Eqüinos

(site voluntário em defesa dos eqüinos)

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NOTÍCIAS  &  DENÚNCIAS

 

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"Entre a brutalidade para com o animal e a crueldade para com o homem, há uma só diferença: a vítima." - Lamartine

"Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior para eles, pois não podem ajudar a si mesmos." - Dr. Louis J. Camuti

"Minha doutrina é esta: se nós vemos coisas erradas ou crueldades, as quais temos o poder de evitar e nada fazemos, nós somos coniventes." -
Anna Sewell

"Não permitas que ninguém negligencie o peso de sua responsabilidade. Enquanto tantos animais continuam a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos vagões de carga não sejam emudecidos, enquanto prevalecer tanta brutalidade em nosso matadouros... todos seremos culpados. Tudo o que tem vida tem valor como um ser vivo, como uma manifestação do mistério da vida." - Albert Schweitzer

NOTÍCIAS SOBRE OS MAUS TRATOS A CAVALOS

OAB denuncia massacre de jumentos no Ceará - 22/05/2003

Centenas de jumentos estariam sendo enterrados vivos em Quixeramobim (município a 200 km de Fortaleza). O motivo: como se tornaram obsoletos e estão sendo substituídos por motos e bicicletas, os animais são abandonados e têm causado muitos acidentes nas estradas da região.

Esse é o teor da representação criminal que a Comissão do Meio Ambiente da OAB do Ceará, em parceria com a Uipa (União Internacional Protetora dos Animais), pretende encaminhar ao Ministério Público Estadual, pedindo a responsabilização criminal de funcionários do Dert (Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes), acusados do crime.

"O jumento é de uma docilidade incomensurável, de uma mansidão que não dá para descrever. É totalmente inofensivo, a única função dele é ajudar os nordestinos", disse o advogado Arimá Rocha, presidente da Comissão do Meio Ambiente da OAB-CE.

O superintendente-adjunto do Dert, Guaraci Diniz de Aguiar, nega que isso tenha ocorrido, mas afirma que abriu um procedimento para investigar o caso. A denúncia foi feita à Uipa há 15 dias, por moradores. Segundo os relatos, os animais seriam recolhidos das estradas por funcionários do Dert e depois levados para um cercado, onde ficariam sem comer por uma semana. Depois, seriam levados para um local, com covas previamente cavadas, e receberiam apenas uma pancada na cabeça, sendo empurrados para dentro do buraco ainda vivos. A seguir, os funcionários cobririam os animais com terra.

De acordo com a denúncia, seriam cerca de 150 por semana. "Uma pessoa disse que isso vinha acontecendo toda sexta-feira, e às vezes mais de uma vez por semana", afirmou a advogada Gelsa Leitão, da Uipa. A entidade enviou um funcionário a Quixeramobim para apurar a história. Ele passou oito dias na cidade e afirma ter testemunhado a mortandade a uma distância de cerca de 50 metros. "Eles batiam com uma espécie de machado na cabeça dos animais. Os jumentos ficavam agonizando, os outros que viam a cena queriam fugir. Aí empurravam os animais vivos para dentro do buraco. Sou capaz de jurar pela alma de
minha mãe", disse o funcionário da Uipa, que não quis se identificar.

"Os animais iam caindo um em cima do outro. Fui embora porque não consegui ficar até o final", afirmou o funcionário. Segundo o funcionário, as mortes ocorreram em uma fazenda entre Quixeramobim e Senador Pompeu. Teriam começado por volta das 19h de sexta-feira e teriam ocorrido até cerca da meia-noite, de acordo com outros moradores ouvidos por ele.

De acordo com Marcos, havia cinco covas fundas, do tamanho aproximado de um caminhão. Os funcionários do Dert teriam trazido os jumentos em três caminhões, em várias viagens. "O jumento é um símbolo do Nordeste. É um animal muito bom, silencioso, que sofre calado e muitas vezes carrega um peso superior a suas forças", disse a advogada da Uipa.

Também chamado de jegue, o jumento é mais usado como reprodutor do que como meio de transporte: ao cruzar com a égua, produz filhos mais resistentes e maiores, os burros e as mulas, que são estéreis.  Como os jumentos se reproduzem em grande quantidade, acabaram sendo desvalorizados.


