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Nádya Haua
Biografia

Chamo-me Nádya Haua, nasci na Cidade Maravilhosa, onde ainda resido.
Sou formada em Pedagogia educacional e empresarial,
casada e mãe de duas lindas jovens.
Leciono Sociologia, Filosofia e Psicologia da Educação para o Ensino Médio
e SOE para 5º e 6º série.
A poesia surgiu cedo em minha vida, aos treze anos
e não mais parei de escrever,
a poesia deu-me vida nova e não consigo olhar o mundo sem ela.
Há dezessete anos na Editora Litteris, a qual ao longo desses anos,
desenvolve um trabalho maravilhoso e acima de tudo,
respeitando o autor.
Já conquistei vários prêmios e troféus através da poesia,
em concursos de Âmbito Nacional.
Sou romântica, sonhadora e acredito que ninguém está aqui a passeio,
por isso, sinto-me na responsabilidade de fazer a minha parte,
colorindo um pouco do mundo, através das palavras.

Nádya Haua.

Site da Poetisa

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Comparações


Ser mar é diferente de ser córrego...
E eu fui oceano, imensidão azul.
Ser calor é ser diferente de ser verão...
E eu fui sol, o aqueci e iluminei teus passos.
Ser água é diferente de ser chuva....
E eu fui cachoeira, água límpida,
Brotando da fonte, saciando-te a sede.
Ser paixão é diferente de loucura...
E eu fui desejo, fui amor,
A alimentar teu corpo
E a inundar tua alma.
Fui brisa a refrescar tua pele,
Fui alimento,
Aconchego,
Teu contentamento.
Fui sonho a embalar tuas noites,
Fui canção murmurante em teu ouvido
Fui ouvido a ouvir teus lamentos,
Fui braços a envolver-te em abraços.
Fui choro na chegada e pranto na partida,
Fui mulher, irmã, mão amiga,
Fui desejo,
Fui amor muito além de uma paixão,
Eu fui tudo, mais que tudo
E você...
Minha angustia,
inha tristeza,
Cruel decepção.

Nádya Haua


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Sepulcro de uma Mulher

A noite traz a escuridão que é recompensada
No despir das estrelas que mesmo distantes
Brilham para o universo aplaudir.
Na escuridão do quarto, não há recompensa.
ara a fêmea que se despe de brilho
Sem ter a quem encantar,
E, sobre o palco sombrio,
Sem aplausos
em sussurros
Sem gemidos de prazer

O queresta é apenas a imaginação.
Fecham-se as cortinas
Dá-se início o próximo ato
Não há beijos nem afagos
Não há calor de abraços
E ninguém para amar.
De seda,
A camisola encobre os seios nus,
Pois, não mais esperam os toques de carícias
A despertar delícias ocultas no corpo de mulher.
noite,
Revela a estrela em seu cintilante bailar
E a fêmea espojada em seu leito
Recria antigos momentos de prazer,
Respiração ofegante
Gemido no gozo
Lembrança de um certo moço
Cujo tempo sepultou lá atrás.
A noite revela a estrela em seu quarto sombrio
No imenso palco vazio
No qual resta o silêncio de uma vida
A escuridão de um tempo
O calar de um desejo
O sepulcro de uma mulher
Na frieza de um beijo

Nádya Haua


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Nós

Hoje falarei de nós
Do que fomos
E arriscando um palpite
Quem sabe seremos.
Hoje
Relembro nosso córrego passando ao lado da tão aconchegante casa
Cercada de paus e arames, onde um galo rajado
Teima em cocorica em todo alvorecer.
Hoje quero falar
Da mesa pronta para o jantar que se encontra frio
Do vinho derramado na toalha amarelada e, desgastada pelo tempo
E do vaso de flores secas a enfeitar nosso ninho.
Hoje quero falar
Da ansiedade, que inúmeras vezes levou-me à janela
Da camisola de seda inerte sobre o lençol
De m tempo emoldurado dentro de uma foto na estante
Das velas que acendi, para não te perderes no caminho.
Hoje quero dizer
Do momento sublime e único
Ao sentir pulsar, em meu peito, a certeza do cinza em meu ventre.
Sonho inseminador
Sonho projetado
Sonho dissipado
De um amor desgraçado.
Hoje, quero agradecer
As fantasiosas noites apaixonantes
Os braços macios de amantes
Os beijos molhados, excitantes
Despertando em mim o desejo de mulher
Hoje quero dizer
Dos sonhos que sonhamos
Dos planos que arquitetamos
Das ruínas que fizemos
Dos sonhos de amor que em pó transformamos.
Hoje quero falar de nós
Homem e mulher
Caçadores de felicidade
Que sonhando foram à luta e enfraquecidos não tivemos como lutar.
Hoje, quero reafirmar
A falta de coragem que não tivemos
O testemunho de amor que não demos
Reafirmando o que somos e a certeza do que seremos.
Somos restos de coragem, disfarce de fraquezas
Sonho de esperanças
Pesadelos de incertezas.

Beijos.
Nádya Haua


@Respeite os direitos autorais@

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