| OS NOMES E A GRAMÁTICA Por: jaime nunes mendes É preciso seguir as regras gramaticais em nomes próprios? Os nomes próprios, como qualquer outra palavra do idioma, seguem - obrigatoriamente - as mesmas regras gramaticais. O nome César, por exemplo, de acordo com as normas ortográficas, sempre será escrito como uma palavra paroxítona, ou seja, aquela cuja sílaba tônica é a penúltima. Ainda segundo a regra, este mesmo nome sempre será escrito com s (César), e nunca com z (“Cézar”). Veja alguns outros exemplos de nomes próprios na sua forma correta: Antônio, Elisa, Heitor, Isidoro, Juçara, Lisa, Luís, Luzia, Marisa, Míriam, Natacha, Rosângela, Teresa etc. Nome próprio de pessoa admite plural? Os nomes próprios, da mesma forma que os comuns, estão sujeitos à flexão de plural. Exemplos: os Abraões, os Adonias, os Arões, os Estevãos, os Joões, os Josés, os Paulos, os Sebastiões, as Esteres, as Isabéis, as Raquéis etc. O mesmo acontece com os sobrenomes: os Almeidas, os Andradas, os Macedos, os Silvas. Caso o nome e sobrenome terminem com s ou z, permanecerão invariáveis. Exemplos: os Ferraz, os Mendes, os Nunes, os Rodrigues etc. É correto formar diminutivos e aumentativos de nomes próprios? De acordo com a gramática, é perfeitamente possível a formação de diminutivos e aumentativos de qualquer nome próprio. Por exemplo: de Pedro: Pedrinho e Pedrão; de José: Zezinho e Zezão; de Francisco: Chiquinho e Chicão; de Manuel: Manuelzinho e Manuelão; de Luís: Luisinho e Luisão etc. Por que São Paulo e não Santo Paulo? São (forma suprimida de Santo) é usada antes de nomes que se iniciam com consoantes. Exemplos: São João, São Lucas, São Marcos, São Mateus, São Paulo. Segundo a regra, a forma santo deve ser usada apenas diante de prenomes que se iniciam com vogais. Exemplos: Santo André, Santo Estevão, Santo Inácio. Para o feminino, use sempre Santa. Exemplos: Santa Bárbara D’ Oeste, Santa Helena de Goiás, Santa Luzia do Norte etc. É necessário usar crase antes de nomes de pessoas? Depende. Se e pessoa a quem nos referimos fizer parte do nosso círculo de amizade, a crase será necessária. Exemplo: Refiro-me à Maria, e não à Marta. Agora, quando se tratar de pessoas célebres, com as quais não mantemos nenhum vínculo afetivo, nesse caso a crase será desnecessária. Exemplo: Refiro-me a Maria Quitéria. Nomes próprios permitem variações? O ideal é que os nomes próprios sejam escritos segundo as normas ortográficas vigentes em nossa língua. Por exemplo: Vítor (e não: Vitor, Victor, Vittor, Vyctor, Withor, Witor), Felipe ou Filipe (e não: Feliphe, Felipi, Felippe, Felipy, Fellipe, Fellype, Fillipe, Fhelipe, Fhelippe, Fillypy, Phelipe, Philipe, Phillipe, Phelipy), Tiago (e não: Thiago, Thyago), Davi (e não: David, Davy, Davyd, Deivid, Deivide, Devid), Júlia (e não: Giullia, Jullia, Jullya, Julya, Jhulia etc), Vitória (e não: Victória, Vitorya, Vittória etc.), Isabela (e não: Izabela, Izabella, Isabella), Caio (e não: Cayo, Kaio, Kayo, Khayo), Ana (e não: Anna), Maria (e não: Mariah) etc. ...VOLTAR |
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