(Fonte: Agência Folha)

 

 

Carroças proibidas na Colômbia - 13/03/2003

- EXEMPLO A SER SEGUIDO -

Depois de muitos esforços e protestos recebidos de todas as partes do mundo, foi aprovada lei que proíbe o trânsito de cavalos trabalhadores nas cidades colombianas. A proibição foi imposta porque os animais representam perigo para o trânsito e são constantemente maltratados por seus donos. "Esses cavalos têm uma vida muito difícil,", diz  o representante da WSPA - World Society for Protection of Animals - na Colômbia, Luis Carlos Sarmiento. "Eu os vejo diariamente nas ruas enfrentando a batalha perdida contra o tráfico, carga pesada e a fome." A nova lei pretende melhorar a vida dos cavalos a longo prazo. No entanto, alguns donos, em um futuro próximo, podem se ver forçados a sacrificar o animal, se ele não conseguir ser adotado. "Essa nova lei, eventualmente, será ótima, mas neste momento me preocupa o que irá acontecer com os milhares de cavalos que de repente se tornaram inúteis para seus donos." Disse Sarmiento.

(Fonte: Equine Protection Network)

 

 

 

Policial rodoviário executa cavalos a tiros na BR-116 - RS - 20/03/2004

- Policial rodoviário mata dois cavalos para evitar acidentes -
- Entidades de proteção aos animais condenam ação do patrulheiro -


Um patrulheiro rodoviário abateu na madrugada desta segunda, dia 20, dois cavalos que estavam na BR-116, em Camaquã. Segundo o policial Gaspar Martins de Souza, a medida foi tomada para evitar um
acidente com os veículos que transitavam pela estrada. Ele alega que por sete quilômetros tentou retirar os animais da pista. Gaspar Martins Souza lamentou ter de efetivar os disparos, mas garantiu que
a ordem do seu comando era impedir um acidente grave com motoristas.

O condutor de um caminhão, Júlio César, que presenciou a cena e uma entidade de proteção aos animais condenam a atitude. A Patrulha Ambiental da Brigada Militar entende que o caso foi atípico
por se tratar de uma emergência e ainda por ter ocorrido de madrugada. O assunto deverá ser encaminhado para investigação do Ministério Público da região. Segundo o policial rodoviário, antes de atirar, a viatura da
Polícia Rodoviária Federal tentou empurrar os animais para fora da pista. Um terceiro cavalo que estava junto foi levado para dentro de uma fazenda. Os outros dois, no entanto, ficaram sobre a pista.
Segundo o relato do policial, motoristas de dois veículos tiveram de frear bruscamente para evitar o choque.

A atitude é questionada por entidades protetoras de animais. A voluntária do Grupo de Apoio chamado Duas Mãos Quatro Patas, Rejane Ferreira Merlin, afirma que existem meios de impedir a morte do
animal. Conforme a avaliação de Rejane, era só laçar os animais e retirá-los da estrada.

(Fonte:  Rádio Gaúcha)

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Entrevista com o policial que matou os cavalos - Jornal ZERO HORA

"A única solução era meter bala neles"
Entrevista: Gaspar Souza, policial que matou cavalos


O policial rodoviário federal Gaspar Martins de Souza, 39 anos, lotado na 7ª Delegacia da Polícia Rodoviária
Federal/Pelotas, tomou uma decisão drástica, no final da madrugada de sábado. Temendo que dois cavalos soltos em meio a pista causassem acidentes graves na BR-116, em Camaquã, Souza executou os animais a tiros. - Acredito que no primeiro cavalo dei dois tiros na cabeça e um na paleta dianteira, para ele cair, porque ele não estava caindo. No segundo, acredito que os dois foram na cabeça - relatou Souza,
sábado pela manhã, em entrevista concedida a Zero Hora.

Zero Hora - Como foi a ocorrência?

Gaspar Martins Souza - Me chamaram para tirar uns cavalos que estavam o dia todo lá na pista.

ZH - Eles estavam desde que horas na pista?

