Eqüinos

(site voluntário em defesa dos eqüinos)

 

(ANIMAIS ABANDONADOS NAS RUAS E ESTRADAS)

Em todo o país animais são abandonados nas ruas e estradas à própria sorte. Depois de trabalharem exaustivamente e não servirem mais, quando estão velhos ou doentes. Largados pela irresponsabilidade de seus "donos" que os deixam pastando na beira de rodovias sem qualquer controle, causando morte e sofrimento de pessoas inocentes e dos animais.  Carroceiros desrespeitam normas de trânsito e segurança, enfrentam avenidas de alta velocidade e tráfego intenso, competindo com ônibus, caminhões e carros, atravessam cruzamentos perigosos exigindo do cavalo uma velocidade que eles não aguentam. Todos correm perigo: carros e pedestres, mas os que mais sofrem realmente são os animais, que são a parte mais fraca, estão sempre mais expostos e o socorro nunca vem. Normalmente morrem largados no local agonizando por horas sem qualquer socorro.

 

Cavalos abandonados (branco e marrom) na beira da estrada em Cabo Frio - RJ Jumentos soltos na Praia do Futuro - Ceará,  atravessam diariamente a pista exigindo a atenção redobrada dos motorista
 
Cavalo abandonado em beira de estrada - Jacarepaguá - RJ
foto: Lenita Ouro Preto(agosto 2003) foto: André Goldman (março 2004)
 
( janeiro 2004)

 

COICES NO TRÂNSITO 
Cavalos no meio de uma avenida provocaram um
acidente na região de Santo Amaro.

Foi na estrada do M'Boi Mirim, na zona sul. Um carro ficou desgovernado e bateu de frente com este ônibus que seguia para Santo Amaro. O motorista ficou preso nas ferragens.

Depois de retirado, disse aos bombeiros que perdeu o controle do veículo porque tentou desviar de dois cavalos que estavam soltos, no meio da pista. A polícia descobriu na hora que a versão do motorista era verdadeira.

Os cavalos estavam lá, bloqueavam a passagem de um caminhão e andavam tranqüilamente no meio do congestionamento.
 

Cavalos abandonados nas ruas de Santo Amaro - SP
 

(fonte: SPTV - março 2004)

 

Acidente: Cavalos são vítimas de descuido dos seus donos e levam riscos a motoristas

 

(foto: Felipe de Souza)

fonte: Diário do Vale

ANIMAIS CRUZANDO A PISTA CAUSAM RISCOS DE ACIDENTES

Barra Mansa

O risco de acidentes envolvendo animais, muitas vezes por descuido dos donos, é comum aos motoristas que passam pela Rodovia Saturnino Braga (RJ 105) - pista de acesso às cidades do litoral sul -, principalmente na altura do bairro Santa Clara. No local, cavalos são vistos cruzando a pista conforme informou uma moradora que não quis se identificar. “Nos poucos dias em que não estou trabalhando, costumo ver cavalos pela pista, mas não sei quem é o dono”, disse a moradora.
De acordo com policiais militares do Posto Santa Clara, no bairro é comum o registro de acidentes envolvendo animais. Segundo eles, algumas vezes os motoristas desviam de cavalos e cães, mas não evitam a colisão com veículos que trafegam na direção oposta. No final da manhã de ontem, por volta do meio-dia, o DIÁRIO DO VALE encontrou, às margens da via, um cavalo morto, possivelmente atropelado por um veículo.
O Coordenador de Desenvolvimento Rural, Luiz Antônio Ferreira Lima, informou que existe uma lei municipal proibindo a circulação de animais em vias públicas e em locais privados, como estabelecimentos, indústrias e escolas. O animal apreendido é levado ao Curral de Conselho (Depósito Público), onde são tratados por sete dias. Após essa data, são doados à instituições, clubes ou universidades. A multa aos proprietários infratores pode variar de 21 UFIRs (R$ 28,35) até 105 UFIRs (R$ 141,75), além do custo da estadia, avaliado em 14 UFIRs (R$ 18,90) por dia.
- Ano passado, foram apreendidos 94 animais de grande porte (bovinos e eqüinos). Este ano já apreendemos 75, graças ao caminhão que a prefeitura adaptou para captura. Fiscalizamos constantemente os pontos do município onde normalmente os animais ficam soltos. Sabemos os locais certos e temos um programação definida, mas não podemos divulgá-las. Precisamos que a população ajude também, ligando e denunciando - disse Lima, informando que os telefones para denúncia são: 0800-7019140 ou 3322.6062, ramal 120 .

