BENTO XVI

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Fonte: www.recados.aarao.nom.br

Habemuns Papam! Grande alegria foi receber esta noticia nesta tarde. Meu coração disparou de emoção, até por ver aquela multidão adentrando a praça de São Pedro, como nova maré humana. Confesso que fiquei um pouco chocado até, porque esperava que as coisas se polarizassem em forte disputa, entre Martini e Ratzinguer, levando a um terceiro candidato. Mas quando vi a decisão tão rápida, senti que a mensagem de Nossa Senhora dizendo que alguns cardeais haviam mudado de voto, devido ao sacrifício de João Paulo II, haviam se cumprido: E o grande Karol Woytila, fizera seu sucessor, seu braço direito.

Quebram-se com Bento XVI algumas regras seculares e milenares. Há 900 havia acontecido o último papa de origem alemã, há muitas eleições um favorito não ganhava, também outro não italiano, mas importa mesmo a continuidade da Sã Doutrina. Isso me encanta e fascina, porque há tantos anos temos lutado por ela, pelas verdades da fé, pela tradição milenar da Igreja, pelo catecismo, pelos sacramentos. E sim, contra tudo e contra todos os que lutam por mudar, e mudar, e mudar, e modernizar, e modernizar, e modernizar, sim para a destruir. Não importa que digam que este papa não terá longo mandato, por causa de seus 78 anos de idade – Deus é quem sabe disso – importa é saber que os rebeldes ainda não têm força suficiente para assaltar o trono de Pedro.

Que podemos esperar então deste homem singular e forte? Podemos ter certeza de que ele seguirá as pegadas do Divino Mestre, e seguirá os passos já traçados por seu grande amigo João Paulo II. Do pouco que sei da vida de Bento XVI, compreendi que nos tempos do Concílio Vaticano II, ele foi defensor de certas reformas, e em tempos parecia-se com os modernistas. Muitos o acham duro, mas ele é duro e intransigente na defesa da fé. Eu acredito que o convívio com João Paulo II, por mais de 20 anos, e vendo e sentindo a grande fortaleza espiritual que dele emanava, tudo isso fez o este novo escolhido de Deus mudar, para assumir uma posição de rigidez e até de inflexibilidade em relação a tudo aquilo que a sã doutrina prega. Para dar uma idéia do que nos espera, transcrevo com comentários no fim, algumas posições dele, retiradas de Folha On Line.

Vejam sua primeira frase ao ser eleito: "Após o grande papa João Paulo 2º, os cardeais escolheram a mim, um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor".

Ego e individualismo > "Nós estamos nos dirigindo em direção à ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que tem como seu maior valor o ego e os desejos de cada um. (...) Nós devemos nos tornar maduros na fé, nós devemos guiar o rebanho de Cristo nessa fé". (na missa na basílica de São Pedro antes do conclave)


Imundície na Igreja > "Quanta imundície há na igreja, mesmo entre aqueles que, no sacerdócio, devem pertencer inteiramente a Ele. Quanto orgulho, quanta auto-suficiência". (Na missa da Sexta-feira Santa em 2005)


Europa > "Nas horas de seu maior apogeu, a Europa parece ter se tornado vazia por dentro, paralisada por uma crise que ameaça sua saúde e a faz depender de transplantes". (No recente livro publicado "Valores em Tempos de Reviravolta")


Outras igrejas > "A Igreja Católica é a mãe de todas as igrejas cristãs. Por isso, outras igrejas não devem ser consideradas 'irmãs' da Igreja Católica".


Clonagem > "Um homem produzido por outros homens no laboratório deixa de ser um presente de Deus, da natureza. Assim como ele pode ser fabricado, pode ser destruído." "A clonagem humana é mais perigosa que as armas de destruição em massa."


Aborto > "Os cristãos devem ser contra decisões judiciais e leis que autorizem o aborto e a eutanásia, considerados pecados graves."



