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Mesmo contando com a maior delegação que já enviou aos
Jogos Olímpicos de Inverno, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro)
não espera conquistar medalhas nos Jogos de Salt Lake City, nos EUA,
que começam no próximo dia 8.
"Nós estamos muito bem dentro das nossas possibilidades, mas acho
que é prematuro falar em medalhas", disse Carlos Arthur Nuzman,
presidente do COB.
A delegação brasileira terá 11 atletas -seis no bobsled,
sendo que dois deles serão reservas, dois no cross country, um no luge
e um no ski alpino-, mas ainda há a possibilidade de mais um se qualificar
para o luge (o classificatório só vai acontecer no dia 27).
O recorde anterior era nos Jogos de Albertville, no Canadá, em 1992,
quando o país enviou sete atletas. Tanto em Lillehammer-94 como em Nagano-98,
o Brasil teve apenas um representante.
"Teremos representantes em quatro das sete modalidades em Salt Lake City,
o que é um fato inédito para o Brasil", disse Nuzman.
Segundo o dirigente, o COB deve gastar cerca de R$ 360 mil com os Jogos entre
despesas com viagens, equipamentos e verbas para as associações
de Bobsled, Skeleton e Luge e de Ski e Snowboard.
"Tudo o que conseguimos foi por causa da aprovação da Lei
Piva", afirmou Nuzman, em referência à lei que destina recursos
das loterias ao esporte olímpico.
Ontem, durante a apresentação dos uniformes que os brasileiros
usarão nos EUA, o COB anunciou que a porta-bandeira da delegação
será a paulista Mirella Arnhold, que participará do ski alpino,
primeira brasileira a garantir vaga nos Jogos de Inverno.
Maior delegação da história vai aos EUA com o apoio do COB
Em São Paulo, Nuzman detalha o investimento e dá "bronca" em Eric Maleson, do bobsled
Aequipe do bobsled, última a deixar o Brasil, segue sábado para a Itália, onde fará a preparação final para a Olimpíada de Inverno de Salt Lake City, de 8 a 24 de fevereiro. Sem neve e tradição em esportes de inverno, o País terá nos Estados Unidos a maior delegação da história, com 11 atletas, no cross country, luge, ski alpino e bobsled. Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), afirmou que a entidade pagou a preparação e a ida da delegação aos Jogos. Com direito a "bronca" pública em Eric Maleson, do bobsled, que não citou o apoio recebido.
Ao lado do ministro dos Esportes, Carlos Melles, na Couro Modas, antes do desfile em que a Olympikus mostrou as roupas criadas para a delegação usar nos Jogos (60 peças para cada atleta), Nuzman detalhou o apoio. Segundo o dirigente, as Associações de Ski e Snowboard e de Bosled e Luge receberam US$ 35 mil da 'solidariedade olímpica', do Comitê Olímpico Internacional. O COB investiu outros R$ 180 mil na preparação e usará mais R$ 100 mil na 'operação Salt Lake City'.
A bandeira nacional será hasteada na Vila Olímpica no dia 6. Mirella Arnhold, do ski, única atleta na delegação, será a porta-bandeira no desfile de abertura.
Potência? - Segundo o ministro Melles, que se desencompatibiliza do cargo
em março para concorrer às eleições para deputado
federal por Minas Gerais, o "Brasil deixou a monocultura do futebol e será
uma potência olímpica em 10 ou 12 anos". Melles deixará
o cargo, mas acha que a política esportiva "está garantida
no orçamento". Anunciou medida provisória que isentará
de impostos a exportação de material esportivo.