O NOME E A BÍBLIA
Por: jaime nunes mendes

Na Bíblia, o nome, que também denota reputação ou fama, está sempre associado ao caráter da pessoa: “Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas” (Pv. 22:1). Uma pessoa influente necessariamente tinha um bom nome: “E, saindo os príncipes dos filisteus à campanha, sucedia que Davi se conduzia com mais êxito do que todos os servos de Saul; portanto o seu nome era muito estimado” (1 Sm. 18:30).  Em  se  tratando  da  associação do nome à personalidade, este fato se aplica com muito mais ênfase ao nome santo de Deus, o qual é a própria descrição de seu caráter. Usar o seu nome em vão, significa desonrá-lo pessoalmente: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em  vão;  porque  o  Senhor  não terá por inocente o que tomar o seu  nome  em  vão”  (Êx. 20:7). Jurar  pelo  seu  nome  equivale  jurar  pelo  próprio  Deus: “Nem  jurareis  falso  pelo  meu    nome,   pois   profanarás  o  nome   do   teu   Deus.  Eu  sou  o  Senhor”  (Lv.  19: 12).
No tempo da Lei, blasfemar contra o nome santo de Deus era assinar a própria sentença de morte: “E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do Senhor, será morto” (Lv. 24:16). Quem clama pelo nome de Deus, a Ele mesmo clama: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr. 7:14). Louvar o nome de Deus significa louvá-lo na sua própria grandeza: “Eu louvarei ao Senhor segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor altíssimo” (Sl. 7:17). O mesmo se dá em relação ao nome do filho de Deus, Jesus, que também designa a prória essência de sua personalidade: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt. 18:20). O seu nome é tão poderoso que até os demônios a ele se sujeitam: “E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lc. 10:17). Diz a Bíblia, que o fato de alguém não crê no nome de Jesus, será motivo para a condenação eterna: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo. 3:18). O próprio Cristo declarou que, se pedíssemos alguma coisa em seu nome, ele o faria: “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo. 14:14). A salvação também só existe no nome de Jesus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. / “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At.2:21; 4:12).
No antigo Egito, o nome era de importância vital para o indivíduo. Acreditava-se que ele tinha uma espécie de poder mágico capaz de decidir o próprio destino da pessoa. Para os hindus, o nome designa a natureza real de um ser e o conhecimento de uma realidade transcendental. Na China, crê-se que o nome é extremamente essencial para a manutenção da ordem no Universo. Na religião islâmica, o nome, especificamente o Grande Nome (referência a Alah), é concebido como tendo um grande poder transformador. No judaísmo, o nome de Deus (o tetragrama IHVH) é de tal forma reverenciado que nenhum judeu praticante deve pronunciá-lo. Entre os celtas, qualquer nome era grandemente valorizado. Somente o druida (sacerdote) é quem poderia escolher o nome de uma pessoa ou de um lugar. Para os povos indígenas, o nome expressava o caráter e os atributos de seu possuidor. Entre os semitas, de um modo geral, o nome era algo que exprimia a própria pessoa: “Meu senhor, agora não faça este homem vil, a saber, Nabal, impressão no seu coração, porque tal é ele qual é o seu nome. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele, e eu, tua serva, não vi os moços de meu senhor, que enviaste” (1 Sm. 25:25). Em hebraico, NABAL significa néscio, insensato, tolo.




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