Souza - Às 8h10min do dia 19 (sexta-feira) foi a primeira chamada. É que é difícil prender os animais. Eles sobem para pista, descem, vão para outras propriedades, voltam para pista. A segunda chamada foi às 23h30min. Depois outra, às 2h20min, e por fim uma às 4h40min, quando eu consegui localizar os bichos.

ZH - Quantos cavalos eram?

Souza - Eram três. Um eu consegui trancar dentro de uma propriedade. Tive de parar o trânsito que vinha atrás de mim. Os veículos que vinham em sentido contrário eu não consegui sinalizar. Os cavalos quase causaram acidentes. Dois carros cantaram pneu na pista, um caminhão contâiner desviou deles e chegou a balançar, achei que ia virar.

ZH - Como foi a perseguição?

Souza - Durante sete quilômetros (do km 401 ao km 408) eu fiquei nessa luta com eles. Voltavam, corriam para lá, corriam para cá. Aí eu vi que poderia dar uma tragédia. Resolvi que a única situação era meter bala neles. Os animais são um bem jurídico, mas a vida humana também é. São dois bens jurídicos difíceis de mensurar, mas sabemos o que tem mais valia, correto? Eliminei os cavalos em legítima defesa de terceiros.

ZH - O senhor atirou de dentro da viatura ou saiu do carro?

Souza - Sim, com a viatura andando. Na primeira vez, dei dois tiros para o chão, para ver se conseguia levá-los para dentro da fazenda. Consegui levar um só. Os outros dois continuaram na pista. Aí emparelhei ao lado deles e atirei.

ZH - Os tiros pegaram onde?

Souza - Acredito que não tenha errado nenhum tiro. Acredito que o primeiro cavalo dei dois tiros na cabeça e um na paleta dianteira, para ele cair, que ele não estava caindo. No segundo, acho que os dois tiros foram na cabeça.

ZH - Esse procedimento é padrão?

Souza - Não. O procedimento padrão é retirar os animais de cima da pista, chamar a nossa viatura de recolhimento e levá-los para depósito. Só que temos 120 quilômetros de rodovias e isso não pode ser feito toda hora. Tem um certo momento que tu tens que decidir.

ZH - O senhor já tinha atirado em animais?

Souza - Foi a primeira vez.

ZH - Sente algum mal-estar em ter executado os animais?

Souza - Com certeza, com certeza! Eu gosto de cavalo, inclusive na chácara do meu pai tem cavalos, e eu ando a cavalo. Senti muito em ter executado os animais, mas entre executar o animal e salvar uma vida humana, salvo a vida humana. Estou com a consciência tranqüila, porque cumpri meu dever.

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NOTA: Um caso de total despreparo do policial que na incapacidade de retirar os animais da pista deveria tê-las fechado e pedido ajuda aos bombeiros. Nenhuma tentativa de laçá-los ou pedido de ajuda foram feitos. Execução sumária e cruel. É crime. Como também é crime abandono de animais, como também é crime colocar a vida dos outros em risco como fez o proprietário desses animais. Todos devem ser punidos. Animais merecem respeito e têm direito à vida tanto quanto qualquer um de nós. Seres inocentes que pagaram com a vida pela irresponsabilidade do ser humano.

 

Jan/1999 (por e-mail): "Imaginem a seguinte cena: "Numa cidade grande, cavalos pastam ao lado de pistas movimentadíssimas, com carros e caminhões circulando em alta velocidade. De repente a cordinha frágil que prendia um dos cavalos se solta e o animal meio atordoado começa a atravessar a pista. Quase acontece um acidente feio, um dos carros freia bruscamente para não atropelar o cavalo, o motorista que vinha logo atrás joga o carro na calçada. O animal indefeso e confuso não sabe o que fazer e vai para outra pista, provocando um grande tumulto no trânsito local". Esta história não é ficção, infelizmente é uma realidade de nossos tempos, onde as cidades são muito mais selvagens do que as florestas. Eu estava num dos carros que quase atropelou o pobre do cavalo no dia 20/01/99. Quase morri de susto e de indignação por ver um bicho daquele tamanho na minha frente, totalmente indefeso e correndo risco de vida, por causa deste bendito ser humano que insiste em ser mais animal do que qualquer ser vivo do planeta. Local do ocorrido: Junção das Avenidas Prestes Maia e Lions, bem na divisa das cidades de Santo André e São Bernardo."(Giovana Temístocles Gomes - Publicitária, moradora de Santo André)

