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A Mulher de Meia Idade
Celso Antonio Dembiski
Como todo fruto a seu tempo,
na plenitude do amadurecimento,
é o objeto de desejo dos homens,
que nesta fase da vida buscam o prazer,
a companhia da mulher de meia idade,
que esta no auge de sua forma e beleza,
mostra-se numa riqueza tão intensa,
como o espírito em perfeita sintonia,
o corpo em ebulição feito magia,
sem a precipitação de se auto promover,
um corpo que não é mais jovem,
na fogosa idade que é irreversível,
conserva as atitudes de uma adolescente,
num processo de envelhecimento,
onde as rugas aparecem levemente,
os olhos brilham com maior intensidade,
a depuração vai automaticamente acontecendo,
porque a idade já não lhe pesa,
mas ao seu corpo se interage e se integra,
no aprendizado do seu dia a dia,
também ensina com toda a sua sabedoria,
já na idade de que cuidou do que plantou,
recebe os louvores dos seus frutos,
magia do tempo que a ela se mostra,
fazendo-a vibrar com sua alegria,
revigora na intensidade do seu prazer,
tornando-se mais criteriosa a cada ação,
buscando aperfeiçoamento pessoal e intelectual,
mesmo não tendo estudo algum,
só através do conhecimento que o tempo lhe deu,
o corpo desabrochando como uma rosa no jardim,
encantando com sua beleza e formosura,
os homens se deleitam em poder olhar,
onde todos querem tocar,
como se fosse algo de seda ou o veludo,
que os dedos tocam e deslizam suavemente,
sentir o perfume adocicado exalar,
em uma busca criteriosa e seletiva,
do fruto que amadurece para a vida,
onde muitos ficam a espera desta floração,
e esquecem que precisam compartilhar,
regando com muito amor e carinho,
só assim poderão colher um dos melhores frutos,
do qual irão desfrutar os melhores momentos,
e jamais terão algum arrependimento,
na consistência do cuidado deste fruto,
e arraigando deste amor verdadeiro,
não para o gozo se tornar prematuro,
mas intensificar nesta mulher de meia idade,
toda a essência do seu viver pessoal,
na busca e da entrega do seu corpo,
como a alquimia do seu próprio ser.
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