| ÁGUA
VIVA Daniella Ribeiro de Sousa
Feiticeira
assustada Os seus poderes inquietam Espetam sem revelar a resposta Descarreguei
meus brinquedos Para te sentir Do jorrar sensível das inverdades
cortantes Às explosões exatas Fui
abraçando as dores Com a energia dos corpos as domei E você
apertou as brasas Ferindo sua arma perfeita Com
marcas nos pensamentos Escorremos entre virgulas E a percepção
dos inquietos se assusta Com os próprios poderes Até
quando dissecados e inatingíveis? Áspero, desesperançado
e remido, O amor arranha e exige E suas farpas ficam Na hora que a memória
não falha: Morrerá no não-entender do ponto final. |