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Pesa-nos trazer para esta página este
assunto; o cérebro se agita, o coração dói, a alma sofre...mas é necessário.
Seria covardia, omissão no mínimo, não
gritar bem alto contra tanta iniqüidade praticada com os animais. Ante a maldade, sob que
rótulo se apresente, não se pode fugir e, qual avestruz, "enterrar a cabeça na
areia", "resolvendo" assim o problema, de forma enganosa.
Considerarmos indispensável narrar aqui,
crueldades para com os animais, constitui nosso vigoroso grito de repúdio e dó, de
espanto e incredulidade, ante ações que desmerecem a razão, rebaixam o espírito e
denigrem a espécie humana - dita racional.
Que nossa voz ecoe nos corações endurecidos
fixando neles, ao menos, sementes de respeito, quando de amor possível não seja.
A crueldade humana para com os animais é
praticada de inúmeras formas. Vejamos uma, tão somente: matadouros.
"Até o papel deve sentir vergonha ao
receber as letras que formam essa história." - Sinhozinho Cardoso no livro
"Além do ódio"
É exatamente isso que também sentimos ao
descrever o horror dos matadouros.
Fortalece-nos intenso desejo de que tal seja
um alerta, capaz de, sob os cuidados de Deus, sensibilizar a quem de direito possa
modificar tão triste realidade: a crueldade dos matadouros.
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Quanto ao
ABATE DE CAVALOS, há alguns
anos, a imprensa noticiou a crueldade dos matadouros, causando comoção nacional. A
matança descrita atingia proporções bestiais: - 12 horas antes do abate eram privados
de água e alimento, para amaciar a carne; - eram conduzidos molhados a um corredor e dali
tangidos com choques elétricos de 240 volts; - a seguir, uma pancada na cabeça,
tonteando-os; - animal ainda vivo, as patas eram cortadas com machado ou tesoura grande de
forma a esgotar todo o sangue; - ainda vivo, com ferimentos terríveis, o animal era
colocado em uma estufa para suar e com isso eliminar o "mal educado" cheiro de
cavalo de sua carne. |
Quem suportaria presenciar tais cenas?
Várias denúncias foram feitas à época,
levando personalidades diversas a protestar veementemente contra tamanha barbaridade.
A União Internacional Protetora de Animais
(UIPA), em particular, empenhou-se a fundo para combater essa ignomínia.
Carlos Drumond de Andrade, revoltado ante tais
fatos, conclamou os donos dos abatedouros a seguir o exemplo da Suíça, Áustria,
Bélgica, Inglaterra e Alemanha, por favor, morte sem dor:
"Praza aos Céus que
isso não exista mais!"
Concluída esta página, devemos dizer que
nossa alma quedou-se machucada, coração em prantos...
Já que citamos há pouco um poeta,
relembramos a propósito o poeta português Antônio de Macedo:
"...-
Senhor! Como escrever o resto?! Cai-me a pena da mão, perturba-se-me a vista..."
A presente página não foi fácil, pois os
fatos nele contidos põem a descoberto um ângulo negativo do patamar evolutivo espiritual
do mundo em que vivemos - nada lisonjeiro. Indispensável lembrar Kardec: "Quando a
lei do amor e da caridade for a lei da humanidade, não haverá mais egoísmos; o fraco e
o pacífico não serão mais explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal
será o estado da Terra quando, segundo a lei do progresso e a promessa de Jesus, ela
tornar-se um mundo feliz, pela expulsão dos maus. "Essa recomendação - a da igualdade entre
fracos e fortes - pode perfeitamente enquadrar as crueldades de que são vítimas os
animais e que infelizmente não são raras, no sentido de que cessem, sob pena de
banimento dos agentes.
Quem são os maus?
"- Quem tem olhos para ver, que veja e
quem tem ouvidos para ouvir, que ouça..."
( Capítulo retirado do livro
"Animais nossos irmãos" de Eurípedes Kühl )
Do site: "Animais SOS"

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CAVALOS - Matadouros clandestinos:
"Foi noticiado ontem (13/03/01) no
Jornal Hoje da TV Globo, a descoberta de um matadouro clandestino de
cavalos, que distribuía essa carne para restaurantes da região de Goiânia.
Os cavalos que eram mortos eram pegos nas ruas ou roubados de
carroceiros. O local é um horror! Os cavalos mortos sem o menor
"respeito" se é que existe algum respeito em se assassinar um
animal! Foram encontrados no local toneladas de carne embaladas para a
venda e carcaças por todo lado. A polícia suspeita que esse matadouro
de "fundo de quintal" faça parte de uma rede de matadouros
clandestinos de cavalos.
Outra
coisa que me incomodou muito nessa reportagem foi que todos, polícia,
repórteres, todos sem exceção, só se incomodaram com o lado sanitário
da coisa. Em momento algum foi citado o tão falado e raramente usado
"DIREITOS DOS ANIMAIS". E o respeito? E a crueldade contra
eles? E o direito à vida e à liberdade? Onde ficam? NÃO PODEMOS
FICAR CALADOS. (L.B.S. - por e-mail)"
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