"Astecas"

Atualizada 11/01/2003

Teotihuacán

Teotihuacán situa-se a 48 km da Cidade do México, no centro do país

Desde a sua construção, no século II a.C., Teotihuacán esteve envolta em uma aura divina. Situada em um vale cercado de montanhas e sobre uma rede de cavernas subterrâneas, Teotihuacán, ou "lugar dos Deuses", era considerada o berço do Sol, da Lua e do próprio tempo. Exemplo máximo da interação entre ambiente natural e criação humana, a Pirâmide do Sol foi erguida sobre uma caverna em forma de trevo de quatro folhas, o que lhe imprimiu caráter sagrado, com seus 222x225 metros de largura por 63 de altura.Seus construtores ainda projetaram a obra parar que a luz do sol incidisse verticalmente em seu centro em determinados dias . Segundo maior edifício do vale, a Pirâmide da Lua possui estilo típico de Teotihuacán: a combinação de planos inclinados e horizontais, talud-tablero, ela mede 120x150 metros de largura e 43 metros de altura.

O século VIII marcou o apogeu de Teotihuacán, que abrigou mais de mil pessoas. As largas ruas seguiam um traçado tão rígido que foi preciso desviar o curso de um rio para que não interferisse no paralelismo das vias. Além de Templos, edíficios administrativos e residenciais, Teotihuacán contava com dois locais para reuniões - A Cidade e o Grande Conjunto. Misteriosamente destruída por um incêndio, a cidade influenciou o Império Asteca, séculos mais tarde. Prova disso é que o último imperador asteca , Montezuma II, peregrinava desde a capital do império Tenochtitlán, até as ruínas de Teotihuacán, distante cerca de 50 km. No entento, a fé do governante não foi capaz de conter a conquista espanhola no século XVI.

Deus local representado por uma serpente alada (serpente emplumada). Na Pirâmide Quetzalcoatl, as serpentes de pedra projetam-se para fora. Como herói da cultura primordial, Quetzalcoatl está associado ao céu, às estrelas, à água, à abundância e ao cultivo de todas as artes e ciências da civilização. Representando a união do céu e da Terra, as imagens da serpente emplumada, bem como do jaguar emplumado, estão espalhadas em toda arte de Teotihuacán - nos utensílios de cerâmica, murais e nas grandes figuras esculpidas na fortaleza de Quetzalcoatl.

Texto: Livro Maravilhas do Mundo

Os astecas

Era um povo autóctone do México que fundou um império no século XV.

História: Vindos do Noste, os astecas ou mexicas, ramo dos chichimecas, penetratraram no atual vale do México no séc. XIII< onde fundaram, em 1325, a cidade de Tenochtitlan (hoje cidade do México) e se organizaram em cidades-estados. Em 1428, formaram uma federação dos reinos de Tenochtitlan, Texcoco e Tlacopán, dominada por um soberano asteca que ocupou gradualmente as regiões vizinhas submetendo, até o início do séc. XVI, quase todo México central. Extremamente próspero, altamente hierarquizado, esse Estado tornou-se uma monarquia aristocrática dominada pela religião. Em 1519 começou a conquista espanhola; a resistência foi dirigida pelo imperador Montezuma II, que foi morto(1520), da mesma forma como seu sucessor Cuahtémoc(1520-1525), pelos conquistadores que, comandados por Costés, aniquilaram o império. A célula da sociedade era o clã, formado por pessoas de uma mesma linhagem e governado por um ancião. Possuíam divindades particulares, formação militar e a terra era considerada como domínio estatal do qual os indivíduos tinham usufruto, devendo pagar tributos e prestar serviços à nobreza e ao soberano. A autoridade política, militar e religiosa centralizava-se nas mãos de um chefe supremo, sempre escolhido na mesma linhagem. A centralização era marcada por uma rede de estradas muito desenvolvida. Com o tempo foi-se acentuandoa separação entre a nobreza ( não hereditária e isenta de impostos) e o povo, formando-se grupos sociais novos e privilegiados: funcionários, artesãos, mercadores. Abaixo deles estavam os cidadãos livres, mas submetidos ao tributo e à corvéia; os homens sem terras, trabalhando para um senhor e, abaixo de todos, os escravos.
No topo dessa estrutura estava o soberano, assistido por um primeiro-ministro(que era ao mesmo tempo juiz supremo e comandante do exército) e por quatro conselheiros eleitos juntamente com o soberano. A nobrza não era uma casta inteiramente fechada, sendo possível a ascenção a seus quadros aos indivíduos que se distinguissem em façanhas guerreiras.
-Economia:
Hábeis agricultores, os astecas conheciam o alqueive (isto é, a prática de deixar terras agrícolas em repouso em certos períodos para recuperar sua força produtiva) e a irigação; cultivavam jardins flutuantes e procediam a divisão periódica das terras.Suas principais culturas eram o milho, favas feijão, melões, baunilha, pimentas, abóboras, etc. A criação de animais era restrita(cães e perus), e o comércio era muito desenvolvido, fundado sobre a troca de produtos manufaturados na capital e matérias-primas produzidas nas províncias. A metalurgia do ouro, da prata, do cobre e do estanho também era muito desenvolvida. Os tributos em espécie, pagos pelas 35 províncias, forneciam grandes riquezas, que eram acumuladas nos armazéns reais.

Texto - Grande Enciclopédia Larousse Cultural ----


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