Homossexuais > "A igreja classifica os casamentos homossexuais como imorais, artificiais e nocivos."


Superstição > "Rituais que dependem da superstição e outros erros constituem um obstáculo para a salvação."


Rock > "O rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo."

Pedofilia na Igreja > "Estou convencido que as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja Católica."

Feminismo > "Algumas formas de feminismo tornam as mulheres adversárias dos homens. O enfraquecimento da definição da identidade sexual tornou o homossexualismo e heterossexualismo praticamente equivalentes."


Eutanásia > "Um católico será considerado culpado por cooperar com o mal, e não poderá receber a comunhão, se votar em um candidato político porque ele é a favor da eutanásia e/ou do aborto."


Divórcio > "O ato de comungar apenas porque o católico vai à missa é um abuso e precisa ser corrigido. Muitas vezes, o responsável pela comunhão deve se recusar a dar a hóstia para algumas pessoas - entre elas, aquelas que foram excomungadas e as que insistem em cometer pecados graves". (Fim)

Temos aí alguns pontos chave e que sinalizam para a linha de ação dele. Me perdoem os modernistas, os relativistas, os fundamentalistas, os falsos ecumenistas, dos os "istas" nefastos que existem, inclusive comunistas, mas não vejo espaço para eles debaixo do manto papal de Bento XVI. Eles devem continuar entre sussurros e suspiros, porque o cajado de João Paulo II continua pronto a bater firme em todos aqueles que pregam uma Igreja mundana, um Cristo depravado, uma igreja de facilidades e sem sacramentos, onde não existe mais pecado, onde Deus é apenas misericórdia e não também Justiça, esta moderna igreja e falsa que nos querem impingir.

Falei em sacramentos, em especial a confissão e a Sagrada Eucaristia. Quem já leu e acompanha os últimos documentos da Igreja neste sentido, sente agora que não podíamos estar em melhores mãos. Ao condenar os abusos na Missa, insistindo até em negar a Eucaristia a divorciados, a pecadores renitentes e de pecado continuado, o papa eleito expressa seu amor a este sacramento Santo, e reafirma sua disposição de moralizar e fazer cumprir as cartas apostólicas neste sentido, coisa que muitos – padres inclusive – insistem ainda em ignorar, pois muitos abusos litúrgicos continuam sendo cometidos.

Ao dizer que as outras igrejas não podem ser consideradas irmãs, porque a Igreja Católica não é mãe de nenhuma seita, ele fustiga de saída o falso ecumenismo, este monstrengo degenerado que nos tentam impingir, que não se importa em vender ou cuspir nas nossas verdades mais sagradas, nos nossos dogmas mais santos, nas nossas imagens de culto, tudo em nome de uma falsa união de todos os credos... No inferno! Ele já havia assinado um documento dizendo que apenas a Igreja Católica salva, e quem duvida disso, que aguarde sua chegada no purgatório. Tente sair de lá, sem as orações dos católicos que acreditam nesta realidade. Quem crer será salvo! Quem não crer precisará de outros que ajudem! Para isto existe, também, a Igreja Católica.

Ao bater firme contra o aborto, a eutanásia, a clonagem humana, ele sinaliza para a fidelidade da doutrina. Não pode ser considerado católico e está em pecado grave, todo aquele que aprova ou promove estas coisas. Nem hoje, nem nunca! Mais que isto, o simples fato de os católicos não combaterem tais desvios, já os torna coniventes – e em pecado – pois segundo este Papa, nos devemos insurgir até contra todas as leis e decisões judiciais que os autorizem. Esta é a posição oficial da Igreja, apoiada firmemente nos mandamentos, e não pode ser nunca mudada. No dia em que isso acontecer é porque o inferno tomou conta dela.

