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1. O que é a terapia fonoaudiológica? |
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R.: A terapia
fonoaudiológica ou fonoterapia é uma sessão
terapêutica, onde são tratadas as alterações
que foram detectadas na avaliação. São
realizados exercícios específicos para
estimulação da fala, linguagem, audição, voz
e motricidade oral. Dependendo da idade do
paciente são utilizados materiais lúdicos
(jogos e brinquedos) para estimulação
indireta ou os exercícios são realizados
diretamente, caracterizando terapia
diretiva. O tratamento fonoaudiológico só
pode ser realizado por fonoaudiólogo (a). |
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2.
Meu
filho está gaguejando muito, será que isso
passa? |
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R.: A gagueira
infantil ou disfluência fisiológica pode se
manifestar desde os primeiros anos de vida
(muitas vezes logo que a criança começa a
falar pequenas frases) e pode se estender
até cerca de 7 ou 8 anos de idade.
A disfluência fisiológica
pode apresentar prolongamentos (aaaaaaaaaaaaaaa
minha mãe...), repetição de vocábulos,
sílabas ou frases inteiras ( eu vou, eu vou,
eu vou, na casa da vó...) e bloqueios
(p......... pega a bola...), entre outras
alterações no ritmo.
Através da avaliação fonoaudiológica o especialista traça um
perfil da comunicação e pode orientar,
acompanhar ou iniciar o tratamento
fonoaudiológico para gagueira, levando em
consideração as observações feitas e a
história pessoal e familiar da criança.
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3. Minha
filha parece desatenta, chamo várias vezes e
não responde. Será que não ouve bem? |
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R.: A audição deve
merecer o mesmo cuidado que os demais órgãos
do sentido. Levar a criança para realizar
exames de audição mesmo que não haja queixa
de dor de ouvido ou infecção (otites) é
sempre importante. A audiometria avalia o
grau da audição e aliada a outros exames
complementares pode indicar se há perda de
audição ou não.
O comportamento disperso da
criança pode também interferir em sua
aprendizagem e memorização, portanto, é
recomendável a avaliação audiológica e
fonoaudiológica.
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4. Falo
o dia inteiro e à noite estou rouca, será
que tenho algum problema sério? |
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R.: A rouquidão por
uso inadequado da voz, ou abuso vocal, pode
ser indício de alterações nas pregas vocais.
Após exame laringoscópico realizado por
médico otorrinolaringologista, o tratamento
fonoaudiológico é iniciado para orientar o
paciente a usar a voz corretamente através
de terapia vocal. |
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5. Alguns
alunos em minha sala não conseguem se
alfabetizar. Como posso ajudá-los? |
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R.: A dificuldade em
aprender a ler e escrever pode ser
indicativo de distúrbio de aprendizagem. É
necessário que a criança seja encaminhada,
tão logo a dificuldade seja identificada,
para avaliação fonoaudiológica, psicológica
e/ou neurológica. O correto diagnóstico
permitirá que a criança seja estimulada para
aquisição da leitura e escrita. Dentre as
patologias que podem manifestar distúrbios
de aprendizagem estão: dislexia, disfunção
do processamento auditivo central, surdez,
miopias severas, atrasos no desenvolvimento
neuro-psico-motor, atraso no desenvolvimento
da linguagem, etc. |
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6.
Existe
terapia para quem respira pela boca e ronca
à noite?
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R.: A respiração bucal
e o ronco noturno merecem atenção especial
em qualquer idade. A avaliação médica e
fonoaudiológica podem detectar se é de
origem viciosa ou orgânica. A terapia para
correção das alterações respiratórias visa
estabelecer a respiração nasal, fortalecer a
musculatura orofacial e adequar padrões
mastigatórios e de deglutição, que na
maioria das vezes encontram-se prejudicados
no respirador bucal. |
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7. O
que é o teste da orelhinha? |
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R.:
O Teste da orelhinha ou
triagem auditiva neonatal é um exame de
audição (Emissões Oto acústicas) realizado
em recém-nascidos, para diagnóstico precoce
de perda auditiva. O exame pode ser feito
ainda no berçário, ou de preferência nos
três primeiros meses de vida. É possível
detectar se há surdez permitindo
intervenções precoces como a protetização
(colocação de aparelho auditivo) para que o
desenvolvimento da audição e fala ocorra
dentro do esperado. |
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8.
O que é língua presa? |
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R.: O termo “língua presa” é
usado para descrever a língua cujo freio é
muito curto e não permite mobilidade
adequada para realização de sucção,
mastigação, deglutição e fala. O tratamento
pode ser cirúrgico devendo ser avaliado pelo
pediatra, otorrinolaringologista ou odontopediatra. Após a intervenção
cirúrgica, a (o) fonoaudióloga (o) inicia o
atendimento para obter e manter o
alongamento do freio lingual, propiciando a
mobilidade de ponta de língua. |
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9. Aparelho
auditivo melhora qualquer tipo de surdez? |
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R.: A indicação de aparelho auditivo é
realizada para qualquer tipo de surdez. São
muito raros os casos que não se beneficiam
com o uso de prótese auditiva. O aparelho
auditivo permite a amplificação dos sons
ambientais e da fala, permitindo melhor
compreensão de diálogos, TV, rádio, etc. Os
aparelhos digitais têm tecnologia altamente
sofisticada que permite que os sons da fala
sejam priorizados e que os ruídos ambientais
não se tornem desconfortáveis, mesmo para
pessoas que são sensíveis a qualquer tipo de
ruído. |
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10. O
que é processamento auditivo central? |
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R.:
A avaliação do
processamento auditivo central consta de uma
série de testes que avaliam a discriminação,
memória, compreensão da fala em situações de
escuta difícil. É recomendada em casos nos
quais, a aquisição da leitura e escrita está
prejudicada, bem como
compreensão/interpretação de texto, troca de
letras na escrita, dispersão, lentidão na
aprendizagem em geral, dificuldade para se
concentrar em ambiente ruidoso. A avaliação
é realizada em duas sessões e após a análise
das respostas obtidas nos teste é elaborado
o relatório descritivo e feita a devolutiva.
O exame é realizado em crianças a partir de
6 anos de idade, adolescentes e adultos. |