Eqüinos

(site voluntário em defesa dos eqüinos)

 

INTRODUÇÃO:

  CAVALO - animal mamífero, da ordem dos perissodáctilos, sub-ordem dos hipomorfos, gênero Equuos, quadrúpede perissodátilo, solípede, da família dos Eqüídeos; tem pescoço e cauda providos de cerdas longas e abundantes. Domestica-se facilmente.

BURRO = JUMENTO - animal mamífero, da ordem dos perissodáctilos, gênero Equuos, espécie Equuos asinus, facilmente domesticável, muito difundido no mundo e utilizado desde os tempos memoriais como animal de tração e carga. Tem pêlo duro e de coloração extremamente variada (no popular=jerico e no nordeste do Brasil=jegue)

UM POUCO SOBRE CAVALOS - O cavalo tem origem no continente americano, durante a idade glacial . Passou do continente americano para o continente europeu. Há cerca de 10.000 anos este processo foi encerrado e o cavalo desapareceu do continente americano. Quatro tipos de cavalos se desenvolveram na Europa e Ásia, foram os Przewalski, Tarpan, o Cavalo da Floresta e o Cavalo de Tundra. Mais adiante, os cavalos se adaptaram ao ambiente em que viviam  dando origem as raças atuais, estando divididos em cavalos Árabes, Berbere, Espanhol e Thoroughbred. Dentro desta divisão encontramos 3 tipos de cavalos: Os cavalos pesados, os cavalos leves e os pôneis.
    Os cavalos criados soltos pastam a maior parte do tempo, geralmente as pastagens são deficientes e esparsas, isto faz com que os cavalos  estejam sempre a procura de alimento. Os cavalos estão sempre pastando, pois não comem grandes quantidades de  uma só vez. Cavalos têm estômago pequeno, precisam se alimentar aos poucos, nunca de uma só vez. Quando mantemos o cavalo em estábulos ou cocheiras devemos fornecer alimento da mesma forma que quando estão soltos, devemos alimentá-los 3 a 4 vezes por dia. É importante que os cavalos tenham sempre água à disposição. A quantidade consumida por um cavalo varia entre 2 a 2,5% do seu peso. Sal também faz parte da alimentação, recomenda-se ter sal sempre à disposição, a falta de sal faz com  que os cavalos roam objetos de madeira. 
   
A raça é definida pela semelhança dos animais, a similaridade da conformação,  cor, andamento, tamanho e  temperamento. Já o tipo é definido por animais que apresentam características próprias e permanentes como o cavalo nordestino ou o pantaneiro. 

 

Desde os mais longínquos tempos vemos cavalos e jumentos servindo ao homem. Usados como meio de transporte, carregando peso (quase sempre em excesso), puxando charretes enormes e pesadas lotadas de pessoas, puxando carroças, ajudando na sobrevivência de tantas famílias, servindo de divertimento (circos, rodeios, corridas, lutas, saltos, polo, etc). Os cavalos também participaram de inúmeras guerras e batalhas.

 

CAVALO

(capítulo do livro "Animais Nossos Irmãos" de Eurípedes Kühl)

"Foi domesticado três mil anos após o carneiro, a cabra, o porco, o boi e o cachorro. Sua domesticação se deu na Ásia e na Europa, sendo importantíssimo fator no desenvolvimento dessas milenares civilizações. Desde o início foi usado nas guerras e nos torneios aristocráticos e em desfiles de ostentação social. Os cavalos da raça árabe existem há 5000 anos e são considerados os ancestrais de outras raças, como o "quarto-de-milha" e o "mangalarga". São cavalos rústicos e versáteis, aptos para provas de hipismo e lida de gado. Posteriormente, vencendo preconceito dos camponeses, passou a substituir o boi nos trabalhos de carga, de sela, de atrelamento (carroça, charrete, máquinas agrícolas, etc) e em moinhos. Com a motorização da agricultura quase se extingüiu a civilização dos cavalos nos EUA, antes da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), e na Europa, após. Em 1984 o rebanho eqüino no Brasil era estimado em 5,4 milhões de cabeças. Os ancestrais fósseis do cavalo provam que sua evolução lhe deu: - maior tamanho na maioria das raças,- redução em algumas raças, - desaparecimento dos dedos laterais, - crescimento do dedo médio, - dentição: pré-molares tornaran-se molares e os caninos desapareceram. Herbívoro (após a queda dos caninos?), forte, veloz, em nada o cavalo depende do homem. Ao contrário, asseguram os historiadores, naturalistas e pesquisadores, em geral, que sem o cavalo o mundo não teria tido o progresso atual. Indeclinável admitir que Deus, Criador de tudo e de todos, situando o cavalo na Terra o fez para que o animal com sua força, alavancasse o progresso humano. Nem poderia ser outra a razão para que os cavalos sofressem tantas mutações genéticas, desde seus ancestrais. Capazes de se deslocar em qualquer terreno, atualmente persiste sua utilização nas propriedades agrícolas, principalmente no Brasil, onde 2/3 das fazendas são pequenas, não comportando tratores. Ao se domesticar, o cavalo põe a mostra um comportamento de submissão, provando decisivamente que o relacionamento entre os seres vivos não se norteia pela "lei do mais forte", e sim pelo respeito mútuo. São tão fiéis os cavalos que se igualam aos cães de estimação, demonstrando satisfação na presença de seus donos. A melhor forma de demonstrar gratidão a Deus, por ter dado à humanidade mais um maravilhoso presente - os cavalos - é tratar esses animais com respeito e afeto, jamais os sobrecarregando ou maltratando." 