 

DICAS AO VOLANTE

Motoristas devem ficar alertas para se antecipar aos movimentos de animais soltos na pista
Atenção redobrada à noite, porque a maioria dos animais tem pelagem escura
Ao ver um animal, reduzir a velocidade (não bruscamente) e observar a reação do bicho, para seguir pelo lado contrário
Ligar o pisca-alerta e sinalizar com a mão para fora da janela, avisando outros motoristas do perigo
Se houver atropelamento sem vítimas, retirar o carro para o lado da pista e chamar auxílio
Fonte: Polícia Rodoviária Federal
 

 

MÉDICO MORRE DEPOIS DE ATROPELAR CAVALO 

Cirurgião plástico visitou filhos em Cabo Frio e voltava para fazer plantão no Rio quando bateu em animal, que estava solto na estrada

O carro capotou várias vezes, caiu de uma altura de quatro metros e pegou fogo. O motorista morreu na hora. Um acidente envolvendo um carro e um cavalo provocou ontem a morte do médico Edson Ramos Martins, 40 anos. Ele dirigia o KIA Sephia LNG 4998, quando o animal cruzou a pista sentido Rio da BR-101, na altura do Km 285, em Itaboraí. Depois de atropelar o cavalo, o veículo capotou várias vezes, caiu de uma altura de aproximadamente quatro metros e pegou fogo.
Edson era cirurgião plástico e chefe de equipe dos hospitais Souza Aguiar e Rocha Faria, e médico-socorrista da Via Lagos. Ontem, ele passou o dia trabalhando no posto da concessionária, que fica no Km 22 e, às 20h, seguiu para Cabo Frio, onde moram Raphael, 10 anos, e Arthur, 12, dois de seus três filhos.
“Quando cheguei em casa, ele estava brincando no computador com os filhos. Como Edson daria plantão durante a madrugada no Souza Aguiar e, às 7h, começaria a trabalhar no Rocha Faria, resolveu antecipar a comemoração pelo Dia dos Pais. Então, saímos todos para jantar e festejar a data”, contou a médica Lília Cristina Gebhard Neves, 39 anos, ex-mulher do cirurgião. A colisão com o cavalo aconteceu à meia-noite. O carro ficou destruído, e Edson morreu no local. “Eu queria que ele dormisse lá em casa. Disse para o Raphael ligar para o pai e pedir que tomasse cuidado, porque estava chovendo. Parece que alguma coisa me avisava. Agora, sei que foi uma despedida”, lamentou Lília.

Carro destruído após atropelar cavalo e capotar - janeiro 2004

 

(foto: Daniela Conti)

 

ACIDENTES COM ANIMAIS SÃO COMUNS NA REGIÃO DOS LAGOS - RJ

A Polícia Rodoviária Federal estima que em média quatro cavalos são retirados todos os dias na região da BR-101, onde Edson Ramos Martins morreu. Em 2001, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) registrou 148 acidentes com animais no estado. No mesmo período, a polícia notificou 302 casos, que deixaram três mortos e 114 feridos. Até agosto do ano passado, foram 190.

Além disso, também em 2001, 1.412 animais foram recolhidos, sendo pelo menos 204 somente no trecho entre os Kms 297 (Itaboraí) e 145 (Rio Bonito) da BR-101.
Em novembro, o estudante Marcos Veríssimo de Oliveira, 19 anos, morreu quando o Marea LCR-8222 em que estava, junto com outros três jovens, colidiu com um cavalo na Avenida Abelardo Bueno, próximo ao Autódromo de Jacarepaguá. Depois de atropelar o animal, o carro caiu num valão e capotou. Os estudantes voltavam de uma festa na Estrada do Bandeirantes.

