A notícia de que a Eduarda tinha a SD veio logo que ela nasceu. Foi um susto que logo foi superado pela paixão que, imediatamente, todos começamos a sentir por ela. A pior notícia viria depois de 30 dias quando a cardiologista Dra. Mirian Coeli nos pediu um ecocardiograma, para confirmar a quase certeza de que ela não teria problemas cardíacos, já que os exames mais superficiais não acusaram nada. Para a surpresa de todos, ela tinha uma cardiopatia grave, que os especialistas chamavam de CIA, CIV e válvula única. Falando no popular, o coração dela era aberto por dentro, os compartimento se comunicavam, misturando assim sangue oxigenado com o não oxigenado, o que acarretaria uma série de problemas no seu desenvilvimento com o passar do tempo, e as válvulas deveriam ser duas. Mas, no meio deste desespero, a boa notíca era que o problema era passível de correção e a cirurgia devería acontecer tão logo a Eduarda ganhasse um pouco mais de peso. Ao completar 3 meses, entreguei minha filha a um anjo chamado Paulo, no bloco cirurgico do Biocor. O Paulo foi o responsável por mantê-la viva enquanto operada pelo Dr. Bayard Gontijo- outro que com certeza tem as mãos guiadas por Deus-. Era uma segunda-feira, 19 de janeiro. Na terça de manhã a Eduarda foi operada. A cirurgia foi um grande sucesso. Tudo dependia agora de sua recuperação que levaria uma média de 11 a 15 dias. Só que.......... Sete dias depois a minha filha recebia alta para ir para casa!!!!! E de lá pra cá, é só alegria. 60 dias depois ela já estava liberada de todos os medicamentos para o coração. Hoje minha filha leva uma vida absolutamente normal, cheia de alegria e saúde. |