A Evolução do Marketing Esportivo
As verbas de Marketing Esportivo
têm crescido como uma bola de neve. Nos Estados Unidos 50 bilhões
de dólares é a soma que vem sendo aplicada anualmente no setor,
que já está sendo denominada de PNBE - Produto Nacional Bruto
do Esporte.
Envolvendo tudo, desde o hot-dog ao patrocínio
de algum evento de televisão, a indústria americana do esporte
já superou setores como seguro e está próxima de outros
como o papel de emprensa. Neste bolo, tudo quanto é tipo de esporte vem
atraindo cada vez mais interesse das firmas, que procuram um vínculo
saudável e não fazem economia para alcança-lo, e hoje já
são mais de 3.400 empresas que estão investindo no setor. Em 1982,
eram apenas 10.
Em sua forma original o marketing esportivo
não passava de contratação de um atleta para divulgação
de um produto. Hoje a preferência das empresas americanas vem recaindo
sobre os eventos de um modo geral, uma estratégia que oferece estabilidade
a longo prazo e ajuda a construir uma imagem forte. O esporte vem sendo usado
para lançar novos produtos, para aumentar a empatia do consumidor em
relação a uma empresa, até mesmo para minar a liderança
regional de uma marca. No princípio os objetivos eram apenas institucionais.
À medida que os resultados da estratégia foram aparecendo através
do fortalecimento da imagem da empresa, novos caminhos vêm sendo descobertos.
Patrocínio de transmissão de grandes eventos esportivos pela televisão,
onde as negociações são feitas sem qualquer preconceito,
onde uma dobradinha eficiente é feita de modo a que os anunciantes investem
em merchandising que assegura a exposição de seu logotipo durante
a transmissão do evento. Automobilismo, futebol, golfe, tênis.
voley de praia e bola ao cesto têm sido muito utilizados. Todavia deve
ficar patente que o marketing esportivo não faz milagres e tem
limites. Algumas modalidades são tão utilizadas que cedo atingem
a saturação, o que deixa de ser um negócio dourado. No
Brasil várias empresas aderiram e têm obtido retorno no marketing
esportivo, com bons reflexos no desempenho dos atletas, como ficou evidenciado
nas Olimpíadas de Seul, de Barcelona, no Campeonato Mundial de Futebol
e Campeonatos locais e nos Torneios de Voleibol, no Volei de Praia e no Automobilismo.
Calcula-se que, no Brasil, esse tipo de estratégia absorve no máximo
3% das verbas publicitárias. O grosso dos investimentos vai para o patrocínio
de eventos.