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17/04/2002: Triste
realidade
Na história do ser humano, os sábios nos ensinam que nossa evolução
deu-se, em boa parte, graças aos animais que domesticamos. Gatos, cães,
aves, bovinos foram muito importantes. Não podemos esquecer das centenas
de outros animais que também contribuíram e contribuem para nossa
evolução e sobrevivência, tais como os ratos de laboratório e até as
minhocas. Mas um animal em especial contribuiu de forma grandiosa: o
cavalo. Este maravilhoso animal permitiu-nos conquistas fundamentais.
Cooperou na nossa evolução tecnológica que presentemente desfrutamos.
Deveríamos reverenciá-lo com o maior carinho e o respeito que lhe
devemos. As praças públicas não só deveriam ostentar estátuas dos
heróis humanos, mas também do cavalo que transportou em seu dorso esses
heróis. Que seria de Napoleão Bonaparte sem seu cavalo? Dom Pedro teria
dado o grito do Ipiranga, andando a pé? Os bandeirantes teriam alargado
as fronteiras do Brasil, carregando sozinhos, sem a ajuda dos cavalos, os
víveres e apetrechos? Os gaúchos teriam defendido as fronteiras do sul
do Brasil, andando a pé? Depois de tantas dívidas que temos com os
cavalos, estamos vendo diariamente em Curitiba e região metropolitana
catadores de papel e outras bugigangas, com carroças puxadas por esses
animais. São esquálidos e trôpegos. Com tristeza, observamos os
maus-tratos perpetrados a esses indefesos seres. Isso não pode continuar.
Vamos achar uma solução para esta triste realidade.
(Pedro Olinto do Carmo - Curitiba, PR)
31/04/2002: Respeito aos animais
Curitiba completou mais um ano de vida e ainda não tomou consciência da
situação dos animais em nossa cidade. A prefeitura divulgou uma
campanha, mas foram os veterinários que arcaram com o custo das
castrações, atendendo com um preço reduzido, e não receberam nenhum
pagamento ou subsídio. A situação do canil continua igual. Os cavalos.
magros, açoitados pelas ruas, continuam sendo puxados por crianças.
Ainda temos os gigolôs de cachorros – os proprietários das empresas
que alugam cães de guarda e os deixam sem comida para ficar bravos não
merecem outra qualificação. E os vereadores de nossa cidade, não farão
nada por nossos animais?(Marlene de Oliveira - Curitiba, PR)
21/01/2002: Boas
intenções
Parabéns ao prefeito do Rio, César Maia, por sancionar a lei que
regulamenta o transporte por tração animal (carroças e similares). A
autoria é do vereador (e ator) Cláudio Cavalcanti. A lei proíbe que
éguas prenhas sejam utilizadas pelos carroceiros e determina que os
animais só podem trabalhar oito horas por dia. O texto de Cavalcanti vem
reforçar aquilo que muitas vezes escrevemos nesta coluna: "Os
CAVALOS não são máquinas, são seres vivos como nós. Sofrem e sentem
dor". Viu como ainda existem políticos com boas intenções por aí?
E aqui no Paraná, como anda a "boa vontade" de nossos
políticos com relação ao "sacrifício" dos cavalos, que se
"arrastam" pela nossa linda e sorridente Curitiba?(Vânia
Ataíde - Curitiba, PR)
11/01/2002: Dúvidas
Como cidadã e contribuinte, gostaria de ter duas respostas que não
consegui obter no 156. Os alvarás de empresas de cães de aluguel são
fornecidos pela prefeitura, mas qual órgão que faz a fiscalização de
como os animais são tratados? Se são alimentados e têm direito à
água? Qual órgão pune os condutores de carroças, conduzidas muitas
vezes por crianças, que circulam no meio dos carros e, além de
provocarem acidentes, utilizam CAVALOS fracos e doentes que levam
chicotadas a toda hora? (Elaine Petrelli - Curitiba, PR)
21/04/2001: Hora
de agir
Está certo dar autorização para desmatamentos em terrenos sem um estudo
prévio? Será que está certo o governo não tomar uma atitude mais
drástica com relação ao aumento da criminalidade? Está certo a
prefeitura se preocupar em colocar radares por toda a cidade em vez de
executar programas que melhorem o trânsito da cidade? É certo os
motoristas de Curitiba ficarem à mercê de assaltantes nos cruzamentos?