Também os desvios do homossexualismo e da pedofilia são condenados duramente por ele, e não podia ser diferente. Também a Bíblia é clara e imutável. Não adianta terçar em defesa disso, seja a arma que for, nem se alegar direito à liberdade de uso do próprio corpo, que deve ser templo do Espírito Santo e não covil de Belial: trata-se de pecados gravíssimos, que impedem o católico de se aproximar dos sacramentos sob pena de sacrilégio. Nem que a Igreja viva um milhão de séculos, NUNCA o homossexualismo será aprovado por ela, porque isso implicaria em rasgar a Palavra Eterna, que condena não só os que o praticam, como os que o defendem. Isto é uma doença destruidora, e mortal, porque atinge a alma, dom mais preciso de Deus. Isso leva à morte eterna! Ela precisa de tratamento médico, como qualquer câncer maléfico.

Quanto à pedofilia dos padres, o Papa cita uma campanha de desmoralização da Igreja e nisso ele tem razão. Mas com certeza de que ele não aprova, antes tem a mesma posição de João Paulo II, que pregou "tolerância zero" para os padres que caíram neste desvio maldito. Cadeia para os contumazes, nos mesmos rigores da lei civil, porque a Igreja na verdade nunca aprovou tais coisas. Somente falos bispos as tentaram encobrir! E por isso deveriam ser presos os bispos, junto, que fecharam os olhos para as imundícies de seus sacerdotes, por conivência. Eles denigrem a imagem da Igreja, cospem no Divino Mestre e conspurcam suas pobres almas com um dos mais escandalosos e degradantes pecados que um homem pode cometer. Aproveitar-se sexualmente de crianças.

Também o feminismo é condenado por ele, porque joga as mulheres contra os homens e isso destrói a vida familiar. Tudo o que desagrega e desmancha, tudo o que se divide e separa, vem de satanás. Já disse muitas vezes isso e nunca vou cansar de repetir: o mundo está ruindo, com a ruína da mulher. Ela tem papel fundamental na salvação das almas – nada pode estar acima disso na vida da mulher e mãe – salvação de toda a sua casa – marido e filhos – mas quando ela se afasta do lar, o demônio trata de se apropriar deles todos, porque divididos e separados, sem diálogo em especial sem tempo para a oração em família. Ou seja: mulher fora de casa, maldição dentro dela.

A condenação às superstições e ao rock é também clara e contundente. Ambos são grandes obstáculos para a salvação e são contrários à nossa fé. As superstições porque implicam e colocar confiança em outros deuses e o rock por fazer culto de idolatria a simples pessoas humanas. Alias, com outros músicos e atores, acontece o mesmo. Prejuízo monstruoso à salvação, a música alucinada e delirante dos grandes shows, faz cozinhar os cérebros da juventude, que se torna assim presa fácil das drogas e das bebidas. Vícios, pois, que matam a alma além de destruir a própria vida. Como se vai enfrentar isso, em todo mundo é uma resposta que a Igreja vai ter que dar, um desafio que exige pulso firme, jamais condescendência ou inoperância.

Neste texto acima, não consta certamente a condenação dele, como já o fez pela Sagrada Doutrina, da teologia da libertação. Sei que agora os expoentes desta maldição, em nosso país, devem estar remoendo-se de ódio. Não consigo compreender como é que tantos luminares, tantos entendidos, tantos teólogos, tantos estudiosos deste Brasil, e de toda a América Latina, não conseguiram perceber o embuste de satanás que aqui se encontra. Jamais Jesus aprovaria uma invasão de prédio público, ou de terra, fosse ela produtiva ou não. Existem caminhos mil vezes mais poderosos para resolver isto, o maior deles a oração! Mas quem deles ainda reza? Continua, pois, o selo de "impedido", contra tudo o que vem desta facção tendenciosa e maligna.

