados têm mais tempo livre para a prática do esporte", diz o professor Istvan Kasznar, coordenador do trabalho.