VELTA, a nº 1

 VELTA NA PLAYBOY

 


Nem a conhecida revista masculina PLAYBOY  pôde fingir que Velta não existia. No nº 347, de junho de 2004, publicou matéria onde destaca a loira paraibana.





 


Abaixo, Velta em muitas poses.


   

   

   

   

    

   

   

   

   

  

  

     OUTROS         PERSONAGENS:

    

     

   


Emir Ribeiro, um verdadeiro mito entre os apreciadores de história em quadrinhos realistas, nasceu e vive até hoje em João Pessoa (PB). Casado, pai de dois filhos, escritor, pintor e desenhista, Emir tinha 14 anos de idade, em 1973, quando criou aquela que é considerada a maior super-heroína dos quadrinhos ADULTOS brasileiros, a deliciosa loira e exibicionista VELTA.

 Mas Velta não é, nem de longe, a única criação importante de Emir. Ele já teve suas HQs em centenas de publicações do Brasil e exterior, tanto em revistas, fanzines, jornais e livros. Também colaborou, com seus traços realistas, para grandes editoras de comics dos Estados Unidos. Séries suas que ficaram mundialmente famosas foram as de cartões retratando conhecidos personagens da TV e dos quadrinhos, chegando um deles a ser revendido no mercado paralelo por até R$ 500,00 reais uma única peça.

 Emir também criou personagens memoráveis como a vampira Michelle e o Homem de Preto, sendo que este último foi transportado para dois filmes em vídeo, em 1989 e 1993.

Velta é um caso bem à parte de todas as suas criações, por ter sido a que alcançou mais fãs, inclusive no exterior. E merece, portanto, mais considerações. Nesse jogo de perguntas e respostas, Emir fala dele e de sua mais famosa criação, para deleite de seus fãs e rancor desmedido dos que invejam sua consolidada posição na história das histórias em quadrinhos no Brasil e no mundo.



 


TIANINHA, a loura safada também passou pelas mãos de Emir Ribeiro. A revistinha SEXY TOTAL nº 68  (março de 2006) contou com  o lápis de Emir na HQ "Uma Tianinha vale mais que mil palavras" . Omar Viñole foi o arte-finalista, e Dark Marcus, roteirista.
 





NOVA, a ruiva robótica, outra das maiores criações de Emir, esteve na edição nº 6 de "O Cometa" (maio de 2006), editada por Samicler Gonçalves. Nova, Cometa, Raio negro e Escorpião lutaram contra uma terrível ameaça.

Entrevista com Emir Ribeiro

Fãs -  Como foi a criação de Velta? É verdade que ela nasceu para um público adulto ?
Emir Ribeiro – É verdade, sim. Velta nasceu em plano exercício da ditadura militar, onde havia uma censura intermitente contra quaisquer manifestações artísticas. Sua forma de protesto contra a censura já foi nascer sensual, irrequieta, e usando pouca roupa. Apesar de ter começado na linha super-heroística, já havia um diferencial na sua maneira de ser, se contrapondo às regrinhas do “Comics Code” estrangeiro (aqui batizado de “Código de Ética”). Portanto, seus roteiros abarcam a fantasia, a ficção, o drama, os casos policiais, mas nunca deixou e nem deixará de abordar temas mais adultos ou polêmicos. Afinal, se ela nasceu assim, e seu público a curte dessa forma, não há porque mudar agora. E eu respeito demais o público que tenho.
 
Fãs – Interessante como uma personagem Nordestina, sem mercadologia, sem propaganda incessante conseguiu se sobressair num mercado tão tirano para artistas Brasileiros? A que você atribui essa vitória?
Emir Ribeiro – Justamente pelo respeito que sempre dediquei ao público, fazendo o possível para contar boas histórias, caprichando nos desenhos, e principalmente mantendo as diretrizes primeiras das minhas criações. Com Velta é assim, e com as outras personagens, também. Sendo que Velta conseguiu mais público.


Fãs -  Ainda tem gente hoje insistindo que Velta é erótica ou pornográfica ? 
Emir Ribeiro – Sempre haverá gente que sequer leu suas histórias, mas mesmo assim emitem opiniões baseadas em superficialismo, em aparências, ou no “ouvir dizer”. É uma forma cômoda e até irresponsável de opinar. Para se comentar, seria preciso ler e pesquisar sobre o assunto, para evitar de se fazer uso de preconceito.

Fãs - Você gosta de histórias em quadrinhos eróticas?

Emir Ribeiro - Não sou leitor regular de quadrinhos eróticos. Compro pelo autor delas, como por exemplo Mozart Couto, Rodval Matias, Sebastião Seabra, Watson Portela, Eleuteri Serpieri, Milo Manara. Ou seja, compro pelo valor artístico e não pela parte sexual. Mas produzi HQs eróticas para algumas editoras paulistas entre 1986 e 1991. Acho que a maior parte dos quadrinistas brasileiros com trabalhos realistas já fez quadrinho erótico. Isso vale mesmo para os mais antigos, como o Eugênio Colonese, ainda que por vezes tenham feito eróticos só por questão de sobrevivência.

