Maias

Atualizada 11/04/2002

A pirâmide I ou Templo do Jaguar a maior das seis pirâmides de Tikal, mede 70 metros de altura e era além de templo de homenagem a Itzamna, túmulo dos governantes.

Centro Cerimonial de Tikal

Em meio à exuberante floresta tropical, densa e úmida, as pirâmides de pedra de Tikal despontam para a surpresa e deleite de quem as vê. Solene, a cidade guarda os vestigios da civilização maia.

Conhecidos como os gregos da américa devido à sua organização em cidades independentes, como na antiga Grécia, os maias jamais constituiaram um império. Ainda assim, eles criaram a mais antiga civilização pré-colombiana - anterior à chegada dos europeus no séculoXV - e talvez a mais original e misteriosa. Unidos pelo culto aos mesmos deuses e pelo idioma comum, eles viviam espalhados pela selva em pequenas aldeias. Erguida por volta do ano 250, Tikal foi um importante centro sagrado, habitado apenas por nobres e sacerdotes. O restante da população dirigia-se ao local durante as festas religiosas que aconteciam na praça principal, onde se encontram pirâmides que têm função de templos.

Misterioso abandono

Em seus dias áureos, no século IX, Tikal chegou a reunir cerca de 50 mil pessoas. Em parte, tal fato se deve a sua localização no cruzamento de rios que se encontram no caminho entre o Golfo do México e o Mar do Caribe. No ano 900, aproximadamente, o povo abandonou a região, rumo ao norte. Os motivos da partida repentina são um mistério. Acredita-se que o êxodo tenha sido causado por uma epidemia ou pelo aumento da população, gerando escassez de alimentos. Hoje, as pedras de Tikal despertam reverência não só de visitantes, mas também de estudiosos que decifram a escrita maia e revelam aos poucos os segredos dessa brilhante civilização.

 


Chichén-Itzá

Os Habitantes da "Boca do poço dos feiticeiros d'água" - Chichén-Itzá - queriam desvendar o caminho dos astros para chegar ao coração dos deuses. Nesse local mágico, os maias ergueram uma civilização sobre os pilares da ciência e da religião

A sombra de Kukulcán, o deus-serpente dos maias, passeia por Chichén-Itzá durante os equinócios de primavera e de outono, quando noite e dia têm a mesma duração. Seu ponto de partida é a principal escadaria do Castelo, uma grande pirâmide erguida em sua honra com base em conhecimentos astronômicos: os degraus das quatro escadarias e da plataforma superior somam 365, número de dias do ano. Além disso, cada um dos lados alinha-se com um dos pontos cardeais e os 52 painéis esculpidos em suas paredes são uma referência aos 52 anos do ciclo de destruíção e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia.

 

Sacrifícios humanos

Fundada no ano 452, Chichén-Itzá conheceu dias de glória no século X, quando foram construídos o Castelo, o templo dos guerreiros e a quadra de jogo de pelota. Na aridez da região, seu florescimento só foi possível graças aos cenotes, poços de água com função também religiosa. Em tempos de seca, ofereciam-se sacrifícios ao deus da chuva, Chaac, no Cenote Sagrado. Conquistada pelos guerreros de Mayapán no século XII, Chichén-Itzá estava abandonada quando os espanhóis chegaram. Suas grandes obras mantém o vigor da cultura maia.

Observatório de Chichen-Itzá


Pacal Votan

Não há dúvidas sobre a magia de Palenque. Aqui foi descoberto o túmulo de Pacal Votan, em 1947 - o único tùmulo em pirâmide, no México, de estilo egípcio. Não há nada em palenque que não seja maravilhoso. As esculturas em baixo relevo da Cruz Folhada e da Cruz do Sol, eu já os tinha visto.

Templo das Inscrições ------------------Templo do Sol


Mapa do Território Maia


-Período Pré-Clássico ( 1500 a.C. - 250d.C.), eram agricultores, fabricavam cerâmica (ornamentação de cordões0 e usavam pedras de moer- o que supõe a cultura do milho. Agrupavam-se em aldeias ( Kaminaljuyú, ou nas terras baixas, Altar de sacrifícios e Seibal). Uaxactún e Tical têm camadas inferiores que remontam ao século V a.C., desde o ano 300 a.C. percebem-se as características fundamentais da civilização Maia:
Arquitetura com uma espécie de abóbada em balanço, inscrições hieroglíficas, uso de um calendário "a longo prazo" e ereção de estelas comemorativas.


O período Clássico (250-950d.C) corresponde ao florescimento dessa civilização; os grandes centros cerimoniais ( Tikal, Uaxactún e Seibal, na Guatemala; Copán em Honduras, Palenque, Uxmal, Bonampak e Chichén Itzá, No México, Etc.) multiplicavam-se. As grandes metrópoles religiosas compreendiam edifícios típicos, templos construídos sobre uma plataforma piramidal, cobertos por uma espécie de abóbada em balanço e encimados por uma crista com cumeeira; palácios ( residência principesca ou lugar de reunião, dotado de numerosas galerias), cuja disposição - em grupos distintos ligados por calçadas elevadas - em torno de amplas praças atesta certo senso de urbanismo; e conjunto monumental monolítico, composto de um altar com estela ornada de uma decoração esculpida. Nunca reunidos sob hegemonia de um poder central, cada centro conservou um estilo individual. A escrita hieroglífica não foi inteiramente decifrada. Depois do auto-de-fé dos conquistadores, apenas três manuscritos (Codex) subsistem e são dotados do pós-clássico. O primeiro refere-se a rituais religiosos; o segundo à adivinhação; e o último a à astronomia, que, sem usar nenhum intrumento óptico, era de uma precisão espantosa. Em seu apogeu, essa civilização - que ignorava a roda e o animal de tração, e só conhecia instrumentos de madeira e de pedra - foi por razões obscuras, brutalmente interrompida, por volta do século IX, na zona central, que contudo não foi totalmente abandonada. O pós-clássico ( do século X à conquista espanhola) testemunha certo do renascimento devido aos Toltecas, vindos de Tula. Quando chegaram por volta do século X, supõe-se que algumas grandes cidades de Iucatán existissem ainda. A associação das duas tradições originou um novo estilo artístico "maia-tolteca", caracterizado por uma arquitetura mais ampla e arejada ( colunatas, grandes jogos de bolas) e pelo apelo amágama dos panteões e dos motivos decorativos ( Chac, o deus maia da chuva, representado alternadamente como Quetzalcoatl, a serpente emplumada, transformada em Kukulkan). Chichén Itzá foi logo substituída por Mayapán, que foi cercada por uma muralha defensiva. Daí em diante, a influência mexicana dominou uma produção artistica muito decadente.


Quetzalcoatl

Livros: Grande Enciclopédia Larousse Cultural

Maravilhas do Mundo

O Fator Maia - José Argüelles


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