Não é raro ver
pessoas que se sentem mais felizes na companhia de seus animais de estimação.
Isso pode acontecer por motivos diferentes. A solidão ou a depressão são dois
dos principais fatores que levam as pessoas a buscar a convivência desses
bichos.
Para quem mora sozinho, o bichinho se torna um amigo, e, às vezes, até parte
da família. A pessoa divide o espaço com esses animais e se sente confortável
em dar carinho a eles. Chega até a colocá-los para "curtir um som"
ou dormir em sua própria cama.
Quem tem temperamento explosivo, do tipo "pavio curto", encontra
dificuldade em se relacionar com outras pessoas. O novo companheiro dá a sensação
de que se está cuidando de "outra pessoa", sem que isso implique
brigas, discussões e cobranças naturais da convivência diária. Essa ligação
com o animal chega mesmo a abrandar o mau humor, mudando a imagem da pessoa
diante das outras.
O contrário também pode acontecer. Por influência do dono, sempre irritado, o
bicho se torna agressivo e não se comporta bem com quem não está presente no
seu cotidiano.
Casais sem filhos
Existem casais que não podem ou preferem não ter filhos. Depois de descartada
a possibilidade de adotar uma criança, o animal de estimação passa a ser o
centro das atenções em casa. Decisões corriqueiras como ir às compras ou
viajar passam a depender dele: se é possível levá-lo, se existe alguém com
as qualidades necessárias para cuidar bem dele, isto é, que goste de animais e
saiba tratá-los.
Terapia
| Sobrevivência de enfartados coronários possuidores ou não de Animais de Estimação (AE) | |||
| Com AE | Sem AE | Total | |
| Vivos | 50 | 28 | 78 |
| Mortos | 03 | 11 | 14 |
| Total | 53 | 39 | 92 |
| Sobrevivência de enfartados coronários possuidores ou não de Animais de Estimação (AE), exceto cão | |||
| Com AE (cão) | Sem AE | Total | |
| Vivos | 10 | 28 | 38 |
| Mortos | 00 | 11 | 11 |
| Total | 10 | 39 | 49 |
| Fonte: Beck & Katcher: Between Pets and Peoples, N. York Pputnam and Sons, 1996 | |||
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