Fãs - Existe diferença entre quadrinho  erótico e sensual?  Isso é importante para você ?
Emir Ribeiro - Não é importante. E essas definições ou rótulos é puro academicismo desnecessário. No geral, não me atenho a esse tipo de detalhe na hora da produção. Tenho porém por opinião que o quadrinho erótico é aquele que mostra cenas de nudez e sexo explícito, e cujo objetivo principal é causar excitação sexual no leitor. O pornográfico tem também sexo explícito, mas acrescenta-se a isso uma linguagem chula e situações e cenas levadas no deboche e na vulgaridade. Quanto aos outros quadrinhos, mesmo entre eles existem diferenciações, como o de ficção científica, o policial, o de super-heróis, terror, enfim...

Fãs – Então, quais seriam as HQs eróticas?
Emir Ribeiro -  HQs onde os autores não se furtam a desenhar qualquer tipo de cena, sob qualquer ângulo, com relação a sexo e nudez.

Fãs - Então se uma história INCLUI situações eróticas, mesmo não sendo seu foco principal, não pode ser considerada uma HQ erótica?
Emir Ribeiro - Na minha opinião, não. Situações eróticas fazem parte da vida normal de todos e não podem ser ignoradas ou mascaradas a título de censura ou pudor. O que não concordo em fazer é levar tais situações no deboche e na vulgaridade. Trata-se apenas de não ignorar que existem.

Fãs - Como separar uma "categoria" da outra, dentro do universo das HQs?
Emir Ribeiro - Uma história com ingredientes sensuais é diferente da erótica, pois não trata unicamente de sexo. Naquelas, o sexo é um mero ingrediente em meio a centenas de outros.

Fãs -  Como você bem disse, ainda há quem insista em rotular as HQs. Se por acaso você fosse classifica as histórias de Velta, como o faria?
Emir Ribeiro – Como disse, nunca vi necessidade de classificar minhas HQs. Há sensualidade mas, a meu ver, nem podem ser consideradas exclusivamente sensuais, já que vários tópicos entram nas suas composições: ficção científica, casos policiais, mistério, suspense, romance, humor e diversos outros ingredientes. Não haveria, portanto, nenhuma definição pré-existente que pudesse se enquadrar nas HQs de Velta. Para mim, se o leitor ler e gostar, já será o suficiente.

 Fãs - Velta é uma mulher voluptuosa e absolutamente sexuada. Mas como ela é, de fato?
Emir Ribeiro - Apesar das mudanças que imprimi nela ao longo do tempo, Velta permanece essencialmente a mesma em termos de personalidade. Era uma garota comum chamada Kátia - muito reprimida por um pai retrógrado - que, ao ser mudada por uma experiência de um cientista extraterrestre, se torna uma enorme loura com poderes incomuns. Para escapar do jugo paterno, usa sua nova aparência para fazer quase tudo que era proibida de fazer. Seu pai nem imagina que Velta e Kátia são uma só pessoa.

Fãs -  Quais as principais características de Velta?
Emir Ribeiro -  Além de exibicionista, Velta adora aventura e ser admirada pelos outros. Porém, é apenas nesse campo que ela exerce sua liberdade, pois sempre age dentro dos limites: não usa drogas, não bebe, não fuma, continua virgem e ainda é uma dona de casa e estudante exemplar.


Fãs – Então Velta é, na verdade, meio conservadora?
Emir Ribeiro - Cada pessoa real tem suas próprias características. Na minha concepção, os quadrinhos devem espelhar boa parte da realidade, e porque não, passar alguma coisa de positiva para os leitores -- especialmente aos mais jovens (apesar de Velta ser direcionada para o PÚBLICO ADULTO). Portanto,  o aparente conservadorismo de Velta é mais de cunho racional. Por exemplo:  por que usar drogas, se todos sabem que só causam mal ao corpo e ainda financiam o crescimento do crime e da violência?

Fãs - E o severo pai da Velta ? O que ele representa na HQ?
Emir Ribeiro - O pai conservador é o contraponto e o freio de Velta. Novamente, utilizo-me de fatos que podem acontecer na realidade para criar uma trama com variados elementos, com vistas a dinamizar mais as histórias.

Fãs - Velta mantém a virgindade aos 33 anos?  Quando ela vai desistir da virgindade?
Emir Ribeiro - Tudo é possível nos quadrinhos. Mas, por enquanto, Velta não se julga preparada para dar esse passo na vida, e prefere esperar pelo momento certo.