Também a questão da moral sexual tem neste novo Papa uma resposta firme. Com mais de 35 anos de alta teologia em seu currículo, com certeza ele teve condições de perceber que afrouxar neste campo é por em risco a própria civilização. Se a Igreja Católica viesse um dia a liberar a camisinha e outros métodos anticoncepcionais, em pouco tempo a devassidão tomaria conta do mundo. A Igreja de Jesus continuará então a mesma caminhada de João Paulo II, pregando a fidelidade entre os casais e o controle da concepção, apenas pelos métodos naturais, que impõem sacrifício e autodomínio.

Cito agora alguns desafios deste novo Papa e certamente o primeiro deles é sem dúvida em relação aos seminários, às casas de formação dos sacerdotes. Não adianta nada se tentar manter o telhado da Igreja sem goteiras, se o fundamento está minado e a água verte por ali. Eu não tenho dúvida de afirmar que este problema é a causa de quase todos os males que afligem a Igreja. É que os seminários, em sua maioria, se tornaram em péssimas casas de formação, porque além de formarem numa teologia maldita, deixam de formar os padres santos que a Igreja precisa. Em vista disso, o reflexo no rebanho é imediato: se o pastor está revestido de pele de ovelha, sendo lobo, logo o rebanho estará disperso, devorado. Eis porque Zacarias diz: comem as carnes das melhores e lhes arrancam até as unhas.

É preciso então rever toda a política dos seminários. Tire-se de lá, imediatamente, todos os reitores que não forem homens de profunda fé, de grande força de oração, mesmo que eles sejam os maiores teólogos do mundo. Uma grande diocese começa com um grande seminário; um grande seminário começa com um reitor santo. Nós precisamos também de bons e santos professores, que ao vão lá ensinar a Bíblia pelo número de versos e capítulos, nem pelo estudo de suposições passadas, mas sim pelo "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Fora disso, e longe disso, todo o ensino de formação sacerdotal vem do maldito e serve apenas às trevas.

Outra questão a ser tomada a pulso é a questão da velha Europa. Neste continente, a fé quase morreu. As igrejas estão vazias, e quando tem alguma pessoa, são ainda velhos. Mas penso que o grande problema, não está nos jovens em si, e sim nos próprios velhos. A cultura européia, que se diz evoluída, na verdade se tornou uma cultura do impessoal, do medo de se expor, do medo de ofender, do medo de não ser bem entendido, do medo de ferir os direitos dos outros. Então, os velhos vão para a igreja, e ficam furiosos quando uma mãe leva para a Missa, uma criança que chora. Daí, a mãe não leva mais o filho junto, porque não quer ouvir xingamentos dos velhos. E se a mãe não levar o filho para a Igreja desde pequeno, quando menino ele não irá mais, e quando jovem será um ateu. Então, para encher as Igrejas de novo é preciso educar os velhos.

Uma outra questão delicada é com as relações entre o Vaticano e a China comunista. O grande problema, não está no Vaticano e sim na China. Na verdade o governo deste grande país quer ele mesmo fazer a doutrina e ditar as normas, mas elas são contrárias de todo à doutrina católica, e não se casam com o Evangelho de Cristo. Então a China quer é somente que o Vaticano aprove o que ela determina. Ora na Igreja não é como na política e no comércio. No comércio, para vender alguns bagulhos para os chineses, o Lula se obriga a dizer diante do mundo que a China é uma economia de mercado, quando não é e sim uma ditadura monstruosa. Então eles pensam que podem fazer também a Igreja aprovar suas determinações quanto à fé e a religiosidade. Muito difícil este caso!

Outro assunto que palpita e que deve ser uma preocupação do Papa Bento XVII é quanto à explosão das seitas. Na verdade já o caminho foi dado acima quando falamos dos seminários. Até as crianças sabem que o problema das seitas não está na existência de bons pastores com renovadas propostas religiosas, mas sim na explosão de maus padres e maus católicos, de exemplo fraudulento de vida. Padres que não vão mais atrás da ovelha desgarrada, que não buscam mais a perdida, que não tratam mais nem das que estão sãs (Zc 13), antes cada um cuida do próprio pasto (Is 56). A imensa maioria de evangélicos que eu conheço, mudou para outra proposta religiosa, primeiro devido a péssima doutrina que recebeu na Igreja e segundo devido ao mau exemplo de pastores e também de leigos. Ou seja: saem da Igreja Católica, porque não a conhecem, culpa nossa!

