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História:
A idéia da criação de
caixas econômicas no Brasil data de
1830, quando surgiram essas organizações
nos Estados da Bahia, Pernambuco,
Alagoas, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Destas, apenas a de Ouro Preto, no
Estado de Minas Gerais, conseguiu
sobreviver por mais tempo. Vários
fatores negativos concorreram para o
aludido desaparecimento. Sua estrutura
primitiva, a crise financeira de época e
a tendência à criação de institutos que
satisfizessem aos reclamos de grande
parte da coletividade e não apenas a uma
parte mínima, foram os argumentos mais
proclamados para a concorrência do fato.
Mesmo assim, esse primeiro fracasso não
frustrou as autoridades daquele século,
no que tange ao setor.
Em 22 de agosto
de 1860 a Lei dos Entraves deu início à
criação da
Caixa. No dia 12 de Janeiro de 1861
Dom Pedro II assinou o decreto 2.723 que
aprovava a criação de uma Caixa
Econômica e um Monte de Socorro na
Corte, cuja finalidade era de conceder
empréstimos e de estimular o hábito de
poupar entre a população até então tida
como imprevidente, recebendo pequenas
poupanças das classes menos abastadas,
incluindo os escravos, que podiam
economizar para suas cartas de alforria,
pagando juros de 6% a.a., garantindo o
governo imperial a restituição dos
depósitos a ela confiados.
Às 9h da
manhã de uma segunda-feira, 4 de
novembro de 1861, 10 meses depois da
assinatura do decreto por D. Pedro II, a
Instituição começou oficialmente suas
operações no Rio de Janeiro. Na época o
Brasil já tinha quase 10 milhões de
habitantes e a população do Rio de
Janeiro já chegava a 250 mil moradores.
Fonte: Administradores.com.br
Revista dos Empregados da Caixa, ano 2,
n.7, p. 15-19, jan/fev. 2006.
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