Dez/1999 (por e-mail) - Gostaria de saber se é verdade que alguns frigorificos de cavalos no Brasil matam os cavalos cortando-lhes as pernas, e os mesmos morrem por sangramento. Se isso for verdade gostaria de saber quais frigorificos fazem isso, por que eu mesmo já mandei cavalos para o abate e se isso for verdade nunca mais pretendo fazer isso.: Gostaria de saber se é verdade que alguns frigoríficos de cavalos no Brasil matam os cavalos cortando-lhes as pernas, e os mesmos morrem por sangramento. Se isso for verdade gostaria de saber quais frigoríficos fazem isso, por que eu mesmo já mandei cavalos para o abate e se isso for verdade nunca mais pretendo fazer isso. - Gostaria de saber se é verdade que alguns frigoríficos de cavalos no Brasil matam os cavalos cortando-lhes as pernas, e os mesmos morrem por sangramento. Se isso for verdade gostaria de saber quais frigoríficos fazem isso, por que eu mesmo já mandei cavalos para o abate e se isso for verdade nunca mais pretendo fazer isso. Obrigado pela atenção!" (A.C.N., Ribeirão Preto -  SP)

Jul/2000 (Jornal Gazeta do Povo-Curitiba): "Cavalos soltos são problema na Avenida das Torres. A população que reside próximo à esta avenida convive todos os dias com os perigos provocados pelos cavalos, que pastam no canteiro central da via e nas ruas dos bairros vizinhos. Os animais provocam muitos incômodos, além de acidentes envolvendo carros e pedestres. Segundo o presidente da Associação Comunitária dos Moradores da Vila das Torres, Vilmar de Andrade, o problema piorou muito nos últimos tempos. "Antigamente tinham somente os cavalos dos carroceiros. Mas agora, os meninos do bairro andam com os animais pelas ruas como se estivessem de bicicleta, vivem atropelando as pessoas", compara. Vilmar diz que já tentou várias vezes, junto com os moradores locais, solucionar o problema. "Isso atinge toda a população. Nós já recorremos à vários órgãos, mas não conseguimos nada". Ele diz que nos últimos meses, mais de cinco crianças foram atropeladas pelos animais. Além dos acidentes, Vilmar afirma que os cavalos são maltratados e que, na maioria dos casos, são animais roubados. "Isso já gerou várias brigas aqui no bairro". Para o reparador de frigoríficos, André do Padro, a situação chegou ao limite. "Hoje acho que o bairro tem mais cavalos que moradores". O patrulheiro Rodrigo Fernandes também é contra os animais soltos pelas ruas. "Minha sobrinha foi atropelada e levou vários pontos na cabeça. O pior é que às vezes morre algum cavalo e ninguém enterra, fica dias no chão", afirma. A auxiliar de enfermagem, Cristina Almeida, diz que os cavalos são muito maltratados. Segundo ela, de dia trabalham e à noite os meninos do bairro costumam fazer corridas de cavalos. O comerciante Christian Goulart também diz que os animais são maltratados. "Os carrinheiros fazem o animal puxar carroça de dia e costumam alugar os cavalos à noite, que acabam morrendo de tanto trabalhar". Os acidentes com veículos também são frequentes, o chaveiro Jurandir Ribeiro teve sua moto atropelada. "Fui procurar a polícia e me disseram para falar com o dono do cavalo, que sumiu". O desempregado Eustáquio Ferreira de Almeida diz ter presenciado o atropelamento de um animal. "Quando a polícia chegou foi obrigada a sacrificar o cavalo".
Proprietários Agressivos: A Sociedade Protetora dos Animais informou que recebe dezenas de ligações todos os dias com denúncias referentes aos cavalos que vivem na região da Avenida das Torres. Segundo a presidente da instituição, Enid Bernardi, na última semana, um dos telefonemas denunciava o atropelamento de dois animais. "Infelizemente não pudemos fazer nada", explica Enid. Segundo ela, há cerca de três meses uma equipe da Sociedade Protetora dos Animais foi ao local e um grupo de moradores ameaçou a equipe. "Aquilo é um barril de pólvora", afirma. Ela diz que já recorreu a várias autoridades e até o momento não obteve ajuda de ninguém. Segundo Enid, os animais do local passam fome, trabalham muito e apanham constantemente. "O bairro não é próprio para cavalos, muito menos nas condições em que eles vivem."