 

Acidente com carroça

(texto e fotos: Jean Takada)

 
Dentro das cidades, a responsabilidade do recolhimento de animais soltos é da prefeitura, através da secretaria de vigilância sanitária (VISA). Segundo os responsáveis pelas secretárias, apesar de se tratar de vigilância sanitária, um dos principais motivos na apreensão de cavalos soltos é justamente a de evitar acidentes com os carros.
A melhor maneira de evitar este tipo de acidente é sem dúvida estar sempre atento na estrada. Quando perceber que se trata de uma região de pecuária o risco de animais de grande porte na pista é ainda maior. Já nas cidades o risco maior é com carroceiros que devem ser denunciados se apresentarem falta de respon-sabilidade e se for o caso de cavalos soltos, comunique imediatamente a prefeitura.
CUIDADO! CAVALOS NA PISTA

Infelizmente, boa parte dos acidentes com carro são causados por cavalos muitas vezes soltos na beira de ruas ou estradas ou ainda pela falta de responsabilidade de condutores de carroças e charretes.
Para as autoridades é quase impossível evitar esse tipo de acidente devido à dificuldade na fiscalização e o jeito é contar com o "juízo" dos proprietários dos animais.
Os cavalos representam boa parte das causas dos acidentes fatais, afinal, colidir com um animal de cerca de 300 quilos pode causar um grande estrago.
Algumas empresas responsáveis pela manutenção das estradas privatizadas contam com profissionais exclusivos para o serviço de controle de animais nas pistas. Já as estradas federais não possuem nenhum serviço específico deixando a função muitas vezes a cargo do bom senso do policial rodoviário.
O DERSA, por exemplo, responsável pelas rodovias Dom Pedro I, Airton Senna e Rodo Anel conta com pessoal destinado exclusivamente para a função e que trafegam com caminhões gaiola, próprios para o recolhimento dos animais apreendidos.
A assessoria de imprensa do DERSA informou que a maior parte das ocorrências são de animais que se encontram em grandes áreas de fazendas cortadas pelas rodovias e por causa da falta de manutenções nas cercas acabam escapando para pastar nas gramas dos canteiros das estradas. Neste caso os funcionários da empresa 'tocam' os animais de volta ao pasto e providenciam o reparo na cerca. Já animais perdidos são apreendidos e encami-nhados aos centros de zoonoses da cidade mais próxima onde irão aguardar o proprietário, que na maioria das vezes paga um taxa para a retirada do animal. Caso isso não aconteça os animais vão a leilão, que geralmente acontece uma vez ao ano, dependendo do número de animais apreendidos.
 

Esta matéria foi publicada no "Diário Popular" e é de 02/11/2003

Vejam como são tratados os animais. A única preocupação é com os danos materiais e com os seres humanos.

POLÍCIA: ANIMAIS SOLTOS NA PISTA CAUSAM ACIDENTES - RS


Dois acidentes de trânsito provocados por animais soltos em via pública foram comunicados ontem à Polícia Civil. Um dos casos aconteceu na noite de domingo, no Laranjal. O outro, foi registrado durante a madrugada, na BR-293, próximo ao trevo de acesso ao município do Cerrito. Três pessoas ficaram feridas.
O primeiro acidente aconteceu por volta das 22h, na avenida Adolfo Fetter, em Pelotas. O professor Alcy dos Santos Moraes, de 45 anos, contou à polícia que dirigia o Fiat Pálio, placas IJT 7292, no sentido centro-praia quando colidiu contra um cavalo solto na pista.
Com a colisão o carro sofreu danos na lateral, farol direito, capô e vidro dianteiro. Segundo o relato feito pela vítima à polícia, após a batida o animal seguiu correndo pelo meio da avenida, oferecendo risco de novos acidentes.

