Eqüinos

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Em SÃO PAULO:

Selo

Reportagem do Jornal "Diário Popular" - 16/05/00

http://www.dipo.com.br/novopesquisa/noticia.asp?Editoria=16&Noticia_id=45237

Centro sacrifica cavalo recolhido na Zona Norte

O cavalo que desde quinta-feira agonizava em um terreno baldio na Parada Inglesa, Zona Norte, foi sacrificado com choque elétrico de 220 volts, ontem, no Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura porque entrou em coma, segundo a veterinária Vanni Rose Amajones. "O animal estava com os membros posteriores atrofiados, com manchas no corpo, muito magro e não conseguia se levantar", afirmou. O corpo do cavalo foi encaminhado para o aterro sanitário São João, em Sapopemba, Zona Leste, onde foi enterrado.

Texto de uma ONG sobre o abate de cavalos no CCZ: - 22/09/00
"Realmente, já haviamos tomado conhecimento do processo cruel, anti-ético e ilegal do sacrifício de eqüinos no CCZ de São Paulo. Choque elétrico, com os polos colocados no focinho do animal e outro polo introduzido no ânus, é inconcebível e muito doloroso. Melhor seria, conforme já sugerido, uma pistola dirigida diretamente no frontal, na localização do cérebro do cavalo ou, pela injeção intra-venosa de produto eutanásico, tal como barbitúrico. Ainda, por mais absurdo que pareça, não existe no Brasil produto específico para esse fim, conforme existe em todo país civilizado, e os animais são via de regra (até mesmo cães e gatos), sacrificados com os mais aleatórios métodos, venenos, espancamentos, e produtos curariformes (neste caso, o animal tem uma morte por paralisia dos músculos extriados e não pode respirar ou manifestar qualquer sofrimento morrendo em agonia profunda, sentindo tudo que lhe acontece, pois está consciente e morre por anoxia), até mesmo, lamentavelmente, adotados por  muitos veterinários por serem produtos mais baratos e mais simples de se conseguir, pois não necessitam de controle fiscal como as drogas e entorpecentes. Assim, muitos donos são levados a crer que seu animal tem uma morte rápida e indolor, o que realmente é bem o contrário. Quanto a isto, devemos estar alertas. Teremos este mês um Congresso da ARCA BRASIL que  será em Embú da Artes, onde esse assunto será discutido com a participação de palestrante americano especializado na área. Devemos nos unir e lutar para que seja fabricado ou importado e comercializado no Brasil, produto adequado para esse fim. Alguns laboratórios estrangeiros foram consultados mas, como não há pesquisa de mercado, Mostram-se relutantes em lançá-los no nosso país. Devemos, todos unidos, acabar com essas irregularidades e extrema crueldade a que são sujeitos os animais.(C.D.)"

Barra

Imaginem a cena:
"Numa cidade grande, cavalos pastam ao lado de pistas movimentadíssimas, com carros e caminhões circulando em alta velocidade. De repente a cordinha frágil que prendia um dos cavalos se solta e o animal meio atordoado começa a atravessar a pista. Quase acontece um acidente feio, um dos carros freia bruscamente para não atropelar o cavalo, o motorista que vinha logo atrás joga o carro na calçada. O animal indefeso e confuso não sabe o que fazer e vai para outra pista, provocando um grande tumulto no trânsito local".
Esta história não é ficção, infelizmente é uma realidade de nossos tempos, onde as cidades são muito mais selvagens do que as florestas. Eu estava num dos carros que quase atropelou o pobre do cavalo no dia 20/01/99. Quase morri de susto e de indignação por ver um bicho daquele tamanho na minha frente, totalmente indefeso e correndo risco de vida, por causa deste bendito ser humano que insiste em ser mais animal do que qualquer ser vivo do planeta.
Local do ocorrido: Junção das Avenidas Prestes Maia e Lions, bem na divisa das cidades de Santo André e São Bernardo. Por favor, divulguem para quantas pessoas puderem este ocorrido. Giovana T. Gomes, publicitária, moradora de Santo André.

 

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