Eqüinos

(site voluntário em defesa dos eqüinos)

Em CURITIBA:

Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, Domingo, 23/07/00

Cavalos soltos são problema na Avenida das Torres

A população que reside próximo à Avenida das Torres convive todos os dias com os perigos provocados pelos cavalos, que pastam no canteiro central da via e nas ruas dos bairros vizinhos. Os animais provocam muitos incômodos, além de acidentes envolvendo carros e pedestres. Segundo o presidente da Associação Comunitária dos Moradores da Vila das Torres, Vilmar de Andrade, o Bugrão, o problema piorou muito nos últimos tempos. "Antigamente tinham somente os cavalos dos carrinheiros. Mas agora, os meninos do bairro andam com os animais pelas ruas como se estivessem de bicicleta, vivem atropelando as pessoas", compara. Vilmar diz que já tentou várias vezes, junto com os moradores locais, solucionar o problema. "Isso atinge toda a população. Nós já recorremos à vários órgãos, mas não conseguimos nada". Ele diz que nos últimos meses, mais de cinco crianças foram atropeladas pelos animais. Além dos acidentes, Vilmar afirma que os cavalos são maltratados e que, na maioria dos casos, são animais roubados. "Isso já gerou várias brigas aqui no bairro." Para o reparador de frigoríficos, André do Padro, a situação chegou ao limite. "Hoje acho que o bairro tem mais cavalos que moradores. "O patrulheiro Rodrigo Fernandes também é contra os animais soltos pelas ruas. "Minha sobrinha foi atropleada e levou vários pontos na cabeça. O pior é que às vezes morre algum cavalo e ninguém enterra, fica dias no chão", afirma. A auxiliar de enfermagem, Cristina Almeida, diz que os cavalos são muito maltratados. Segundo ela, de dia trabalham e à noite os meninos do bairro costumam fazer corridas de cavalos. O comerciante Christian Goulart também diz que os animais são maltratados. "Os carrinheiros fazem o animal puxar carroça de dia e costumam alugar os cavalos à noite, que acabam morrendo de tanto trabalhar."Os acidentes com veículos também são frequentes, o chaveiro Jurandir Ribeiro teve sua moto atropelada. "Fui procurar a polícia e me disseram para falar com o dono do cavalo, que sumiu". O desempregado Eustáquio Ferreira de Almeida diz ter presenciado um atropelamento de um animal. "Quando a polícia chegou foi obrigada a sacrificar o cavalo".

Cavalo

03/10/2000:Em outubro do ano passado, na Água Verde, um cavalo que puxava a duras penas uma carroça caiu extenuado na rua e nem isso serviu para fazer o condutor parar de chicotear o animal. Dois casos que mostram com muita clareza que é preciso uma fiscalização rigorosa no tocante a essa situação. Não é mais possível admitir que CAVALOS andem soltos pelas ruas cada vez mais movimentadas de Curitiba e nem que seus proprietários os submetam a condições extremas de trabalho, sem alimentação adequada e descanso.

 

Proprietários Agressivos

A Sociedade Protetora dos Animais informou que recebe dezenas de ligações todos os dias com denúncias referentes aos cavalos que vivem na região da Avenida das Torres. Segundo a presidente da instituição, Enid Bernardi, na última semana, um dos telefonemas denunciava o atropelamento de dois animais. "Infelizemnet não podemos fazer nada", explica Enid. Segundo ele, há cerca de três meses uma equipe da Sociedade Protetora dos Animais foi ao local e um grupo de moradores ameaçou a equipe. "Aquilo é um barril de pólvora", afirma. Ela diz que já recorreu a várias autoridades e até o momento não obteve ajuda de ninguém. Segundo Enid, os animais do local passam fome, trabalham muito e apanham constantemente. "O bairro não é próprio para cavalos, muito menos nas condições em que eles vivem."

 

