Texto da carta de 13 de março de 2001 do Presidente dos Estados Unidos da América

Senadores Hagel, Helms, Craig e Roberts,

Obrigado por sua carta de 6 de março de 2001, pedindo as visões da Administração sobre a mudança global do clima, com relação, em particular, ao Protocolo de Kyoto e aos esforços para regular as emissões de gás carbônico com base no Ato de Ar Limpo. Minha Administração leva muito a sério o assunto da mudança global do clima.

Como os senhores sabem, eu sou contra o Protocolo de Kyoto porque isenta de complacência 80 por cento do mundo, inclusive os principais centros populacionais como a China e a Índia, e causaria dano sério para a economia norte-americana. O voto do Senado, 95-0, mostra que há um claro consenso de que o Protocolo de Kyoto é um meio injusto e ineficaz de tratamento às preocupações com a mudança global do clima.

Como os senhores também sabem, eu apóio uma política de energia nacional compreensiva e equilibrada, que leve em conta a importância de melhorar a qualidade de ar. Juntamente com este equilíbrio, pretendo trabalhar com o Congresso em uma estratégia multipoluente para exigir que as usinas de eletricidade reduzam suas emissões de dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e mercúrio. Qualquer estratégia como tal incluiria um planejamento em fases das reduções durante um período razoável de tempo, provendo reformadora certeza e oferecendo para incentivos baseados no mercado para ajudar a indústria a conhecer os objetivos. Eu não acredito, porém, que o governo deveria impor às usinas reduções de emissões de gás carbônico, que não é um “poluente”, segundo o Ato de Ar Limpo.

O recentemente lançado Relatório do Departamento de Energia, “Análise de Estratégias para Reduzir Emissões Múltiplas de Usinas Elétricas”, concluiu que incluir cortes nas emissões de gás carbônico como parte de uma estratégia de emissões múltipla conduziria a uma ainda maior troca dramática de carvão para gás natural para geração de energia elétrica e preços de eletricidade significativamente mais altos comparados a cenários nos quais só o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio estavam reduzidos.

Esta é informação nova e importante que garante uma reavaliação, especialmente em um tempo em que cada vez mais os preços de energia sobem e a escassez de energia torna-se mais séria. O carvão gera mais da metade da eletricidade dos Estados Unidos da América. Em um tempo em que a Califórnia já sofreu várias vezes a falta de energia e em que outros estados do oeste norte-americano estão preocupados com o preço e a disponibilidade de energia neste verão, devemos ter muito cuidado para não tomar ações que poderiam causar prejuízo aos consumidores. Isto é especialmente verdade, dado o estado incompleto de conhecimento científico das causas de e das soluções para a mudança global do clima e a falta de tecnologias comercialmente disponíveis para remover e armazenar gás carbônico.

Perseverantes com estas preocupações, continuaremos examinando completamente os assuntos de mudança global do clima - inclusive a ciência, as tecnologias, os sistemas baseados no mercado e as opções inovadoras para que não sejam emitidas concentrações de gases de estufa para a atmosfera. Eu sou muito otimista: com o enfoque devido e trabalhando com nossos amigos e aliados, poderemos desenvolver tecnologias, incentivos de mercado e outros modos criativos de evitar a mudança global do clima.

Espero trabalhar com os senhores e com outros para fazer a nossa parte com relação aos assuntos de mudança global do clima no contexto de uma política nacional de energia que proteja nosso ambiente, nossos consumidores e nossa economia.

Sinceramente,

George W. Bush

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