 


 

Confira as estatísticas de algumas rodovias de São Paulo (dados de 2003)
 
Rodovias
Animais Espantar
Animais Apreender

Desobstrução de Pista
(Limpeza/Resolagem)*

Total de ocorrências
Helio Smit
10
0
15
108
D. Pedro I
382
7
1.677
5.784
Airton Senna
158
4
1.276
5.008
Carvalho Pinto
303
1
445
2.011
Magalhães Teixeira
114
4
56
364
Tamoios
9
0
19
158
Total
976
16
3.488
13.433

* remoção de animais mortos

 

ACIDENTE COM CARROÇA NO RIO DE JANEIRO - dez. 2003
 

(Estas fotos foram gentilmente cedidas por Lêda Costa)

O terrível acidente ocorreu no dia 02/12/2003 às 18:00 hs na estrada do Tindiba, esquina da rua dos Radialistas na Pechincha, Jacarepaguá - RJ - Vítima fatal: o animal

 Não há como conciliar carroças com automóveis - animais com máquinas. É uma competição cruel e injusta. A vítima foi o mais frágil, o animal, que agonizou sem socorro até a morte. A única saída é o fim das carroças.

 

"Apesar de a Lei Municipal nº 3350/2001, baseada num projeto-de-lei do vereador Cláudio Cavalcanti, ter procurado regular o trânsito de carroças e charretes no Município do Rio de Janeiro, nada mudou. Carroças e charretes continuam circulando, a qualquer hora, inclusive à noite, conduzidas até por adolescentes e crianças, em meio a carros e ônibus, em vias de grande movimento. Os cavalos continuam largados à própria sorte, trabalhando naquelas condições desgraçadas que nós (infelizmente, parece que só nós) conhecemos:
cansados, doentes, famintos, sedentos. Aliás, essa lei não tinha mesmo como "pegar", de vez que tecnicamente errada em vários pontos, ferindo, inclusive, o próprio Código Nacional de Trânsito, inviável de ser posta em prática, face à inexistência de uma estrutura governamental prévia para implementá-la e fiscalizá-la e equivocada na essência, posto que admite e perpetua esse trânsito perigoso em vias públicas quando deveria preparar o caminho para sua
extinção, ao menos dentro de um determinado perímetro urbano.
Anteontem, à noite, ocorreu um grave acidente aqui perto de casa, quando um ônibus abalroou uma carroça conduzida por um adolescente de cerca de 18 anos e levando como carona um menino de uns 12 anos . Ao atravessar a pista, para entrar numa rua à esquerda, a carroça foi abalroada, em cheio, pelo ônibus que vinha na direção contrária.
Os rapazes pularam a tempo mas o cavalo foi horrivelmente atingido. Passei pelo local do acidente cerca de DUAS HORAS depois de ele ter acontecido e o cavalo ainda estava estendido no meio da rua, agonizante, todo quebrado e numa poça de sangue. Ele morreu uns dez minutos depois de eu chegar. Eram 20:30 hs. Ainda tentei localizar algum veterinário que pudesse sacrificá-lo mas, àquela hora, não
encontrei ninguém, ou melhor, um que encontrei e que trabalha numa clínica bem perto, disse que nada poderia fazer. Pedi ao PM que estava lá que atirasse no animal para acabar com aquela agonia mas ele disse que não poderia fazê-lo. Procurando saber como o acidente havia acontecido, fui informada que várias pessoas haviam telefonado para a polícia e para os bombeiros mas que niguém apareceu. Três viaturas da polícia, que passaram por ali, ao saber que só o cavalo havia sido ferido, foram embora. Uma senhora disse-me que, ao telefonar para a polícia, foi indagada se havia alguma vítima. Quando ela disse que havia um cavalo, o atendente riu e desligou. Outra, disse-me que, ao telefonar para os bombeiros, também foi indagada sobre a existência de vítimas.
 
