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Texto
de uma ONG sobre o abate de cavalos no CCZ: - 22/09/00
"Realmente, já
haviamos tomado conhecimento do processo cruel, anti-ético e ilegal do
sacrifício de eqüinos no CCZ de São Paulo. Choque elétrico, com os
polos colocados no focinho do animal e outro polo introduzido no ânus,
é inconcebível e muito doloroso. Melhor seria, conforme já sugerido,
uma pistola dirigida diretamente no frontal, na localização do cérebro
do cavalo ou, pela injeção intra-venosa de produto eutanásico, tal
como barbitúrico. Ainda, por mais absurdo que pareça, não existe no
Brasil produto específico para esse fim, conforme existe em todo país
civilizado, e os animais são via de regra (até mesmo cães e gatos),
sacrificados com os mais aleatórios métodos, venenos, espancamentos, e
produtos curariformes (neste caso, o animal tem uma morte por paralisia
dos músculos extriados e não pode respirar ou manifestar qualquer
sofrimento morrendo em agonia profunda, sentindo tudo que lhe acontece,
pois está consciente e morre por anoxia), até mesmo, lamentavelmente,
adotados por muitos veterinários por serem produtos mais baratos
e mais simples de se conseguir, pois não necessitam de controle fiscal
como as drogas e entorpecentes. Assim, muitos donos são levados a crer
que seu animal tem uma morte rápida e indolor, o que realmente é bem o
contrário. Quanto a isto, devemos estar alertas. Teremos este mês um
Congresso da ARCA BRASIL que será em Embú da Artes, onde esse
assunto será discutido com a participação de palestrante americano
especializado na área. Devemos nos unir e lutar para que seja fabricado
ou importado e comercializado no Brasil, produto adequado para esse fim.
Alguns laboratórios estrangeiros foram consultados mas, como não há
pesquisa de mercado, Mostram-se relutantes em lançá-los no nosso país.
Devemos, todos unidos, acabar com essas irregularidades e extrema
crueldade a que são sujeitos os animais.(C.D.)"

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Imaginem a cena:
"Numa cidade grande, cavalos
pastam ao lado de pistas movimentadíssimas, com carros e caminhões
circulando em alta velocidade. De repente a cordinha frágil que prendia
um dos cavalos se solta e o animal meio atordoado começa a atravessar a
pista. Quase acontece um acidente feio, um dos carros freia bruscamente
para não atropelar o cavalo, o motorista que vinha logo atrás joga o
carro na calçada. O animal indefeso e confuso não sabe o que fazer e
vai para outra pista, provocando um grande tumulto no trânsito
local".
Esta história não é ficção,
infelizmente é uma realidade de nossos tempos, onde as cidades são
muito mais selvagens do que as florestas. Eu estava num dos carros que
quase atropelou o pobre do cavalo no dia 20/01/99. Quase morri de susto
e de indignação por ver um bicho daquele tamanho na minha frente,
totalmente indefeso e correndo risco de vida, por causa deste bendito
ser humano que insiste em ser mais animal do que qualquer ser vivo do
planeta.
Local do ocorrido: Junção das
Avenidas Prestes Maia e Lions, bem na divisa das cidades de Santo André
e São Bernardo. Por favor, divulguem para quantas
pessoas puderem este ocorrido.
Giovana T. Gomes, publicitária,
moradora de Santo André.
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