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Guera de Gigantes |
Sábado, 29 de junho de 2002 - 17h24 - Estadão.com.br
Nike x Adidas, guerra de gigantes
Yokohama - O jogo entre Brasil e Alemanha significará mais do que uma
final de Copa do Mundo: uma guerra entre dois gigantes de materiais esportivos.
A norte-americana Nike, que patrocina os brasileiros, e a alemã Adidas,
que tem contrato até 2010 com os alemães, torcem mais do que nunca
por suas seleções. O resultado do jogo influirá diretamente
no número de venda de camisas e no faturamento.
A Adidas, com o título da França - um de seus patrocinados - em 1998, aumentou em cerca de 30% a comercialização de camisas. A Nike viu sua receita crescer consideravelmente depois que entrou com força no futebol, em 1994. O mercado de materiais esportivos movimenta US$ 20 bilhões por ano e a multinacional americana fatura US$ 9 bilhões contra US$ 6,1 bilhões da alemã.
"O fato de o Brasil ter chegado à final e a Coréia ter disputado o terceiro lugar deu bastante visibilidade à marca", comemorou Kátia Gianone, gerente de Comunicação da Nike do Brasil. A audiência acumulada de um Mundial chega a 42 bilhões. A empresa promoveu, no Japão e na Coréia do Sul, vários eventos com a participação do público, sobretudo jovens, buscando a aproximação com o consumidor, durante o Mundial.
Foi uma forma, também, de se mostrar e não deixar a Adidas aparecer sozinha no centro do futebol em 2002. A empresa alemã é uma das patrocinadoras oficiais da Copa e fornece o material para os árbitros, os gandulas, os assistentes e os voluntários. Por isso, a Nike não pode fazer nenhuma propaganda referindo-se ao evento.
"A venda da camisa de uma seleção campeã aumenta em pelo menos três vezes e a empresa acaba tendo o nome associado à vitória", analisou Luciano Kleiman, gerente de Marketing da Adidas no Brasil, antes do início da competição.
Eduardo Maluf