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Furtivos Encontros
Celso Ant. Dembiski
25/08/2005
Nos
furtivos encontros tudo acontece, o ontem
e o amanhã não existem, o tempo é o
presente momento, os minutos roubados do
acaso, frutíferos provenientes do amor,
sem qualquer sentimento de culpa, a chama
que alimenta o prazer, os lábios umedecem
facilmente, logo que os desejos aumentam,
a garganta torna-se seca, deixando a boca
embargada, como se ela tivesse ficado
calada, tanta é a fome dos desejos,
sem qualquer pecado dos amantes, se
entregam de forma extasiante, da mesma
maneira que o poeta, quando interpreta
seus belos sonhos, e para o papel tudo
transpassa, os amantes na cama se
entregam, trocando beijos dos mais
variados, sem se importar com os
caminhos, o que não transgride o
respeito, dentro de quatro paredes tudo é
valido, são os mistérios do desconhecido,
que aos poucos serão entendidos, na
sensualidade tão provocante, o desfrutar
do intenso prazer, nas caricias dos
toques perfeitos, a mágica do
deslumbramento, desnuda a loucura da
razão, embriaga os sentimentos da emoção,
corpos sendo totalmente envolvidos, num
simples sussurro mais ousado, o libido
transborda crescente, na sinfonia tão
eloqüente, da entrega destes corpos
suados, exalando o aroma da paixão,
espalhando pelo quarto inteiro, rolando
da cama ao chão, amassando o lençol de
cetim, homem e mulher se amam, sem se
importar com o tempo, a comemoração deste
momento, só a eles dizem respeito, os
amantes da ocasião, que compartilham seus
corpos, embriagados em pura paixão,
sendo eles casados ou não.
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