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Fumaça de termelétricas mata 5.900 por ano nos
EUA, diz estudo
A poluição atmosférica gerada por usinas termelétricas de oito conglomerados energéticos durante a administração Clinton (todos na mira de processos judiciais) causou a morte de cerca de 5.900 pessoas por ano, afirmou hoje o cientista Eric Schaeffer, um ex-dirigente da EPA, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA.
A fumaça proveniente da queima de carvão durante um ano nas usinas é também a causa de cerca de 140 mil ataques de asma e 14 mil casos de bronquite aguda, indica uma pesquisa divulgado por um grupo de estudos liderado por Schaeffer.
No mês passado, Shaeffer se demitiu de um escritório de fiscalização da EPA em protesto contra o que ele chamou de uma iniciativa do governo Bush para afrouxar as leis de controle da poluição.
A entidade corporativa do setor, o Conselho Coordenador de Confiabilidade Elétrica, criticou o estudo de Schaeffer, afirmando que é errado ligar mortes diretamente à poluição ambiental, ignorando outros fatores.
O relatório do cientista é centrado nas usinas acusadas de violar o regulamento da EPA que controla a abertura de novas fontes de emissão de poluentes. O regulamento dispõe sobre quanto uma usina pode aumentar sua capacidade de produção sem ser obrigada a investir em equipamentos para controlar a poluição.
O governo Bush quer rever as regras, e empresas que negociavam o valor de indenizações paralisaram os diálogos na esperança de serem anistiadas.
Schaeffer e outros críticos afirmam que Bush falhou ao subestimar a consequência para a saúde pública de um afrouxamento das leis antipoluição. "Muitas crianças e famílias sofrem da miséria da asma, bronquite e até mesmo de morte precoce por causa da poluição vinda dessas oito
usinas", disse.
Folha de São Paulo - 17/04/2002 - 20h30
Reuters, em Washington