

Na infidelidade submissa,
seus traços de moça bonita,
inquieta-me o coração,
deixa meus nervos em explosão,
faz-me atinar em atenção,
sua servidão de escrava,
não é fácil não a sua existência,
muito difícil à vida e trabalhosa,
era mister que, de alma esperançosa,
lutemos com a fé da verdade,
sua submissão me faz vida.
Com teu jeito simples de ser,
bondosa no seu bem querer,
vendo-me, ás vezes cheio de impaciência,
quanto te enchias de benevolência,
dando-me a tua ajuda valiosa,
sua submissão fiel e vaidosa,
refutava-me na minha insignificância,
você me encorajava a lutar,
nas suas premissas sempre me alertando,
dos sonhos por antecipação,
que a vida é real e não uma ilusão.
Eras a minha colaboradora,
aquela em quem podia confiar,
fosse na boa ou em má hora,
você me fazia vibrar,
sentir em meu pulsar a sua emoção,
bendizer a virtudes do coração,
não creio na submissão infiel,
você é o alento do meu viver,
tudo de que de mim dependia,
era você quem tudo fazia.
Hoje, inseguro estou triste e inquieto,
sem o amparo que,
em ti pude encontrar,
sem a sua presença,
o teu afeto,
aflijo-me na inquietude do meu coração,
as batidas e minhas pulsações,
faz-me levar que sua submissão infiel,
é apenas um meio de mim,
você poder fugir,
e não aceitar o amor que está a porvir.


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