De fato, se os católicos recebessem boa e sã doutrina, desde o berço, doutrina esta que lhes deveria ser ministrada não por pobres leigos despreparados, mas primeiro por padres santos, que formariam pais santos, que formariam filhos santos, que formariam uma comunidade paroquial santa, fiel a Igreja e que jamais cairia na lábia dos comerciantes da fé, os donos e fundadores de igrejas. Não adianta tentarmos estancar a sangria de católicos para as seitas, usando de artifícios como a Renovação Carismática. Ora, porque os evangélicos passam o tempo todo dançando, levantando os braços, batendo palmas e cantando, diante de deus algum – pois se trata de um culto sem valor algum para Deus – isso não quer dizer que devemos fazer isso durante o Sacrifício da Cruz que se renova no altar. Não é isso que os fará deter na Igreja Católica, e sim o pleno conhecimento do valor dos sacramentos e do valor extremo da Sagrada Eucaristia, Pão da Vida Eterna, que se recebe depois de uma Confissão bem feita.

Uma coisa também é preciso levar em conta. Toda esta balburdia em torno da perda de fiéis para as seitas, tem um fundo mentiroso. Mentem as estatísticas. Dizem, por exemplo, que em 1960 em torno de 93% dos brasileiros se declaravam católicos. Suponhamos que naquela época o Brasil tivesse uma população de 80 milhões de habitantes, isso significaria 74 milhões de fiéis. Hoje dizem que temos apenas 70% da população como católicos, mas o numero saltou de 74 para 125 milhões. Ou seja: por esta conta crescemos o dobro dos evangélicos. Portanto, o que houve foi apenas um crescimento desacelerado – pelos problemas que levantamos – mas não uma fuga em massa como querem alguns dizer. Vamos, pois, com calma!

Uma coisa que a Igreja não deve deixar de se ater – se quiser continuar sendo viva e forte como luz no meio do povo de Deus – é quanto aos avanços da Nova Era. Penso que já vai tarde uma tomada de atitude do alto clero em relação a isto. Na verdade, a Nova Era é a síntese completa de todas as heresias que já surgiram na terra. Trata-se de uma salada místico-religiosa, que engloba todas as religiões numa só, dizendo que todas elas têm partes boas e ruins. Toma-se então apenas as partes as partes boas de cada uma, e assim se cria uma religião de estado, que satisfaça a todos: eis aí a humanidade feliz!

Ora, aqui entra certamente o falso ecumenismo que lembramos acima: A Igreja Católica nada tem a ver com as outras religiões. Não podemos nos misturar com elas, porque elas nada têm a nos ensinar. Nenhuma delas salva, isso o Papa Bento XVI já deixou bem claro em documento próprio, quando ainda Prefeito da Sagrada Doutrina. Na verdade, João Paulo II dialogou com todas as religiões da terra, mas jamais em momento algum cedeu terreno em relação à verdade. Ele mesmo assinou junto aquele documento com o então Cardeal Ratzinguer. Todo o ecumenismo possível, então é apenas aquele que visa trazer de volta à verdade, aqueles que se separaram dela. Nada a ver então, com Buda, nem Maomé, nem outra divindade, muito menos com espíritas e adoradores de satã. Ecumenismo é apenas com os que aceitam o mesmo Deus!

