| Nádya Haua | |||||||||
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| Biografia Chamo-me Nádya Haua, nasci na Cidade Maravilhosa, onde ainda resido. Sou formada em Pedagogia educacional e empresarial, casada e mãe de duas lindas jovens. Leciono Sociologia, Filosofia e Psicologia da Educação para o Ensino Médio e SOE para 5º e 6º série. A poesia surgiu cedo em minha vida, aos treze anos e não mais parei de escrever, a poesia deu-me vida nova e não consigo olhar o mundo sem ela. Há dezessete anos na Editora Litteris, a qual ao longo desses anos, desenvolve um trabalho maravilhoso e acima de tudo, respeitando o autor. Já conquistei vários prêmios e troféus através da poesia, em concursos de Âmbito Nacional. Sou romântica, sonhadora e acredito que ninguém está aqui a passeio, por isso, sinto-me na responsabilidade de fazer a minha parte, colorindo um pouco do mundo, através das palavras. Nádya Haua. Site da Poetisa ******************* Comparações Ser mar é diferente de ser córrego... E eu fui oceano, imensidão azul. Ser calor é ser diferente de ser verão... E eu fui sol, o aqueci e iluminei teus passos. Ser água é diferente de ser chuva.... E eu fui cachoeira, água límpida, Brotando da fonte, saciando-te a sede. Ser paixão é diferente de loucura... E eu fui desejo, fui amor, A alimentar teu corpo E a inundar tua alma. Fui brisa a refrescar tua pele, Fui alimento, Aconchego, Teu contentamento. Fui sonho a embalar tuas noites, Fui canção murmurante em teu ouvido Fui ouvido a ouvir teus lamentos, Fui braços a envolver-te em abraços. Fui choro na chegada e pranto na partida, Fui mulher, irmã, mão amiga, Fui desejo, Fui amor muito além de uma paixão, Eu fui tudo, mais que tudo E você... Minha angustia, inha tristeza, Cruel decepção. Nádya Haua ******************* Sepulcro de uma Mulher A noite traz a escuridão que é recompensada No despir das estrelas que mesmo distantes Brilham para o universo aplaudir. Na escuridão do quarto, não há recompensa. ara a fêmea que se despe de brilho Sem ter a quem encantar, E, sobre o palco sombrio, Sem aplausos em sussurros Sem gemidos de prazer O queresta é apenas a imaginação. Fecham-se as cortinas Dá-se início o próximo ato Não há beijos nem afagos Não há calor de abraços E ninguém para amar. De seda, A camisola encobre os seios nus, Pois, não mais esperam os toques de carícias A despertar delícias ocultas no corpo de mulher. noite, Revela a estrela em seu cintilante bailar E a fêmea espojada em seu leito Recria antigos momentos de prazer, Respiração ofegante Gemido no gozo Lembrança de um certo moço Cujo tempo sepultou lá atrás. A noite revela a estrela em seu quarto sombrio No imenso palco vazio No qual resta o silêncio de uma vida A escuridão de um tempo O calar de um desejo O sepulcro de uma mulher Na frieza de um beijo Nádya Haua ******************* Nós Hoje falarei de nós Do que fomos E arriscando um palpite Quem sabe seremos. Hoje Relembro nosso córrego passando ao lado da tão aconchegante casa Cercada de paus e arames, onde um galo rajado Teima em cocorica em todo alvorecer. Hoje quero falar Da mesa pronta para o jantar que se encontra frio Do vinho derramado na toalha amarelada e, desgastada pelo tempo E do vaso de flores secas a enfeitar nosso ninho. Hoje quero falar Da ansiedade, que inúmeras vezes levou-me à janela Da camisola de seda inerte sobre o lençol De m tempo emoldurado dentro de uma foto na estante Das velas que acendi, para não te perderes no caminho. Hoje quero dizer Do momento sublime e único Ao sentir pulsar, em meu peito, a certeza do cinza em meu ventre. Sonho inseminador Sonho projetado Sonho dissipado De um amor desgraçado. Hoje, quero agradecer As fantasiosas noites apaixonantes Os braços macios de amantes Os beijos molhados, excitantes Despertando em mim o desejo de mulher Hoje quero dizer Dos sonhos que sonhamos Dos planos que arquitetamos Das ruínas que fizemos Dos sonhos de amor que em pó transformamos. Hoje quero falar de nós Homem e mulher Caçadores de felicidade Que sonhando foram à luta e enfraquecidos não tivemos como lutar. Hoje, quero reafirmar A falta de coragem que não tivemos O testemunho de amor que não demos Reafirmando o que somos e a certeza do que seremos. Somos restos de coragem, disfarce de fraquezas Sonho de esperanças Pesadelos de incertezas. Beijos. Nádya Haua @Respeite os direitos autorais@ ******************* Mais poesias da poetisa Nádya neste site ******************** Página Inicial Sala de Poetas |
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