O ESTUDO DOS NOMES

Por: jaime nunes mendes

Nome é a palavra com que se designa qualquer pessoa, animal ou coisa. O estudo do nome próprio divide-se - basicamente - em  quatro partes: Antroponímia, que trata dos nomes das pessoas (João, Maria, Pedro, Joana etc.); Toponímia, que estuda os nomes dos lugares (países, cidades, sítios, montes, rios, vales etc.) e Panteonímia, que abrange, com exceção de pessoas e lugares, todos os outros nomes próprios (astros, animais, seres mitológicos etc.). Este é, portanto, um Dicionário de Antroponímia, ou seja, do nome próprio de pessoa.
Em se tratando do estudo dos nomes, não há documento que tenha a relevância das Escrituras Sagradas. Diz a Bíblia que tão logo Deus criara o homem, deu-lhe autoridade para nomear todos os seres viventes: “Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo” (Gn. 2:19, 20). Foi o próprio homem quem também deu nome à mulher: “E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes” (Gn 3:20). O nome EVA origina-se de uma raiz hebraica (haiah), que significa vida ou viver. Isto é uma nítida demonstração de que para os povos primitivos, o nome, muito mais do que um simples designativo da pessoa, indicava a própria essência dela. O nome do primeiro homem (ADÃO), por exemplo, remete ao próprio material do qual ele foi formado (Adamah), que significa terra: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn. 2:7).

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