Sintetizando tudo, não devemos esperar grandes mudanças de rumo na direção da Igreja. A doutrina Católica é imutável, porque a Bíblia, a Palavra de Deus, onde ela se baseia também o é. As pequenas alterações de rota, as correções de rumo e direção que porventura existirem, devem ser no sentido de adaptar a Igreja à realidade dos tempos, jamais ao gosto das pessoas, jamais contra as verdades eternas. Não foram os homens que fizeram a Lei, mas Deus Quem no-la deixou. Ninguém é obrigado a segui-la, mas não segui-la significa ter que arcar com as conseqüências.

O mandato então, do novo Papa Bento XVI que ora se inicia, com certeza será cheio de desafios. Foi sem dúvida uma ótima escolha, talvez a melhor possível no momento atual. Quanto ao tempo de mandato, deixemos isto por conta de Deus. Na verdade falta muito que fazer, e não devemos apressar as datas do Pai, porque com certeza a humanidade ainda não está preparada para a grande conflagração final. Deus quer a salvação de todos e para isso nos concedeu mais algum tempo, mas temo que curto tempo. Devemos ter em mente, sempre, que o plano de Deus depende da resposta dos homens. Ele é maleável e quanto mais positivamente respondermos aos anseios Dele, mais fácil o futuro, menores as catástrofes que virão, devido ao nosso descaso.

Temo – digo isso de mim, pela minha idéia – que muitas vezes os papas eleitos não o foram pela vontade de Deus. Sempre existiram cardeais eleitores que não se deixaram conduzir pelo espírito santo, mas desta vez, mesmo que muitos duvidem, a comoção causada pela morte do Papa João Paulo II, fez mexer com muitos deles. Fez acordar aos que estavam dormindo, na doce esperança de que o Espírito Santo faz tudo sozinho e que não depende dos homens. Por outro lado, a exigência do povo católico, de todo mundo, que exigiu a continuidade da Doutrina anterior, que não quer saber de modernidades, exerceu uma pressão muito forte no sentido de eleger este que foi. Graças a Deus!

Alerta então, quanto ao futuro: ninguém sabe nada! Deus pode mudar tudo! Devemos ter em mente que para cumprir a profecia de São Malaquias, de que este é o penúltimo Papa do Deus verdadeiro, também Nossa Senhora falou que o último Pedro, que ainda iria seguir a Doutrina de João Paulo II, viria somente depois das tribulações anunciadas. Fica então a dúvida em saber se isso que estamos vivendo na Igreja é já esta tribulação, ou se virá ainda algo pior. De qualquer forma este indicativo nos leva a pregar a urgência de conversão e de volta para Deus, porque desta forma bem poderíamos ter, já em Bento XVI, aquele Papa que deverá fugir do Vaticano. Como falam em "mandato tampão", e como ele é um homem idoso e já sem muita saúde... Sim, Deus sabe!

Tudo pode acontecer a qualquer momento, porque ninguém sabe nem o dia nem a hora. Precisamos estar sempre preparados e até lá devemos nos manter ativos em busca da conversão dos milhares que faltam chegar. Sinto que o Pai pode considerar nossa inércia como não resposta ao Seu plano de salvação e com isso desencadear os últimos acontecimentos, que poderão pegar milhões de surpresa. Lembro que este último Pedro de que fala São Malaquias, pode ser eleito bem ao final, depois de passado o Aviso, tempo em que a Igreja ainda estaria em perseguição. Tudo é possível e devemos estar atentos.

Rezemos muito, para que o novo Papa tenha forças para guiar o rebanho de Deus no rumo da santidade, em busca da casa paterna e para sempre. Não existe outra missão para a Igreja, tudo o que vem do mundo é apenas detalhe insignificante diante da realidade e da eternidade das almas. O Papa deve se preocupar apenas com isso: salvação das almas! E com certeza, por tudo o que expusemos é isso que fará Bento XVI.

Que Deus o abençoe! Que Maria Santíssima o cubra com seu manto!

Rezemos o rosário em família! Parece pouco, mas é muito!

Arnaldo

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