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CARACTERIZAÇÃO
Resinosa de 20 a 25m de altura, podendo chegar aos 40m. Copa piramidal nas árvores jovens, arredondada nos adultos. Tronco coberto por casca espessa, castanho-avermelhada e profundamente fendida. Folhas persistentes, em forma de agulhas agrupadas aos pares, com 10 a 25 cm de comprimento. Flores masculinas dispostas em inflorescências douradas, com forma de espiga, agrupadas lateralmente nos ramos; flores femininas dispostas em inflorescências terminais. Floração em Fevereiro e Março. As pinhas (8 a 22cm de comprimento por 5 a 8cm de largura), amadurecem no final do Verão do 2º ano e libertam sementes (peniscos), de 6 a 8 mm de comprimento.
LOCALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
Espécie naturalizada ou subespontânea. Pioneira excelente em solos degradados, prefere-os soltos e arenosos, não tolerando os calcáreos. Prefere zonas chuvosas, gosta de luz e resiste bem à seca e às geadas. Em Portugal existem abundantes povoamentos estremes no Norte e Centro, penetrando até Trás-os-Montes e Beiras, e na faixa litoral desde o Minho até à Península de Setúbal.
OBSERVAÇÕES
Produz a resina, de que se extrai aguarrás e pez. Madeira utilizada na construção civil e embalagens. As suas fibras são de boa qualidade para pasta de papel. De crescimento rápido, é utilizada para retenção de areias. Casca de tronco rica em tanino, usada no curtimento de peles. Espécie de grande interesse económico. Proporciona uma produção considerável de madeira e permite a recuperação de solos pobres e erosionados. A sua presença no Nordeste Alentejano, além de garantir um valor comercial considerável, contribui para que as espécies autóctones se restabeleçam nas zonas que outrora ocupavam. Exige-se, hoje, uma gestão mais cuidada do pinhal a fim de garantir um melhor rendimento de exploração. A instalação de povoamentos, a qualidade da madeira e a facilidade de extracção são aspectos fundamentais que podem ser melhorados.
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