Notícias de Jornais de Curitiba

17/04/2002: Triste realidade
Na história do ser humano, os sábios nos ensinam que nossa evolução deu-se, em boa parte, graças aos animais que domesticamos. Gatos, cães, aves, bovinos foram muito importantes. Não podemos esquecer das centenas de outros animais que também contribuíram e contribuem para nossa evolução e sobrevivência, tais como os ratos de laboratório e até as minhocas. Mas um animal em especial contribuiu de forma grandiosa: o cavalo. Este maravilhoso animal permitiu-nos conquistas fundamentais. Cooperou na nossa evolução tecnológica que presentemente desfrutamos. Deveríamos reverenciá-lo com o maior carinho e o respeito que lhe devemos. As praças públicas não só deveriam ostentar estátuas dos heróis humanos, mas também do cavalo que transportou em seu dorso esses heróis. Que seria de Napoleão Bonaparte sem seu cavalo? Dom Pedro teria dado o grito do Ipiranga, andando a pé? Os bandeirantes teriam alargado as fronteiras do Brasil, carregando sozinhos, sem a ajuda dos cavalos, os víveres e apetrechos? Os gaúchos teriam defendido as fronteiras do sul do Brasil, andando a pé? Depois de tantas dívidas que temos com os cavalos, estamos vendo diariamente em Curitiba e região metropolitana catadores de papel e outras bugigangas, com carroças puxadas por esses animais. São esquálidos e trôpegos. Com tristeza, observamos os maus-tratos perpetrados a esses indefesos seres. Isso não pode continuar. Vamos achar uma solução para esta triste realidade.
(Pedro Olinto do Carmo - Curitiba, PR)

31/04/2002: Respeito aos animais
Curitiba completou mais um ano de vida e ainda não tomou consciência da situação dos animais em nossa cidade. A prefeitura divulgou uma campanha, mas foram os veterinários que arcaram com o custo das castrações, atendendo com um preço reduzido, e não receberam nenhum pagamento ou subsídio. A situação do canil continua igual. Os cavalos. magros, açoitados pelas ruas, continuam sendo puxados por crianças. Ainda temos os gigolôs de cachorros – os proprietários das empresas que alugam cães de guarda e os deixam sem comida para ficar bravos não merecem outra qualificação. E os vereadores de nossa cidade, não farão nada por nossos animais?(Marlene de Oliveira - Curitiba, PR)

21/01/2002: Boas intenções
Parabéns ao prefeito do Rio, César Maia, por sancionar a lei que regulamenta o transporte por tração animal (carroças e similares). A autoria é do vereador (e ator) Cláudio Cavalcanti. A lei proíbe que éguas prenhas sejam utilizadas pelos carroceiros e determina que os animais só podem trabalhar oito horas por dia. O texto de Cavalcanti vem reforçar aquilo que muitas vezes escrevemos nesta coluna: "Os CAVALOS não são máquinas, são seres vivos como nós. Sofrem e sentem dor". Viu como ainda existem políticos com boas intenções por aí? E aqui no Paraná, como anda a "boa vontade" de nossos políticos com relação ao "sacrifício" dos cavalos, que se "arrastam" pela nossa linda e sorridente Curitiba?(Vânia Ataíde - Curitiba, PR)

11/01/2002: Dúvidas
Como cidadã e contribuinte, gostaria de ter duas respostas que não consegui obter no 156. Os alvarás de empresas de cães de aluguel são fornecidos pela prefeitura, mas qual órgão que faz a fiscalização de como os animais são tratados? Se são alimentados e têm direito à água? Qual órgão pune os condutores de carroças, conduzidas muitas vezes por crianças, que circulam no meio dos carros e, além de provocarem acidentes, utilizam CAVALOS fracos e doentes que levam chicotadas a toda hora? (Elaine Petrelli - Curitiba, PR)

21/04/2001: Hora de agir
Está certo dar autorização para desmatamentos em terrenos sem um estudo prévio? Será que está certo o governo não tomar uma atitude mais drástica com relação ao aumento da criminalidade? Está certo a prefeitura se preocupar em colocar radares por toda a cidade em vez de executar programas que melhorem o trânsito da cidade? É certo os motoristas de Curitiba ficarem à mercê de assaltantes nos cruzamentos? Será que está certo sacrificar todos os dias um monte de animais em câmaras de gás em vez de se planejar campanhas de castração e vacinação? Será que está certo a população de Curitiba ignorar o sofrimento de cães, gatos, CAVALOS e muitos outros animais, dando a desculpa que as pessoas são mais importantes e também não fazendo nada por elas? O que dizer de pessoas que nunca fizeram nada, nem por si mesmas, virem criticar o trabalho de ONGs e associações que ajudam crianças, velhos e animais? Não está na hora de tomarmos alguma providência? (Paulo Persegani - Curitiba, PR)

