Detetive Elenice Matos - História real de uma profissional


No escritório compareceu uma senhora e expôs o seguinte:

“Na mesma empresa trabalham o meu marido e o meu filho. Certo dia, meu filho estava no nono andar, quando viu pela janela o pai beijando uma subordinada dele na calçada. Desesperado, ele desceu correndo escada abaixo e aprontou o maior barraco. Ligou-me imediatamente. Saltei num táxi e corri pra lá. Ao chegar na empresa a moça já havia sido demitida e a encrenca ainda ficou mais grossa. Já se passaram seis meses, tenho a plena certeza de que meu marido nunca mais a viu depois do incidente. É certo que me traiu. Já reconheceu e me pediu perdão. Também já me repetiu 500 vezes, já jurou que nunca mais teve contato com ela, que nem sabe por onde ela anda. E não tenho mais dúvida. No entanto, não tenho paz e nunca terei se eu não ver uma fotografia dessa vagabunda”.

No dia inicial do contrato, um sábado, a detetive Elenice compareceu na empresa. O objetivo era encontrar alguém que fornecesse o endereço dela ou pelo menos um telefone, para poder localizá-la e fotografá-la. Pelo lado de fora, abordou um funcionário, procurando pela moça que se chamava Fernanda, mas era conhecida como Nanda. O homem lhe respondeu que ali trabalhavam muitas mulheres, que o melhor seria retornar na segunda-feira e se informar diretamente na recepção.

Depois de mais algumas tentativas, a detetive resolveu adiar o serviço, recomeçando na segunda-feira.
A Contratante, senhora Amanda, que por coincidência rimavam-se seus nomes, havia dito que vasculhara de todas as formas com a ajuda do filho, mas que parecia haver queimado a ficha dela, pois ninguém passava qualquer informação. Não havendo outra forma, a detetive adentrou-se na empresa, indo direto à recepção.
Com uma estória na ponta da língua, capaz de convencer a gregos e troianos, prendeu a atenção da atendente que a acompanhou ao departamento de recursos humanos e até deu, espontaneamente, um “empurrãozinho”, apresentando a investigadora como uma colega dela também.”

A moça que a atendeu franziu a testa e lamentou: “Aqui não ficou vestígio dela”.
Para a detetive, alguma coisa estava errada. Tudo indicava que houvera uma queima de arquivo. Certamente o barraco aprontado pelo filho e pela mãe fora ainda maior do que descrevera a contratante.
Diante do ar decepcionado da agente, a moça levou o indicador direito à cabeça e exclamou: “Pera aí! Tem uma pessoa aqui que sabe onde ela tá trabalhando”. E saiu à procura daquela pessoa.
E que susto! Olha quem aparece minutos depois! Justamente o marido da contratante!
Fez umas dez perguntas e se deu por convencido.
Naquele momento, a investigadora criara uma estória, envolvida pelo interrogatório e diante da única possibilidade de atingir o objetivo. Além do mais, a verdade não era aquela que a cliente acreditava. O homem sabia onde a ex-amante trabalhava. Pelo menos isso era certo.
Finalmente, o homem pegou o telefone e ligou. A detetive enfiou a mão na bolsa, como se estivesse pegando um cigarro, e ligou a discretíssima câmera escondida. Pôs a bolsa em cima do balcão, com o micro foco na direção do repentino colaborador.
Do outro lado atendeu.
- É a Nam? E abriu-se ele num gostoso sorriso.
E continuou ainda, sem expor de imediato o assunto, naquele papo de amantes, cada um querendo saber “como tem passado e blá-blá-blá”. No entanto, uma coisa já havia ficado registrada: Havia intimidade!
Logo mais ele entrou no assunto: Tinha uma moça na sua frente que havia trazido uma prima dela do nordeste. E queria o endereço para levar-lhe a parente.
Pela expressão do homem, Nanda levara um grande susto. O esposo da contratante parava a todo momento para colher informação da agente, voltava a falar ao telefone, ficava perplexo, mas esforçava-se para convencer a Nanda de que havia mesmo uma prima do norte.
Finalmente, combinou que ele próprio a levaria, naquele mesmo dia. Sairiam da empresa às 17hs.

A detetive retornou ao escritório e orientou a uma das agentes auxiliares como deveria proceder. No horário combinado, lá estava a nordestina com mala e trouxas.
Enquanto conduzia a suposta prima da Nanda, o veículo dele era seguido. Diante da câmera disfarçada, desceram do carro e ele beijou demoradamente na boca a bonita moça que o aguardava na entrada da empresa onde atualmente trabalhava.
Quem agora primeiro se mostrou pasma, foi a suposta prima, a nordestina que acabara de chegar de carona, a qual exclamou: “Que confusão é essa? Ela não é a minha prima!”.

Ficaram os dois com os lábios úmidos sem entender nada, nada.

A suposta nordestina informou com eles onde tomaria um ônibus com destino à Vila Maria. Meio com má vontade, o homem apontou uma direção e mandou que ela seguisse aquele destino e que perguntasse de novo lá na frente. Ficaram os dois rindo, vendo a suposta prima de Nanda se arrastando com tanta bagagem.
Dando seqüência ao trabalho, a detetive continuou o registro. Depois de lancharem num McDonald, o homem tomou o destino dele e a moça o dela, sendo discretamente acompanhada.

Ao chegar em casa atrasado, o esposo justificou-se. Perdera um tempão no final daquele dia, resolvendo o problema de uma entrega não realizada, com alegação de número inexistente, e chamou de irresponsável o motorista.


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CUIDADO: Ao contratar um detetive, fique atenta(o)para não cair nas mãos de estelionatários. Muitos dos que figuram na mídia, nunca foram detetives. Entraram no ramo para aproveitar de pessoas aflitas. Cometem o crime de estelionato e chantagens. E o pior, acabam impunes, pois o cliente precisa manter o sigilo do seu problema.

A detetive Elenice Matos é a esposa do detetive Maurício Barbosa, o homem que também é conhecido como detetive fumaça. Num site acima relacionado, você poderá conhecer a história de um grande trabalho que lhe deu esse apelido.

Mauricio Barbosa e Elenice Matos, são determinados como um terrível predador e discretos como um levíssimo beija-flor. É o Casal Perfeito para a sua delicada investigação.
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