(fotos: Lêda Costa)
 

 Ao responder que havia o cavalo, informaram que eles só atendiam a situações com vítimas humanas e que ela deveria LIGAR PARA A COMLURB!, como se acabar com o sofrimento do animal pudesse ser resolvido com a sua simples remoção, mesmo ainda agonizando, como se fosse lixo. Como ando, geralmente, com uma máquina fotográfica a tiracolo, tirei as fotos." - LÊDA COSTA

 

Acidente de trânsito - Animal na pista (CC-Antigo, Art. 1.527)

JURISPRUDÊNCIA:

- Acidente de trânsito - Animal na pista (CC-Antigo, Art. 1.527)

- Eqüino solto, em rodovia estadual. Danos em caminhão, decorrentes do atropelamento. Propriedade do animal. Simples presunção, decorrente de simples vizinhança com propriedade agrícola. Insuficiência à falta de elemento mais seguro de convicção. Caso semelhante em que se reconheceu a responsabilidade do DERSA que cobra pedágio pelo uso da rodovia. (Ap. 375.608-0, 23.6.87, 6ª C 1º TACSP, Rel. Juiz RIBEIRO MACHADO, in JTA 107-247.)

- Ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem compete fiscalizar e zelar pela segurança das rodovias (Decreto nº 62.384-68), o que não significa que tenha de reparar os danos de acidentes ocorridos sem sua culpa nas vias federais. Legitimado passivo para responder a ação é a pessoa a quem se atribua a culpa, matéria que envolve o mérito da questão. O dono ou o detentor do animal é o responsável pela reparação do dano por este causado, a ele competindo provar qualquer das excludentes da responsabilidade objetiva prevista no art. 1.527 do Código Civil. (Ap. 192-83, MT. Fsp. TJMS, Rel. Des. ATHAYDE NERY DE FREITAS, in DOMS 1149, 29.8.83, p. 10.)

- Em tema de ação de reparação de danos lastreada no fato de posicionamento de gado na pista de rolamento causar acidente automobilístico, o motorista condutor do veículo, ainda que não seja seu proprietário, é parte legítima para a propositura da ação. Por igual, restando comprovada a propriedade do gado causador do acidente não há falar em ilegitimidade passiva por parte do réu. Por final, quanto ao mérito, restando incontroversa a comprovação do fato, bem como incontroversa a comprovação da propriedade do gado, resulta evidente a responsabilidade pela indenização. (Ap. 703-88, "n", 1ª TC TJMS, Rel. Des. MÍLTON MALULEI, in DJMS 2472, 6.1.89, p. 4.)

- Nos danos causados por animais que trafegam por leito de rodovia estadual cumpre ao ofendido provar apenas o dano e o nexo de causalidade, eis que milita contra o proprietário dos animais uma presunção de culpa, salvo se este comprovar a ocorrência de qualquer das excludentes referidas nos Art. 1.527incisos I a IV do art. 1.527 do CC-Antigo. Não havendo escusas, em face da teoria da responsabilidade objetiva, surge o dever de indenizar. (Ap. 629-88, "n" 2ª TC TJMS, Rel. Des. JOSÉ AUGUSTO DE SOUZA, in DJMS 2279, 25.3.88, p. 6.)

- Para livrar-se da responsabilidade de indenizar dano causado a outrem por animal de sua propriedade, cabe ao dono provar que o guardava e vigiava com cuidado preciso a teor do Art. 1.527, I do Código Civil. (Ap. 31.633, 15.8.89, 3ª CC TJSC, Rel. Des. WILSON GUARANY, in ADV JUR 1989, p. 728, V. 46700.)

- Age com culpa in vigilando o detentor de animais que não guarda e vigia com o cuidado preciso, facilitando a saída deles da propriedade, para adentrar em rodovia federal, pondo em risco a vida alheia. Nesta circunstância responde pelos danos por eles causados a terceiros. (Ap. 830-89, "n", 2ª TC TJMS, Rel. Des. NELSON MENDES FONTOURA, in DJMS 2782, 6.4.90, p. 6.)

- Não sendo comprovada qualquer das excludentes previstas no artigo 1.527 do Código Civil, presume-se a culpa do proprietário do animal causador do acidente, pelo que deve ele ressarcir os danos decorrentes do sinistro. (Ap. 26.184-2, 2ª TC TJMS, Rel. Desª. DAGMA PAULINO DOS REIS, in DJMS de 1,4.91, p. 9.)

(fonte: http://www.dji.com.br/jurisprudencia/acidente_de_transito_animal_na_pista.htm)

 

Violência: cavalo morreu depois de provocar  acidente na rodovia
(foto: Nauro Júnior - jornal Zero Hora)

 

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