Mauricio Barbosa - o Detetive Fumaça
Uma próspera empresa entrou de repente em decadência. Tinha 1240 empregados. Ocorreram vários cortes. Sobraram 895, prestes também a ficarem desempregados.
  Para desvendar o mistério da quebradeira, foi contratado o serviço do Detetive (Maurício Barbosa). A secretária que fizera o contato inicial só informou havê-lo encontrado num site e que gostaria da presença dele na empresa para falar diretamente com a diretoria.

  Enquanto o diretor principal, numa ampla sala, relatava os fatos, o detetive ia absorvendo um pressentimento jamais experimentado em situação semelhante. Naquele momento, não podia ter certeza da veracidade da sua súbita desconfiança.
Já devidamente contratado, deixou o trabalho rolar pela contramão. Não fazia sentido seguir outro caminho, senão a sua própria intuição.
  No décimo dia, o diretor cobrou o resultado. Foi-lhe apresentado um relatório negativo, onde nada havia sido descoberto. O trabalho foi dado por finalizado pelo diretor contratante.

  45 dias depois, o Detetive solicitou sigilosamente um encontro com o cunhado do contratante, que também fazia parte daquela diretoria.
O relatório verdadeiro, agora já completadas as diligências, foi-lhe entregue, acompanhado de provas incontestáveis.

Os fatos:

  O principal diretor, que tomara a iniciativa de contratar a investigação, era o responsável pela quebra da empresa. Curiosa foi a sua iniciativa. Estava tão certo da segurança do seu plano que duvidava haver outras inteligências.
  Movido pelo egoísmo, aquele diretor havia planejado a ruína da própria empresa. Levaria também à falência o sogro e o cunhado, que tinham com ele sociedade. Aliás, o ato de contratar um detetive era a sua falsa demonstração de preocupação e o último dissimulado esforço para conter a falência da empresa.

  Havia 4 anos que se estabilizara com a atual amante. Período também que, devido às desconfianças da esposa, o casamento passara a decair. Com a sua amante, planejara a instalação de uma nova empresa, e começou a sugar a indústria dele e da família da sua mulher.
  Fatos comuns nos dias de hoje começaram a acontecer com uma estranha freqüência: Primeiro um comboio de caminhões com máquinas modernas, que renovaria a fábrica, fora roubado. Em seguida, caminhões de matérias primas numa seqüência que parecia não ter fim. Vírus invadiam os computadores, levando a tal bagunça a contabilidade que ninguém conseguia mais saber exatamente para aonde estava indo o capital de giro. Em seguida vieram as quedas das vendas. E por mais que empenhava e por mais que competia, as vendas nunca mais voltaram a ser como antes.

  Em nome da amante, nova fábrica havia sido instalada. Televenda funcionava 10 horas por dia. Tinha o cadastro de todos os clientes, captado ao longo de dezenas de anos de trabalho contínuo da empresa decadente. O esforço da outra para formar novos bancos de dados de nada valia. Antes de ser posto em prática, a nova empresa já estava em ação.

  Tinha todo o controle do mundo. Sabia, em tempo real, qual era o preço praticado, a promoção do dia, o novo modelo industrializado, a proposta na bolsa... E assim por diante. Sugava, controlava, prendia e piava a empresa espionada, pois no seu comando estava o inimigo disfarçado.

  O diretor contratante queria mesmo a falência daquela empresa. Mas planejou uma morte lenta e agonizante. Era, para todos os efeitos, vítima assim como os demais. Finalmente, separaria da esposa, falido, quebrado e cheio de dívidas. Finalmente, daria o golpe do baú: nada deixaria para a ex-mulher e para os filhos. Passaria a viver uma nova vida com a mulher que até então mantinha às escondidas e com uma nova e próspera empresa.

  O resultado do trabalho do Detetive garantiu a reconstituição daquela empresa. Os 895 empregados foram mantidos.
  Mas outra descoberta constava no relatório. O mesmo que espionava e arruinava a própria indústria a favor da nova empresa em nome da amante, tinha os seus dias de felicidades contados. Sua amante aguardava ansiosa a finalização do projeto criminoso para meter-lhe o pé na bunda, pois não mais era ele o dono do seu coração. Ela já vivia um caloroso romance com outro homem e com ele planejava a vida “eterna”.
  As imagens da moça nos braços do outro, as provas das intenções dela e outros documentos foram entregues ao cunhado diretor.
  O malandro fora encostado feio contra a parede, e além de levar na cara o teor da sua malandragem e o peso da justiça, ainda teve de suportar o vexame dos chifres.

  Na euforia, os comentários rolaram soltos.

Apelidaram-no de “Detetive Fumaça”. O apelido fumaça viera da pergunta: Como pudera monitorar o próprio contratante, que era homem vivo e tão esperto que enganou a todos durante quatro anos?

  A propaganda de boca em boca se espalhou. Dois anos já se passaram. Hoje, tanta gente liga, procurando pelo detetive fumaça. Muitas destas pessoas não sabem a íntegra da história, pois há um exagero absurdo em histórias passadas de boca em boca,  e perguntam: Por quê, por quê, por quê detetive fumaça?

Nota: Este trabalho foi realizado principalmente por Maurício Barbosa e Elenice Matos. No entanto, em alguns dias houvera a atuação de toda a equipe da Agência Apoio.
Meses depois a recompensa veio em abundância: o prêmio recebido superou 6 meses da receita bruta da agência.

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Enquanto Maurício Barbosa é também conhecido como Detetive fumaça, Ele e a esposa Elenice Matos formam o Casal Perfeito para a sua delicada investigação.

Ao contratar um detetive, tome cuidado! O mercado está infestado de maus elementos que dissimulados em profissionais cometem o crime de estelionato e chatagem.

O Casal Maurício Barbosa e Elenice Matos dirigem a Agência Apoio de Investigação desde 1992. Para a sua segurança, o nosso atendimento é em prédio próprio. O cliente nos encontra a qualquer momento, antes, durante e depois do serviço realizado. Escritório e residência é no mesmo imóvel.

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