04/09/2001: Punição
Quem responde pela fiscalização e aplicação da lei de crimes ambientais que pune os maus-tratos aos animais? Pois não é mais possível conviver, passivamente, com as atrocidades que carroceiros, que circulam pela nossa cidade, cometem a seus cavalos, pobres animais magros, doentes, mal alimentados, que são covardemente espancados quando não conseguem puxar as carroças completamente abarrotadas. Algumas vezes, exaustos, morrem são faqueados, como já publicou esta Gazeta do Povo em diversas reportagens. Diante de tanta barbárie, conclamo as entidades e ONGs ambientalistas e de defesa dos animais que se unam para amenizar um pouco o sofrimento dessas criaturas. Minha sugestão é que se faça igual a outras cidades como Belo Horizonte, por exemplo, onde os animais são cadastrados, recebem um número tatuado na orelha e assistência médico-veterinária periódica e obrigatória e os condutores precisam comparecer a aulas de condução e de cuidados com o animal. Lá, o veículo ganha placa de identificação.(Osmar Wambier Neto- Curitiba, PR)

06/07/2001: O que eles diriam?
"O caráter de um povo pode ser julgado pela forma como trata seus animais." Este pensamento é atribuído tanto a Humboldt (1769-1859), quanto a Mahatma Gandhi (1869-1948). E nós, em pleno século XXI, ainda nem de longe vislumbramos sua profundidade. Insistimos em retroceder. Imagino como estes dois grandes homens, e igualmente Leonardo da Vinci, Francisco de Assis e Pitágoras, apenas para citar mais alguns exemplos, se sentiriam andando pelas ruas de Curitiba e se deparando com nossos "melhores amigos" passeando amordaçados. O que diriam se presenciassem cenas do melhor amigo do homem sendo brutalmente laçado e jogado dentro de uma jaula, que eufemicamente chamamos de carrocinha? Ou ainda, o que pensariam estes ilustres homens ao testemunharem o espancamento dos CAVALOS que puxam carroças de papel, famintos e exaustos? Creio que estes imortais retrucariam que esta cidade pode até ser bela, dependendo de como a vislumbremos, mas certamente é fria, gelada – sem se referir ao clima. Que pena, que vergonha. Até quando?(Susie Cristina Krelling- Curitiba, PR)


04/11/2000: Gostaria de agradecer à Gazeta por ter publicado a nota no dia 26/9 e informar que foram tantos e-mails recebidos que já fizemos uma primeira reunião para discutir os problemas dos cavalos, gatos e cachorros. Vamos fazer uma segunda reunião. Estamos preparando um projeto sobre o tema. Gostaria de enviar uma mensagem à leitora Simone, que manifestou sua indignação sobre a questão dos cavalos. Se ela quiser colaborar de alguma forma, e também outras pessoas que se interessam pelo assunto, enviar um e-mail deixando seus dados para contato. Estamos percebendo que uma consciência coletiva em nossa cidade está despertando para o tema. Esperamos agora, que nosso prefeito seja sensível à causa, visto que existem vários projetos que podem fazer de Curitiba uma cidade modelo no trato com os animais, pois meio ambiente não é só plantas e parques. Soscuritiba.animals@ig.com.br. (Marlene de Oliveira- Curitiba, PR)

31/10/2000: Animais
Na Coluna do Leitor de 26 de outubro de 2000, a senhora Simone Barreto relata uma barbárie assistida por ela e sua filha, onde um ignorante extravasa a sua revolta, sua ira e sua pequenez, no lombo de um animal que lhe ajuda no sustento. A diferença, dona Simone, é que o pobre coitado estava ensinando ao filho a mesquinhez, a pobreza de espírito, que no caso em questão, consegue ser maior que a pobreza material. E a senhora, pela reação de sua filha, estava ensinando a grandeza de quem tem respeito pela vida, mas sentiu a impotência diante de um furioso. Depois de pedir, formalmente, para que a autoridade competente tomasse providências, recebi do procurador de Justiça responsável pela coordenadoria das promotorias do meio ambiente a informação de que, juntamente com a comunidade, a prefeitura e as universidades, realizou já quatro reuniões para melhorar o "trato da questão". Vamos torcer para que ela seja resolvida, e cobrar, cobrar e relatar sempre. É a única forma de conseguirmos mais ajuda para esta causa.(Soanê Leprevost,Curitiba, PR)

03/10/2000: Chicote
A cidade, que se orgulha de ser chamada de primeiro mundo e ecológica, não deveria permitir o espetáculo de crueldade que todos podemos assistir. CAVALOS exaustos, famintos, sedentos, doentes, chicoteados friamente. Reivindiquemos às autoridades contra aqueles que agem dessa forma. Que a sociedade possa olhar para estas carroças, que transitam livremente pelas ruas, com animais em péssimo estado. Exigimos fiscalização sobre as condições de exploração destes nobres animais.
(Renata Pinheiro- Curitiba, PR)

Agradecimentos: Elaine do Clube das Pulgas

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