Ago/2000 (por e-mail): "Tenho observado que no Rio de Janeiro o número de carroças e cavalos nas ruas vêm aumentando drasticamente. Dia desses na Barra da Tijuca, vi cenas que me comoveram muito (essas cenas se repetiram vários outros dias). Cavalos puxando carroças com peso visivelmente superior à sua capacidade. Magros, exaustos, sofridos, trafegando por vias de alta velocidade e trânsito intenso com cruzamentos muito perigosos. E ainda por cima, sustentando com o próprio corpo todo o peso da carroça, da carga e dos homens que nela estavam sentados em trechos de vias em declive (para quem conhece, o acesso pelo nível lagoa do Barrashopping, acesso esse pela Av. das Américas, sabe do que falo)".(Lenita Ouro Preto)

Mar/2001 (Jornal Hoje - Rede Globo): CAVALOS - Matadouros clandestinos: Foi noticiada no Jornal Hoje da TV Globo, a descoberta de um matadouro clandestino de cavalos, que distribuía essa carne para restaurantes da região de Goiânia. Os cavalos que eram mortos eram pegos nas ruas ou roubados de carroceiros. O local é um horror! Os cavalos mortos sem o menor "respeito" se é que existe algum respeito em se assassinar um animal! Foram encontrados no local toneladas de carne embaladas para a venda e carcaças por todo lado. A polícia suspeita que esse matadouro de "fundo de quintal" faça parte de uma rede de matadouros clandestinos de cavalos.

Jan/2001 (Jornal Folha de São Paulo - enviado por e-mail): "Saiu na  Folha de São Paulo, uma reportagem que diz que foi sancionada anteontem uma lei no Rio de Janeiro, que regulamenta o transporte por tração animal. O texto, de autoria de Claudio Cavalcanti proíbe a utilização de éguas prenhas e determina que os animais só podem trabalhar 08 horas por dia. A lei, que entrará em vigor em 45 dias, também proibe a utilização de animais feridos e os donos das carroças terão que ser habilitados pela Secretaria Especial de Proteção e Defesa dos Animais, e as carroças, todas emplacadas. A lei também exigirá que os condutores obedeçam às regras do Código Nacional de Trânsito; o não cumprimento acarretará em  multa de ums alário mínimo (R$ 180,00), correndo o risco de ter a carroça apreendida." (Noeli Santisteban)

Jan/2001 (Jornal O Dia - RJ): - VOCÊ PEDIU, O DIA FALA MAIS- Código Carioca para Cavalos- Projeto de lei vai prever placas para carroças e carteira de habilitação para os condutores, como motoristas. Para evitar que os cavalos levem uma vida de cão, o vereador Cláudio Cavalcanti quer enquadrar os donos dos animais. Cavalcanti – numa dobradinha com a mulher, a secretária de Defesa dos Animais, Maria Lúcia Frota – já definiu seu primeiro ato: ao assumir o mandato, apresentará projeto de lei para que as carroças e charretes tenham placas e, os condutores, carteira de habilitação. No já apelidado Código Carioca para Cavalos, serão criadas linhas para definir o itinerário de cada “microjegue” (a versão quatro patas de um táxi) e definido se haverá um auxiliar para cada autônomo – tudo para que não surja um movimento do tipo Diárias Nunca Mais dos charreteiros. Tantas regras têm um único objetivo. “Definindo os charreteiros, podemos cobrar se houver maus tratos ao animal”, explica o vereador. O Código de Trânsito Brasileiro prevê que veículos com tração animal sigam as mesmas regras dos automotores, mas cada município deveria definir suas normas. No Rio, isso não aconteceu. Em Queimados, a prefeitura começou a cadastrar charreteiros, mas não fiscaliza. “Definir regras pode ser bom para o motorista, porque acaba com os charreteiros piratas, para o passageiro e para o cavalo”, diz Liliane Mendes Diniz, 18 anos, charreteira auxiliar. Cada “corrida” de até 1,5 quilômetros sai por R$ 0,50. Liliane recebe metade de cada viagem. Para formular o projeto de lei, o vereador conta com a ajuda da aposentada Lúcia Maria Noronha Santos, que, como o DIA revelou no domingo passado, é protetora dos eqüinos. Na matéria, o jornal mostrou que depois que o pastor-alemão-guarda-municipal Doca foi escolhido o oficial-de-gabinete da secretária especial de Defesa dos Animais, Maria Lúcia Frota, os bichos ganharam destaque. Tanto que um filhote de “pointer-vira-lata” da Sociedade União Protetora dos Animais (Suipa), cuja foto foi publicada no DIA, foi adotado. A prova de que o cachorro é o melhor amigo do homem veio dos leitores. A matéria do domingo passado foi escolhida para ter continuidade hoje. Com votação recorde.