Barra

JUMENTO

 

O jumento é um animal muito conhecido e utilizado em todo o Brasil. Tradicionalmente utilizado para o transporte de carga e para tração, é um animal que se adapta muito bem à montaria, sendo, muitas vezes, mais indicado que os cavalos para certos trajetos.

 

É um animal bastante rústico e resistente. Quando há o cruzamento com uma égua ou o cruzamento de uma jumenta com um cavalo, obtemos como resultado os muares.

 

No Brasil, as principais raças encontradas são:

- Jumento Nordestino - chamado de jegue, é utilizado desde o sul da Bahia até o Maranhão, sendo encontrado, também na região Centro-Oeste. É um animal pouco musculoso, se comparado à outras raças, mas é muito resistente e utilizado para montaria e para o transporte de carga. Sua altura pode variar de 90cm até 1,10m.

- Jumento Pega - Raça tradicional do sul do Estado de Minas Gerais, alcança até 1,30m de altura, é bastante rústico e, além de ser utilizado para carga e montaria, também é muito usado na tração. Pode apresentar pelagem cinza, ruça (branco-sujo) ou avermelhada.

- Jumento Paulista - Esta raça que, como o nome já o diz, é de origem do Estado de São Paulo. As pelagens mais comuns são a avermelhada, tordilha e baia. Há uma semelhança com o Pega, no que diz respeito à sua aptidão para o trabalho, sendo utilizado tanto para montaria, carga ou tração. Além disso, se assemelha ao Pega, também, no porte físico sendo que além da altura semelhante, ambos apresentam lombo curto e musculoso.

(Fonte: Rural News)

ORIGEM DOS JUMENTOS: Os jumentos estão entre os primeiros animais domesticados pelo homem, originalmente os jumentos eram animais do deserto e viviam em estado selvagem. Ainda hoje podemos encontrar jumentos selvagens na Índia, Irã, Nepal, Mongólia e na África.

CURIOSIDADES: Por ser um animal do deserto o jumento teve que se adaptar a tal situação, entre elas esta a capacidade de se manter com uma alimentação grosseira e escassa, situação que um cavalo dificilmente suportaria. As orelhas são desproporcionamente grandes, isto se deve ao fato que no deserto, por falta de alimentação adequada, os jumentos tinham que viver longe um dos outros, as orelhas grandes servem para ouvir sons distantes e assim localizar seus companheiros. O relincho do jumento pode ser ouvido até 3 ou 4 km de distância, esta é outra maneira que a natureza adaptou o jumento, desta forma eles podem se localizar em uma área bem maior. Os jumentos têm uma errada reputação de desobediência e teimosia, o fato é que os jumentos são animais muito inteligentes e têm um senso de sobrevivência bastante apurado.  É preciso ser mais inteligente que os jumentos para saber como lidar com eles.
   A primeira coisa a saber, é que os jumentos têm caracteristicas físicas diferentes dos cavalos, os jumentos não são tão rápidos nem tão potentes  quanto os cavalos, por outro lado, os jumentos são bem mais resistentes e pacientes que os cavalos. Os jumentos se adaptam bem ao serviço longo e rotineiro. Os jumentos foram  e ainda são usados em todo mundo como meio de transporte de cargas, a idéia que os jumentos são  desobedientes se deve ao fato que os jumentos têm alto senso de perigo, tentar fazer com que os jumentos tenham uma obediência "cega" ao comando, é perda de tempo. Não tente fazer o jumento pular obstáculos (como os cavalos), pois os jumentos entendem isto como uma situação de perigo e não farão bem. A reputação de teimosa dos jumentos, decididamente acontece por falta de conhecimento do comportamento destes animais, é como um mecânico que não sabe consertar um carro e põe a culpa nas ferramentas.

   Um jumento vive em média 25 anos, há casos raros de 40 anos. Se você cria caprinos ou ovinos, os jumentos são excelentes guardas de rebanho contra ataques de cães, mas tenha cuidado, pois, o jumento só guardará o rebanho se estiver só. Não ponha dois jumentos juntos guardando o rebanho, porque um jumento fará companhia ao outro e esquecerá do rebanho. Os jumentos têm uma grande variedade de cores, a mais comum é o marrom claro, outras cores podem ser marrom escuro, prêto, as vezes ocorre o bicolor (pampa) e muito raramente aparece em tres cores. Há um tipo de jumento que tem cor marrom escuro e as quatro patas brancas. Outro fato interessante sobre jumentos é a variedade de tamanhos, há jumentos de tamanho miniatura (90cm) e há os que chegam ate 1 metro e meio de altura. Os jumentos americanos da
raça mamuth são os maiores jumentos do mundo. O tamanho miniatura é muito usado em parques de diversões, pois, o temperamento suave deste animal se dá muito bem com as crianças.

    Há divergências sobre o número total de jumentos existentes no mundo, a China sozinha tem 11 milhões de jumentos. Algumas  raças de jumentos: Pega,  Catalão,  Andaluz,  Espanhol,  Norte Americano, Poiton, Castela, Apulies e Nordestino, Siciliano, Gascão, Zomora-no.

Na página CARROÇAS você terá acesso ao que acontece em várias cidades do país: Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Outras localidades

 

 

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