Fãs -  O tão esperado álbum “Velta – Nova identidade” trará alguma novidade nesse sentido ?
Emir Ribeiro – Não. Haverá indícios sobre o que poderá acontecer no futuro, pois a personagem tomará algumas decisões para sua vida futura. Algumas mudanças já ocorrerão durante a HQ, mas as próximas alterações ficarão para as histórias posteriores.  Espero que os leitores gostem das novidades. Um abração para todos eles.


FANTASMAGORIAS - Uma antologia com contos escritos por R. F. Lucchetti e ilustrada por Emir Ribeiro, deverá ser publicada pela Opera Graphica em 2006, mas ainda sem data marcada para lançamento. Também foi  organizado pelo filho de R. F. Lucchetti, Marco Aurélio,  e reunirá os 13 contos de horror, fantasias e sonhos, escritos entre 1948 e 1957 e alguns publicados apenas em revistas.
"Estou procurando organizar o material de minha vida, já que tenho muita coisa inédita sem lugar para publicar", disse R. F. Lucchetti.
 




D.  PEDRO I  E ÚLTIMO (escrito por Gabriel Bozano, e editado pelo Grupo SLEV).  Capa desenhada por Emir e arte-finalizada por Bozano.
Numa realidade alternativa, um assassinato que mudou a história, uma arma fora do tempo, uma caçada pré-histórica, um teste onde só aquele que mantiver a sanidade, conseguirá sobreviver. Muita ação, seqüências de tirar o fôlego. Isso e muito mais em Dom Pedro I e último... de Gabriel Bozano.

 




 PAVÃO MISTERIOSO, de Alexis Lemos. Durante uma Guerra do Peloponeso alternativa, quando um malandro brasileiro, um arqueólogo grego e uma mulher que muda de forma (e que passa a ser considerada uma deusa) se unem para salvar o dia, tudo pode acontecer.
Veja como é possível um desarranjo intestinal mudar o rumo da História e descubra o que está por trás (no bom sentido) do PAVÃO MISTERIOSO. Capa de Emir Ribeiro, noutra edição da
SLEV.










A SAGA DOS SUPER-HERÓIS BRASILEIROS, livro escrito por Roberto Guedes e editado pela Opera Graphica, mostra as mais famosas criações fantásticas brasileiras. E Velta está lá na capa, como única representante do sexo feminino. Os super-heróis não são uma exclusividade norte-americana, e uma tremenda surpresa está guardada  para quem  ler A SAGA DOS SUPER-HERÓIS BRASILEIROS. Afinal, o livro relaciona uma infinidade de personagens nacionais super-poderosos criados e publicados desde o começo do século XX até o presente momento, provando que os brasileiros são mesmo muito apaixonados pelo tema. Estão lá: Garra Cinzenta (vilão), oJudoka, o Vigilante Rodoviário, Velta, Mirza, Raio Negro, Mylar, Capitão 7, Meteoro, Guepardo, Golden Guitar, Ultrax, a Mulher-Estupenda, os Semideuses, entre outros. A formidável capa foi desenhada por  MOZART COUTO, um dos nomes mais importantes das Histórias em quadrinhos brasileiras.

Fãs -  Este breve bate-papo com Emir Ribeiro foi apenas para dar  ao leitor neófito uma rápida introdução sobre a sua maior personagem. Velta é tão importante no contexto das histórias em quadrinhos brasileiras  que não existe roda de discussão, lista na Internet, ou fórum onde estejam reunidos apreciadores de HQs, nos quais ela e seu criador não sejam citados. Interessante é que sempre acontece polêmica. Geralmente, acontece de artistas que não conseguiram obter a projeção de Emir Ribeiro promoverem um verdadeiro massacre contra o mesmo e à sua heroína. Coisa mesmo de quem não teve competência para idealizar personagem tão carismática em um país onde, para se obter heróis ou heroínas, é preciso se recorrer aos que vem do estrangeiro.   Clique nas figuras e links abaixo para ler mais sobre as novidades. LEIA AINDA:INICIAL, ENTREVISTA1  E ANÁLISE.


NOVIDADE - Emir está produzindo uma novíssima aventura de Velta, escrita por nada mais nada menos que R. F. LUCCHETTI, conhecido escritor, teatrólogo e roteirista de cinema. A trama se passa numa realidade alternativa, onde a louraça está nos anos 60 do século XX.


VELTA, NOVA IDENTIDADE I - O esperado álbum colorido onde Velta vai aparecer com um novo sobrenome, escolhido através de um concurso instituído por Emir, através da internet. O nome do ganhador é guardado a sete chaves e será revelado neste álbum.

VELTA, NOVA IDENTIDADE II - Segundo Emir, uma das atrações deste novo álbum, além da fascinante Velta, é o cenário apresentado: as belezas turísticas da Paraíba, que Emir explorou nos desenhos e cenários, mas nem isso foi suficiente para conseguir patrocínio.
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