Ago/2001 (por e-mail): "Pessoal de Minas Gerais, alguém confirma as informações do relato abaixo? Quem puder, favor verificar. Não consigo acreditar em tamanha crueldade. Gostaria de fazer uma pergunta à respeito de um comentário que ouvi. Moro na cidade de Uberlândia - MG, e na cidade vizinha de Araguari exisste um abatedouro de cavalos para exportação da carne. Mas fiquei horrorizada quando me disseram a forma de abate dos animais. É verdade que eles têm sua patas cortadas na altura dos joelhos para sangrarem até a morte? Se for, quem foi o "animal" que inventou isso? Não é possível que o homem, que se diz racional, pratica esse tipo de coisa! E se fizéssemos o mesmo com eles (homens)? Existe alguma coisa a ser feita, ou será que teremos que conviver com isso sempre? Me desculpem se estiver indignada à toa, caso não seja verdade. Mas é um absurdo o que o homem é capaz de fazer com um animal. E pensar que isso é apenas um grão de areia entre tantas outras maldades... É de desanimar qualquer um em relação à natureza humana. Será que algum dia vamos ter conserto?" (Maristela Gurgel)

Dez/2002 (por e-mail): "Olá a todos! Os dois cavalos que estavam no final da Rua Campos da Paz, inicio de uma favela, onde garotos drogados já haviam matado um, já foram recolhidos e serão adotados por uma pessoa. Enfim, o drama daqueles pobres animais acabou. Mas outros continuam sofrendo! Vamos continuar enviando e-mails, cartas, etc... ao Prefeito Cesar Maia e a SEPDA. A coisa é muito lenta! Tem que existir atendimento veterinário e transporte 24 horas  para esses animais. Principalmente os animais de grande porte. Não falta dinheiro para enfeitar praças, árvore de Natal na Lagoa, carnaval, fogos, etc... Tem que existir dinheiro também para o atendimento dos nossos animais! Esse descaso é uma vergonha!" (Iracema Blando)

 

O que fazer quando presenciar maus-tratos ou ver cavalos ou burros doentes e magros?

Você pode ajudar a mudar essa situação. Exerça seu direito de cidadão. Não seja conivente. Denuncie! Proteste! Reclame! Exija respeito pelos animais. 

A quem recorrer: Exija a fiscalização do Detran, já que os carroceiros desrespeitam o Código Nacional de Trânsito se trafegarem em carroças improvisadas, sem placa, sem sinalização, sem carteira de carroceiro, com cavalos doentes, apresentando perigo para eles mesmos e para o trânsito. Chame um policial ao perceber que o animal não agüenta o peso, se está debilitado ou se está sendo mal tratado, e cite a Lei nº 9.605/98 de Crimes Ambientais. Maus tratos a animais é crime! Como cidadãos, pagadores de impostos, nós temos o direito de exigir o cumprimento das leis. Dizer não à crueldade, seja aos animais racionais ou irracionais, é dever de todos! (Texto de Liliane Barki)

 

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