Será que está certo sacrificar todos os dias um monte de animais em
câmaras de gás em vez de se planejar campanhas de castração e
vacinação? Será que está certo a população de Curitiba ignorar o
sofrimento de cães, gatos, CAVALOS e muitos outros animais, dando a
desculpa que as pessoas são mais importantes e também não fazendo nada
por elas? O que dizer de pessoas que nunca fizeram nada, nem por si
mesmas, virem criticar o trabalho de ONGs e associações que ajudam
crianças, velhos e animais? Não está na hora de tomarmos alguma
providência? (Paulo Persegani - Curitiba, PR)
04/09/2001: Punição
Quem responde pela fiscalização e aplicação da lei de crimes
ambientais que pune os maus-tratos aos animais? Pois não é mais
possível conviver, passivamente, com as atrocidades que carroceiros, que
circulam pela nossa cidade, cometem a seus cavalos, pobres animais magros,
doentes, mal alimentados, que são covardemente espancados quando não
conseguem puxar as carroças completamente abarrotadas. Algumas vezes,
exaustos, morrem são faqueados, como já publicou esta Gazeta do Povo em
diversas reportagens. Diante de tanta barbárie, conclamo as entidades e
ONGs ambientalistas e de defesa dos animais que se unam para amenizar um
pouco o sofrimento dessas criaturas. Minha sugestão é que se faça igual
a outras cidades como Belo Horizonte, por exemplo, onde os animais são
cadastrados, recebem um número tatuado na orelha e assistência
médico-veterinária periódica e obrigatória e os condutores precisam
comparecer a aulas de condução e de cuidados com o animal. Lá, o
veículo ganha placa de identificação.(Osmar Wambier Neto- Curitiba, PR)
06/07/2001: O
que eles diriam?
"O caráter de um povo pode ser julgado pela forma como trata seus
animais." Este pensamento é atribuído tanto a Humboldt (1769-1859),
quanto a Mahatma Gandhi (1869-1948). E nós, em pleno século XXI, ainda
nem de longe vislumbramos sua profundidade. Insistimos em retroceder.
Imagino como estes dois grandes homens, e igualmente Leonardo da Vinci,
Francisco de Assis e Pitágoras, apenas para citar mais alguns exemplos,
se sentiriam andando pelas ruas de Curitiba e se deparando com nossos
"melhores amigos" passeando amordaçados. O que diriam se
presenciassem cenas do melhor amigo do homem sendo brutalmente laçado e
jogado dentro de uma jaula, que eufemicamente chamamos de carrocinha? Ou
ainda, o que pensariam estes ilustres homens ao testemunharem o
espancamento dos CAVALOS que puxam carroças de papel, famintos e
exaustos? Creio que estes imortais retrucariam que esta cidade pode até
ser bela, dependendo de como a vislumbremos, mas certamente é fria,
gelada – sem se referir ao clima. Que pena, que vergonha. Até quando?(Susie
Cristina Krelling- Curitiba, PR)
04/11/2000: Gostaria
de agradecer à Gazeta por ter publicado a nota no dia 26/9 e informar que
foram tantos e-mails recebidos que já fizemos uma primeira reunião para
discutir os problemas dos cavalos, gatos e cachorros. Vamos fazer uma
segunda reunião. Estamos preparando um projeto sobre o tema. Gostaria de
enviar uma mensagem à leitora Simone, que manifestou sua indignação
sobre a questão dos cavalos. Se ela quiser colaborar de alguma forma, e
também outras pessoas que se interessam pelo assunto, enviar um e-mail
deixando seus dados para contato. Estamos percebendo que uma consciência
coletiva em nossa cidade está despertando para o tema. Esperamos agora,
que nosso prefeito seja sensível à causa, visto que existem vários
projetos que podem fazer de Curitiba uma cidade modelo no trato com os
animais, pois meio ambiente não é só plantas e parques. Soscuritiba.animals@ig.com.br.
(Marlene de Oliveira- Curitiba, PR)
31/10/2000: Animais
Na Coluna do Leitor de 26 de outubro de 2000, a senhora Simone Barreto
relata uma barbárie assistida por ela e sua filha, onde um ignorante
extravasa a sua revolta, sua ira e sua pequenez, no lombo de um animal que
lhe ajuda no sustento. A diferença, dona Simone, é que o pobre coitado
estava ensinando ao filho a mesquinhez, a pobreza de espírito, que no
caso em questão, consegue ser maior que a pobreza material. E a senhora,
pela reação de sua filha, estava ensinando a grandeza de quem tem
respeito pela vida, mas sentiu a impotência diante de um furioso. Depois
de pedir, formalmente, para que a autoridade competente tomasse
providências, recebi do procurador de Justiça responsável pela
coordenadoria das promotorias do meio ambiente a informação de que,
juntamente com a comunidade, a prefeitura e as universidades, realizou já
quatro reuniões para melhorar o "trato da questão". Vamos
torcer para que ela seja resolvida, e cobrar, cobrar e relatar sempre. É
a única forma de conseguirmos mais ajuda para esta causa.(Soanê
Leprevost,Curitiba, PR)
03/10/2000: Chicote
A cidade, que se orgulha de ser chamada de primeiro mundo e ecológica,
não deveria permitir o espetáculo de crueldade que todos podemos
assistir. CAVALOS exaustos, famintos, sedentos, doentes, chicoteados
friamente. Reivindiquemos às autoridades contra aqueles que agem dessa
forma. Que a sociedade possa olhar para estas carroças, que transitam
livremente pelas ruas, com animais em péssimo estado. Exigimos
fiscalização sobre as condições de exploração destes nobres animais.
(Renata Pinheiro- Curitiba, PR)
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